quarta-feira, 29 de junho de 2005

Deixa-me dormir...

Para que me acordaste?
Porque não deixaste este fogo permanecer cinza?
Para que me fizeste viver?
Ai de mim que estava em paz
dormia serena a vida
e não me tumultuava
Tu acordaste em mim esta chama que por ti clama e não se acalma
Permanecia a cinza onde agora arde o fogo que ateaste
E para quê?
Para voltares para longe e regressares ao mundo dos meus sonhos
Que faço agora com o que sinto?
Onde coloco estes cacos das promessas quebradas?
Nada.
Regresso a mim.
Volto a dormir.

terça-feira, 28 de junho de 2005

Luz

Ruína de mim que sonhou para ti
rasguei uma janela para que o sol entrasse
encortinaste-a
envidracei o tecto para que a luz te iluminasse
entelhaste-o
cansei-me da tua escuridão
abri a porta e saí
esqueceste-me...
esqueci-te

domingo, 26 de junho de 2005

Audacity

*(noun): boldness or insolence
*audacious: adjective
1. showing a willingness to take risks; daring; fearless;
2. imprudent; recklessly bold.

* Oxford Advanced Learner's Dictionary
Au-da-city

Just have the audacity!
I like the way it sounds.

I want to be audacious to have the audacity to say to you everything you make me feel.

Because
it's because of love
It's because of you
Because of love
you see in me what no else can see
you bring happiness to me
when tears roll down my eyes
when I'm wrong
you show me what's right
whenever I'm in the dark
you provide the light
if I'm feeling blue
you give me wings to touch the sky
you give me answers
when I don't know 'why'
After all this time
I know I can carry through
And it's all
because of love
because of you

sexta-feira, 24 de junho de 2005

Pouco mais

Um pouco mais
não que seja pouco o que me dás
também é pouco o que preciso
pouco é o que te peço
pouco é também o que te dou
é pouco o que sei e posso
sei que é pouco o que sabes
Um pouco mais
não um pouco menos
só o mais
esquece o menos
mesmo pouco
sendo verdade
nunca é menos

quinta-feira, 23 de junho de 2005

Um dia complicado de trabalho...

O trabalho devia ser um drama da vida moderna.
A amarra necessária que nos prende e liberta.

Hoje não tou com muita vontade para trabalhar... nem sequer para estar no escritório.
Acho que é normal ter dias assim, só espero é nunca ter dias assim*.

*P'ra mim esta música é espectacular e deprimente.

quarta-feira, 22 de junho de 2005

Lua

imagem daqui

Hoje é noite de Lua cheia.
Hoje a Lua vai estar mais perto da Terra do que o habitual, já não estava assim tão perto há mais de 18 anos. Assim, irá parecer maior.

Admirem-na.

Não será uma noite de céu negro
haverá magia no luar...

terça-feira, 21 de junho de 2005

A sangue quente....



A dor de ver partir...
um coração despedaçado
que não quer recompor-se
por alguém
sofre chora e sangra
pela crueldade
por maldade
e chora a dor
que o vai acompanhar pelo caminho...
Lágrimas que vão secar
sem a dor do coração conseguir estancar...

domingo, 19 de junho de 2005

Estranho



Chamo por ti sem saber o teu nome
percorro com o olhar o teu corpo
desejando que os meus olhos sejam dedos
De ti mais não quereria que loucura
na volúpia de uma noite idealizada
esqueço-me que ainda a Lua ilumina o meu rosto
e sorrio para ti...

Cadeia de música

Antes de mais o devido agradecimento à curiosa paixão que me prendeu nesta cadeia!

Tamanho total dos arquivos de música no computador:

Arquivo as minhas músicas numa penderive e em cd's.

Último disco (cd) que comprei:

O Baile de Máscaras, de Giuseppe Verdi.

Canção que estou a ouvir agora:

Come Undone, Robbie Williams

Cinco canções que costumo ouvir frequentemente ou que têm algum significado para mim:

Everything I do, Bryan Adams
No regrets;
Angels, Robbie Williams
A Kind of Magic, Queen
Right to be wrong, Joss Stone

E para não quebrar a cadeia, mas sem intenções de prender ninguém:
para quem passa por aqui e quiser responder faça o favor de me satisfazer a curiosidade!

quinta-feira, 16 de junho de 2005

Reencontro

Encontro-te
tremo da cabeça aos pés
...
viro costas
já não consigo parar de sorrir
...
tremem-me os joelhos
...
volto-me
encaro-te
sorris-me
iluminas o cinzento
...
controlo os nervos
tento parar de tremer
cumprimento-te
devolvo o sorriso
seguras-me na mão
páro de tremer
...
despedimo-nos
caminho a sorrir
sem jeito

a sorrir

terça-feira, 14 de junho de 2005

Ao largo



Fico aqui horas a contemplar-te...
Tento decorar a ondulação na esperança de te adivinhar um coração...
Quer estejas azul ou cinzento
calmo ou revolto
é em ti que me encontro
quando não sei para onde ir
que rumo tomar
ou mesmo quando sei
e preciso respirar
Fascinas-me, apaixonas-me
Tantos são os mistérios que escondes e revelas
E mesmo quando a noite não te ilumina
e nem luzes vejo pela costa
sei que estás aí...
Sei pelo som, percebo se estás em paz ou em turbilhão
e é sempre no teu silêncio
quando tento entender-te
que me percebo
e me conheço
e ouço o meu coração...
Hoje ouvi-te e conheci-me mais um pouco.

Até Amanhã, Camaradas



Na Segunda Feira de manhã, acordei cedo e a primeira coisa que fiz foi ligar o rádio para ouvir as notícias.
Estava afastada do mundo há três dias.

"... a marcha de Alfama ganhou o 1º lugar ... faleceu o poeta Eugénio de Andrade... morreu de madrugada o líder histórico do Partido Comunista Português..."

O resultado das marchas é o menos relevante, mas foi a primeira notícia que ouvi.

Admiro e respeito o poeta.

Cresci a admirar e a respeitar o espírito e a força deste homem e a gostar de o ouvir, mas sobretudo de o ler.

Nesse momento lembrei-me de todos os livros que li de Manuel Tiago e apenas este título me ficou: "Até Amanhã, Camaradas".

Até amanhã.

quarta-feira, 8 de junho de 2005

Beleza adormecida

Quando os nossos olhos pousam
em alguém em repouso
contemplamos como dorme
vemos um sorriso despontar
sem saber sequer o que o motiva
e sorrimos também...

Gosto de ver dormir.
Corpo e alma em repouso
a serenidade do descanso que permite sorrir.

segunda-feira, 6 de junho de 2005

Carta de um arrependimento que não o é

Será que algum dia te vou poder dizer o quanto me fazes sorrir?

Sei que fui eu a dizer-te adeus.
Só eu sei o quanto me custou.
Optei sozinha. Decidi e disse adeus.
Mal me expliquei... pouco havia a dizer.
Apenas sentia que não podia. Não tinha sentido acontecer.

Chorei, mas não sentiste o sal das minhas lágrimas.

Há duas distâncias entre nós.
Uma é fácil de percorrer.
A outra... é a mesma que na altura me ajudou a decidir.

Quando penso no que fiz, penso em como poderia ter sido diferente...
Mas isso de nada adianta. Não o saberei. Sei que não mudo o passado. E mesmo que o pudesse mudar, conheço-me o suficiente para saber que voltava a fazer o que fiz.
Não saberia agir de outro modo.

Por isso, não me arrependo. Mas aprendo.
Há coisas que não devem ser decididas assim.

sexta-feira, 3 de junho de 2005

Intermitente... eu e a luz

Uma luz brilha e pisca ao longe
parou de piscar
fitava o mar
a ânsia de te encontrar
a luz voltou a piscar
tenho medo, sabes?
Não. Não deves saber.
Não é comum admitir medos.
Não julgues que é o medo de te perder. Não é.
Não posso perder o que não tenho.
Não és meu, nem poderias ser.
Sabes? A luz continua a piscar.
Deve ser um sinal de aviso para quem vem do mar.
E para quem está aqui?
Onde estou.
Será que também me avisa?
É difícil não gostar de ti.
Será para isso que me quer alertar?
Que tens um encanto que me cativa e me faz amar...

quinta-feira, 2 de junho de 2005

Beleza é fundamental

Dizes-me que não és belo.
Lembro-me vagamente do que será o conceito de beleza: o que é belo. E belo é?...

Apregoa a sabedoria popular que "quem o feio ama, bonito lhe parece" e que "o amor é cego".
Será que é assim?

Eu sei que só gosto do que é bonito, do que me agrada aos sentidos.
Agrade ou não a outras pessoas.
Sei que não sou capaz de gostar do que quer que seja que ache feio.

E não é o manto do amor que me cega.
É a beleza que vejo que o faz cair.

quarta-feira, 1 de junho de 2005

Confusão

Se disser o que sinto e não o escrever
ou sentir e escrever sem nada dizer
fico na mesma sem compreender
o que ando a tentar perceber