quinta-feira, 31 de março de 2005

Ao espelho

Frente a mim
frente a ti
apercebo-me do quanto de mim há em ti
do quanto de ti fica em mim
Gosto de ti
na medida que gostas de mim
sei que fazes como eu
eu faço como tu
e no final sei que sou eu e tu
e uma só.

terça-feira, 29 de março de 2005

Sabor a liberdade*

Dá-me liberdade
sem nada pedir
sem nada querer
faz-me voar

Queria estar onde estás
não posso
se fechar os olhos
posso imaginar
não é preciso muito
para contigo sonhar


foto cedida por Gui

Só porque bateu a saudade
de passear
de contigo andar
sem em mais nada pensar!

*algures desde Agosto de 1999

E o coração?

Hoje o dia está cinzento
acho que eu também
deitei-me triste
o dia acordou como eu
é estranho
o mundo em que se vive
teima em acinzentar
vida confusa
que perturba
e entristece
quando o coração não aquece...
Toda esta roda
dia após dia
noite após noite
a alma envelhece...
e o coração... não aquece
sonhos, fantasias
toda esta vdia
mundo que se esquece
e se a morte aparece?
pensa-se... vivi?
senti? esqueci?
envelheci...
mas não
vida estranha
voltas e voltas
um dia, outro dia
uma noite, outra noite
e acorda-se...
a alma renasce
o amor aparece
e o coração... aquece!
05_Março_2004

segunda-feira, 28 de março de 2005

What if...

They went out for a drink.
They had known each other for years and had been so close... so close to love... so close to tears... and yet so far... as only they could be.
All this was in her mind, circling and twisting.
They had a perfect evening. Talked about almost everything.
Didn't bother talking about that... it was still in her mind though... It had never left her...
It was time to leave. They left.
She wanted to kiss him. Didn't know if he wanted to kiss her back.
They just said goodbye.
The next morning she was still awake thinking "what if I had kissed him"...

quarta-feira, 23 de março de 2005

Passeio de início de tarde

Almocei com uma colega e amiga.
Depois, ainda havia muito tempo para gastar até à hora de regresso às quatro paredes onde trabalhamos, decidimos passear.
O céu azul e começo de calor sorria-nos.
Nada mais podíamos fazer.
Fomos até à praia ver o mar!

terça-feira, 22 de março de 2005

Efeméride

22 de Março



Hoje tentei resistir à tentação de escrever sobre um passado repassado que passou e trespassou.
Sei o que não posso apagar.
Mesmo que quisesesse e me esforçasse.
Sei que o amei.
Sei que o odiei.
Se esqueci ressentimentos
Não esquecei momentos.
Por isso, não resisti.
Hoje exactamente hoje
deposito este texto aqui
como quem coloca flores no pensamento
no túmulo de um sentimento.

segunda-feira, 21 de março de 2005

Horóscopo via e-mail

Here is your horoscope for Tuesday, March 22:

Your dilemma is an internal one: conflicting emotions. On the one hand, you desperately want to march up to your target, bark out exactly what you need to say and stalk off. On the other, you need to keep a secret extremely secret.

Todos os dias recebo um previsão para o dia seguinte e raramente acertam.
Esta anda perto, tão perto que parece o epílogo da minha Carta aberta!
Por isso é que tive que o copiar para aqui.

Se tiverem curiosidades astrológicas passem por este sítio!

Carta aberta:

Apetece-me escrever mesmo sem ter nada para dizer
nem sei por onde começar, mas tenho tanto para contar...
Pensei escrever-te uma carta
não tenho como a enviar
não sei o que escrever...
Pensei dizer-te que estou a amar
mas não é possível
não posso estar
podia contar-te o que me fez apaixonar
mas é tão improvável
não posso acreditar.
Depois pensei em tudo aquilo que se promete e que roubaria céu, estrelas, lua e luar, para o teu caminho até mim iluminar e em tudo aquilo que se acredita que se cumpre...
E quis parar de escrever
faltou-me a coragem para me confessar
mas não consegui a mão conter, ela não queria parar de escrever.
Era o coração que a impelia para tudo contar
sem nada faltar
sem nada omitir
sem me deixar mentir
sim... queria mentir
dizer não
tolo coração
isso não é emoção.
Para sempre, não, para sempre é formal demais e para sempre é sempre tempo demais
Sinceramente, não, sinceramente não, queria mentir-te
Cordialmente, não, também não, é seco demais.
Queria encontrar uma expressão para escrever mesmo antes do meu nome para que te ficasse na memória... Não consigo. Também não importa. Não consigo que esta carta te leve nenhum aroma, nem o meu olhar.
Ficarei feliz se esta carta te fizer sorrir, sonhar e de mim lembrar.

quinta-feira, 17 de março de 2005

Sonho?

Será que não aconteceu?
prefiro não acordar
não consigo explicar
viajo a dormir
amo a sonhar
paixão a conhecer
sinto a viver
não sei entender
não consigo escrever

Hoje não!

Hoje acordei preguiçosa.
Hoje não me apetece escrever.
Falta-me a vontade de escrever palavras convexas, conexas e na mesma sem nexo.
Mas tenho palavras no pensamento, sem ordem, sem sentido, sem razão.
Mas hoje não.
E elas continuam lá. Não me deixam continuar a preguiçar.
Saiam!
azul
amor
areia
mar

sim
mão
amanhã
talvez
céu
calor
E volto a preguiçar...

terça-feira, 15 de março de 2005

You think you can tell?

Ultimamente ando com queda para o "nonsense" sentimental!
Isso reflecte-se em tudo o que faço, desde sorrir desde que acordo, porque acordo. Ir nos transportes públicos, o que sempre dispensei, com ar de relativa (aqui também não vale a pena exagerar) comodidade, a passar um dia no escritório com boa disposição, entre outros sintomas de felicidade. Ando de bem com a vida, como se costuma dizer. À primeira vista, eu própria admitiria que ando com sintomas de "apaixonada".
Até aqui tudo muito bem. Mas o meu problema (entre outros) é que para se estar apaixonado é necessário o "objecto" da paixão.
Não há.
Donde, só posso concluir, que ou estou definitivamente louca (o que também explicava muita coisa) ou que ando apaixonada pela vida.
De qualquer das formas, uma paixão que se preze, precisa de uma música, tive que escolher uma.
Lembrei-me de uma música que ouço desde sempre e que adoro! E que até se aplica!



Wish you were here
(Pink Floyd)

So, so you think you can tell Heaven from Hell, blue skies from pain.
Can you tell a green field from a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

And did they get you to trade your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange a walk on part in the war for a lead role on a cage?

How I wish, how I wish you were here.
We're just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year.
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.

segunda-feira, 14 de março de 2005

Em espera

Acontece-me, frequentemente, ligar para algum lado e ficar com a chamada em lista de espera.
Esta foi apenas mais uma...
Queria apenas fazer um pedido simples, apenas um pedido.
Peguei no telefone e marquei o número pretendido.
- Olimpo call center, bom dia, com que Deus deseja falar?
- Com a Deusa Afrodite, se possível.
- Quem deseja falar com ela?
- É a Sophia, uma nativa do signo Balança, blá, blá, blá. Lá me identifiquei o melhor que sei e posso.
É que a congénere romana está muito ocupada e fui aconselhada a ligar para aí.
- Sou um momento, vou passar a sua chamada.
E lá começou a musiquinha da praxe, interrompida aqui e ali por uma voz que repetia "A sua chamada encontra-se em lista de espera, por favor aguarde a sua vez."
Ao fim de umas horas cansei-me, desliguei.
Voltei a ligar.
- Olimpo call center, bom dia, com que Deus deseja falar?
- Olhe daqui fala a Sophia, blá, blá, blá. Eu liguei de manhã, passei o dia quase todo à espera e nada. Pode dizer-me se já é possível falar com a Deusa Afrodite?
- Olhe, como calcula os Deuses são entidades muito ocupadas. Tal como a Deusa Vénus, Afrodite - permita-me a expressão - não tem mãos a medir. É sempre um auxiliar que anota o pedido. A menina da Deusa só ouve o cumprimento, nada mais, depois a sua chamada é outra vez reencaminhada. Se quiser, o que posso fazer para a ajudar é gravar o seu pedido e fica já em lista de espera.
Lá estava, outra vez a lista de espera!
- Gravar?! Humm.... Não. deixe estar, eu volto a ligar.
Desliguei.
Fiquei a pensar no que ouvi. Voltei a ligar.
- Olimpo call center...
- Sim, já sei! Sou eu, a Sophia, outra vez. Mudei de ideias. Pode gravar o meu pedido?
- Diga lá.
E eu disse.
- Desculpe a indiscrição, mas o que a fez mudar de ideias?
- Disse-me que Afrodite está sempre ocupada, que nem é ela que anota os pedidos. Pensei que o que correu errado das outras vezes deve ter sido isso. Então decidi deixar o meu pedido consigo. Assim pude fazê-lo calmamente e com todo o detalhe possível para ver se não há engano outra vez!
- Ah! Quanto a isso sabe, a culpa não é só dos nossos serviços. Os mortais quase nunca confiam em recepcionistas e recusam-se a deixar os pedidos comigo e olhe que eu sou o único autorizado a gravá-los. Mas disso ninguém quer saber! Depois os auxiliares têm que me ler os pedidos um por um. Acabam sempre a misturar informações. Eu desta vez vou tentar acertar!
Sorri e depois ri e entre risos lá lhe respondi.
- Ah ok! Está tudo explicado! Demore o tempo que for preciso, mas veja lá se desta vez acerta!
Desliguei, mas continuei a rir!

domingo, 13 de março de 2005

Simplicidade

Quando eu era pequenina tudo era mais simples.
De vez em quando tenho dias em que quase me apetece voltar a ser criança.
E Viver, simplesmente Viver e Acreditar.
Sei que não posso voltar a ser pequenina.
Por isso em dias assim, pego nas minhas fotos de criança, olho-as e sorrio. Recupero assim um pouco da criança que fui! E volto a acreditar!

sexta-feira, 11 de março de 2005

Lado Lunar

O que eu quero dizer, o Carlos Tê e o Rui Veloso já o disseram.
E fizeram-no de uma forma que eu não conseguiria!
Portanto só me resta concordar com eles.

Toda a alma tem uma face negra
Nem eu nem tu fugimos à regra
Tiremos à expressão todo o dramatismo
Por ser para ti eu uso um eufemismo
Chamemos-lhe apenas o lado lunar
...


...
Eu hei-de te amar por esse lado escuro
Com lados felizes eu já não me iludo
Se resistir à treva é um amor seguro
À prova de bala à prova de tudo
...

Superficial

Sim eu sei.
Há dias em que prefiro ser assim.
Não olhar além do que vejo. Não pensar que há algo mais do que isso.
What you see is what you get girl, there´s not much more than that.
Tinhas razão.
Mas de que adianta dizer-to agora. Não estás mais comigo. Até nisso tinhas razão.
Sempre soubeste que ficaríamos separados e tentaste ensinar-me a proteger-me. Evitar o sofrimento. Tal como tu! Só que tu não te davas, tu não vivias...
You never paid much attention, though.
Pois não... nessa parte não.
But I bet you can still hear me whispering all that...
Sim, mais uma vez, tens razão.

quinta-feira, 10 de março de 2005

Casamentos "sui generis"

Numa aldeia perdida no Norte do nosso país, até meados do século passado, eram os pais que escolhiam com quem os filhos casavam.
Como é óbvio, os filhos nem sempre estavam de acordo. Por isso, os pais desenvolveram um método infalível para garantir o casamento.

Trancavam rapaz e rapariga numa corte, durante uma semana. Forneciam-lhes alimento através de uma janelinha, pequena o suficiente para nenhum fugir.
No final da semana, presumiam a 'desonra' da rapariga e tinham que casar.

Enfim, o certo é que da fama não se livravam e do casamento também não!
Quantos teriam esperado até ao casamento para terem o proveito?

'Fantabulástico!'

Check this out!

'Tá demais!

quarta-feira, 9 de março de 2005

"Gripe das aves"

Porque ela prefere chamar-lhe gripe das aves!

Hoje estive à conversa com um amiga em "fase de negação".
Ela teimava em olhar para o prato de bolonhesa vegetariana à procura de respostas no esparguete.

Em certas alturas, parece que preferimos não nomear os sentimentos.
Talvez seja uma forma de não os admitir.
Mesmo quando já os sentimos e sabemos que estão lá, teimamos em não os dizer.
Para não se tornarem reais? Não sei. Só sei que às vezes é assim.

Neste caso, ela pode chamar-lhe o que quiser.
Mas gripe das aves sei eu bem que não é!

Aquilo que se ouve

Não gosto de escutar as conversas dos outros. Mas às vezes é inevitável!
Nomeadamente, quando a conversa ocorre no banco atrás de nós, no transporte público onde vamos.

Conversa entre dois adolescentes tardios:
- Mas tu vais p'ra casa dela e tudo?
- Ya! Claro.
- Fogo! A gaja é horrível...
- É a croma. É a única pessoa da turma que me pode ajudar a perceber isto.
- Ah! Pronto!

E mudaram de assunto.
E eu fiquei sem querer perceber a simplicidade do argumento que justifica o Ah! Pronto!.

terça-feira, 8 de março de 2005

Mo Cuishle!

Ontem, ainda antes de sair do cinema, sabia que hoje ia ter que escrever sobre o filme.
Quem ainda não viu Million Dollar Baby, pretende ver e não quer saber o "twist" que a história tem, é melhor não ler mais nada.
Só digo que sobre boxe tem muito pouco.

Chorei e ri. Senti tudo aquilo, como só um bom filme consegue fazer.
Desde ontem que só tinha o título. O único possível para mim.

Pensei escrever sobre a personagem feminina, forte e digna, própria para um dia como o de hoje ou sobre a força de um filme exigente em termos emocionais.

E, enquanto pela manhã pensava no que escrever, folheei o jornal de distribuição gratuita "Metro" e li um artigo com a opinião de Joaquim Leitão sobre o que mais me impressionou no filme e que não consegui transpor para palavras.
Transcrevo aqui só um excerto:

"A eutanásia, no caso de doentes incuráveis e incapacitados, em sofrimento, mas lúcidos, não é uma escolha entre a vida e a morte. É uma escolha entre duas maneiras de morrer. A escolha da menos má."

segunda-feira, 7 de março de 2005

Só porque é Mulher?

Bom será quando o dia de amanhã não fizer mais sentido.

Porque é Mulher
pode ser condenada por abortar
pode em casa ser espancada
pode ser obrigada à excisão
pode ser violada
pode ser tapada da cabeça aos pés
pode sofrer calada
Porque é Mulher
pode chorar a dor
no silêncio da noite
à luz do dia
numa vida sem amor
E porque é Mulher
há o dia de amanhã
para todos lembrar
que ao Homem é igual
nos deveres e nos direitos
E quando o dia de amanhã
deixar de se comemorar
É porque é Mulher
e o mundo finalmente percebeu
uma solução simples de equacionar
Homem=Mulher

É assim tão difícil de perceber?
Só porque é Mulher?

Mal-entendido

- Porquê?
- Hã?!
- Diz-me porquê. É só o que preciso saber.
- Não entendo. Porque choras?
- Claro que entendes. Eu só quero saber porquê.
- Endoideceste?
- Não finjas. Diz-me porquê.
- Porquê o quê? Pára de chorar.
- Porque é que me traíste?
- Hã?! Endoideceste.
- Eu ouvi-te. Quando cheguei, disseste "Amo-te" e desligaste. Com quem falavas?
- Oh! Isso?! Pára de chorar.
- Não te rias!
- Ouve a última mensagem que tens no atendedor.

domingo, 6 de março de 2005

Play it again Sam

Porque hoje na televisão passa "Casablanca"
porque acordei romântica
porque simplesmente adoro esta música



As time goes by

You must remeber this
A kiss is still a kiss
A sigh is just a sigh
The fundamental things apply
As time goes by

And when two lovers woo
They still say 'I love you'
On that you can rely
No matter what the future brings
As time goes by

Moonlight and love songs
Never out of date
Hearts full of passion
Jealousy and hate
Woman needs man
And man must have a mate
That no one can deny

It's still the same old story
A fight for love and glory
The world will always welcome lovers
As time goes by

sábado, 5 de março de 2005

Reflexo

Parou em frente ao espelho e olhou-se, não, pela primeira vez ao fim de muitos anos, viu-se.
Ficou ali espantado, e como que a admirar-se, sabia que não era perfeito.
Tinhas as pernas arqueadas, o raio da barriga que lhe escondia os abdominais de outrora.
O rosto, sim, esse achava-o perfeito, mesmo com a barba a ser grisalha e de três dias. O seu sorriso braco e certo. Os olhos castanhos (que as mulheres sempre disseram serem profundos).
Sorriu.
Ah! Quantas mulheres se perderam com este olhar, este sorriso, com este corpo, agora sombra do que foi.
E o seu olhar tornou-se sombrio.
Ah! Quantas mulheres perdi...
Voltou costas ao espelho e regressou à sua solidão.

sexta-feira, 4 de março de 2005

So true

Ontem à noite, antes de ir dormir, decidi dar uma última vista de olhos pelo que passava nos canais de TV. Todas as cenas que vi ficaram descontextualizadas... Mas uma ficou-me gravada na memória e foi a primeira coisa que me lembrei ao acordar.
Não me lembro sequer do canal em que a vi.

Recordo que os intervenientes eram um homem, com um cão pela trela e uma mulher à porta da sua casa.
Ele não falou.
Ela disse-lhe:
"Please don't be kind... Don't be kind to me.
I wouldn't bear it."
Virou-lhe costas e correu para casa.

Eu desliguei a TV e fui dormir.

quinta-feira, 3 de março de 2005

Encontro

- Posso sentar-me aqui?
Ela corou. Não conseguiu disfarçar a atrapalhação e o tumulto que aquela pergunta e a presença do estranho lhe causaram. Num fio de voz ouviu-se um sim.
- Está um dia lindo.
O mesmo fio de voz respondeu-lhe sim.
- Moras por perto?
Ela continuando a fitar o chão, já um pouco mais calma disse-lhe mais um sim.
- Tenho-te visto aí sentada todos os dias...
Um outro sim saiu-lhe dos lábios.
O estranho sorriu.
- Esperas alguém?
Ela corou novamente, procurava minunciosamente algo no chão, talvez à espera de encontrar a resposta.
Respirou fundo.
Olhou o estranho nos olhos e sorriu.
- Agora já não.

quarta-feira, 2 de março de 2005

Timidez

Gosto de homens decididos que não temem arriscar e tomam a iniciativa.
Gosto de ouvir uma "cantada" quando é feita com humor e inteligência.

Mas não resisto a um olhar tímido que sorri e se esconde na sombra.

Borboletas

Hoje fui almoçar ao sítio do costume. Reparei que a decoração foi alterada, já cheirando a Primavera.
Flores e borboletas, coloridas e enormes, dependuradas do tecto.
Olhei e sorri. Gosto de borboletas.

Senti saudades de sentir borboletas no estômago e sorrir.

Lógica (In)Adaptada

Agradar a gregos e troianos.
Sempre me agradou esta expressão, se bem que sempre me faltaram, entre outras coisas, o tacto e a subtileza para o conseguir.

Se se tenta agradar a todas as pessoas, tem-se a mesma opinião que todas as pessoas?
Ou não se tem opinião?

terça-feira, 1 de março de 2005

Inconfidências

- Não te amo.
- Eu sei. Também nunca disse que te amava.
- Odeias-me?
- Claro que não! Apenas não te amo. E tu?
- Não sei. Só sei que não te amo.
- Não faz mal.
- Pois não.

Sorriram. Beijaram-se. Continuaram a planear a cerimónia de casamento.