quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

The end of the year is upon us...

Façam as vossas apostas e entrem da melhor forma em


2006

May all your wishes come true!


See ya next year!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Mirror, mirror...



Tenta que o reflexo apareça... olha em vão. O vazio que a imagem lhe devolve é doloroso... Sabe que não é só uma imagem, ali há vazio. No vazio que ficou, gerou-se dor... gerou esperança. Mas, ali, ainda há o vazio.
Não quer já ver o reflexo, mas a imagem que é.
Deixou-se esvaziar sem saber, não chegou a perceber como tudo se passou. Ficou... Só sabe que ficou, ali, no vazio. Sem o seu reflexo. Sequer a sua imagem.
Tenta falar com o espelho, para que lhe devolva o que perdeu. O que alguém consumiu. Ainda há luz. O espelho brilha com o brilho de outrora. Sabe que o vazio não fica para sempre. O reflexo regressará com o regresso da imagem, num momento, numa outra aurora.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

A todos um...

Felice Natale

Merry Christmas Joyeux Nöel Feliz Navidad Fröhliche Weihnachten

Shuvo Baro Din

Glaedelig Jul og godt mytär

Sal-e no mubarak Nollaig Shona Dhuit Srekan Bozik Wesolych Swiat



FELIZ NATAL!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Uma história assim...

Como podem outras vidas afectarem-nos tanto que magoa só de pensar ?
Será possível virar costas ao sofrimento que vemos e acabamos por sentir?
Eu estou assim…

Conheci-te sem querer e já te adoro…
Menino não desejado, infância estragada e que não sabe que rumo dar à vida… Como se pode não querer viver? Não se desejar mudar e melhorar? Estragar-se o que se tem de bom e não saborear alegrias como todos deviam?

Dói-me pensar em tudo o que viveste, tudo o que passaste sozinho… Doido? Não creio… Acredito antes que estás só e que entregas à vida e aos seus sabores sem a quereres agarrar… Porque será que não aceitas ajuda, terás medo de confiar?
Se soubesses como o meu coração te consegue entender…
Cada história de rejeição tua que contas, as tuas tristezas, as tuas mágoas, os teus desgostos e os teus sofrimentos, tudo o que de ruim já passaste... é tão pouca a alegria que te conheço…
Olho bem fundo nos teus olhos e vejo um menino frágil, para além de toda a tua bravura violência e ataques descontrolados…
A tua idade devia trazer-te esperança e não o desespero que transpareces e que pretendes esconder e esquecer… Devias sim enfrentar, lutar para mudar para vencer!

Não nos devemos entregar à negridão da existência, não desistas mesmo quando todos te parecem deixar esquecer, aqueles que mais te deviam amar, aqueles em que devias confiar e quem saberias amar…
Conheces gratidão. Mas conhecerás tu o amor? O mais puro e desinteressado sentimento que sempre nos ampara quando estamos a cair, prestes a desmoronar…
Terás tu alguém que te ame assim?
Conheci-te a descontrolado com atitudes violentas... logo te desculpei, procurei no fundo de mim razões para seres assim e encontrei-as sempre sem saber porquê…
Quando começámos a falar procurei brincar, mas sempre para mim foi sério, não sei a razão, mas quis saber tudo sobre ti e descobri… Aquilo que agora sei justifica-te mas magoa-me… Nascer por acidente e ser abandonado… Mas se calhar somos todos largados nesta vida… Opções erradas que tomaste… Fugir… compromissos… responsabilidades… custa…

Desperdiças a vida sem saber, ou sabes e só queres morrer…
Será que nunca te mostraram a beleza que a vida pode ter? Que vale a pena viver…
Eu sei que é difícil acreditar… Custa muito viver… Sangue suor e lágrimas…
Mas… Luz sabor e risos… risos sinceros na alegria de viver… Se pudesses ver e conhecer tudo que é bom e puro alegre e seguro amarias viver e viverias para amar…

Ninguém disse que para renascer é preciso morrer… Bem, é preciso morrer sim… Mas é uma morte necessária, olhar para trás e dizer não mais! E voltar a viver, abraçar o mundo no seu todo azul…

Que será que vês quando olhas o céu? E quando olhas o mar? Uma tempestade?
Será que consegues ver o céu e o sol e o mar a brilhar?
Será que entendes que todo esse brilho pode ser para ti?

Quando estamos e somos felizes tudo existe por nós e para nós… Se soubesses acreditar num futuro melhor… O mundo não é feito de tristezas e dor… Se vires com atenção e se procurares aqueles pequenos pormenores reparas que há beleza e amor… Mas é um espelho que está dentro de nós… reflecte o que recebemos… não se pode dar aquilo que não se tem… Seria mais fácil se pudesses ter… Todos temos um caminho a seguir… Só é difícil saber qual o rumo a tomar…

Nenhuma outra mágoa me doeu como a tua…
Custa-me ouvir violência e amargura… Feito numa noite esquecida, não desejado e abandonado à mão caridosa de alguém que te sabe amar e outra mão que te sabe mimar…
Violência que sofreste, dores físicas que sentiste e lembranças tristes de dias mal acompanhados…
Não sabes aproveitar e aceitar e reconhecer as mãos que estendem e te amparam, pensas antes naquelas que te feriram o ser e magoaram alma… Porquê? Teimamos em esquecer quem nos quer bem para nos amargurarmos por aqueles que nos fizeram mal…
Se te olharem sem preconceito vêem—te como és e não como mostras ser… Eu quando te olho consigo alcançar bondade e doçura e uma tremenda vontade de ser feliz… e tu sabes… ou pelo menos pareces saber… eu sinto assim quando tu olhas para mim…
Adoro esse teu olhar de menino perdido que recusa querer encontrar-se…

Não penses que o que sinto é pena… isso nunca… não me inspiras dó… mas sim esperança… só a ti compete lutar vencer mudar… Reconhece as tuas fraquezas e vê a tua beleza… Aquela que todos vemos também tu a vês ao espelho… Falo daquela que só alguns podem ver mas que tu tens de procurar, descobrir e adorar…
Sê por ti o que não podes ser pelos outros, nem que mais ninguém pode ser nem fazer…
Procura no teu fundo as raízes, a tua origem bela e pura e cresce de novo com bases fortes… cresce… sempre para melhor… em direcção ao céu infinito que vemos ao acordar... assim é a vida… tem sempre luz mesmo quando não a vemos… Menino! Aprende a viver! É maravilhoso como se cresce a aprender… Torna-te no homem que sonhas e não no menino-homem que todos vêem a falhar e a morrer na beira da calçada esquecido por todos e que a vida não olhou, nem cuidou… Cuida de ti… se não deixas mais ninguém fazê-lo…

Não duramos para sempre… mas podemos durar muito e viver para sempre em memórias e histórias de alguém… Vive como um homem assim… reconheço-te essa força, essa garra que se agarra à vida que te quer deixar…

Saberás tu a força de vida que encerras nesse corpo tão leve, nesse olhar por vezes irado mas que eu vejo tão doce… Será que a descobres a tempo? Será que algum dia terei espaço para te mostrar…
Porque será que dou por mim a acreditar?
Não é um dos meus dons… acreditar… e tu menino-homem que mal conheço, mas que de uma estranha forma reconheço...
Em ti sinto-me acreditar…
A tua mágoa conquistou-me… esse teu sorriso sincero… o teu olhar de menino quando troço de ti, brinco para te ver sorrir...
Gostava de te poder desenhar um céu colorido e uma vida cheia de cores ...
Em qualquer canto se pode construir um mundo… Tu mereces mais do que tens mas tens de querer mais, mas não coisas daqui e dali, tens de saber querer mais para ti, lutar por ti, esforçares-te sem pedir, querer e ter, poder escolher…
Cresce menino-homem e verás o futuro sorrir-te e tudo de belo e maravilhoso e por vezes estonteante que este mundo doido tem para oferecer…
Não te deixes morrer nessa tua forma de viver…
Agarra a tua vida e faz dela um sonho, acorda de todos os teus pesadelos e toma a vida que podes ter…

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Third Dance

- Não acha que é possível amar sem sentir desejo?
- No, my dear I don't think...
Dance.
- Tem uma obsessão com a dança?
- Not really. I just like to see you dancing.
Stop treating me like that. I don't want distance between us...
- Sim... isso eu sei. Mas eu não quero que me tentes mais...
- I won't... You want it... Don't deny it... Don't deny me.
- Danço só mais esta vez...
- Don't fool yourself. You like it...
Don't deny yourself.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Conversas...

Estive frente ao mar
sentada na areia
pedi às ondas
que Te trouxessem a mim
mas olhei e não Te vi
Entrei na água
deitada no mar
pedi-lhe tanto
que me levasse a Ti
quis-me levar
fazer-me sonhar
liberdade de querer voar…
De novo quero partir
sem razões para ficar
sem coração para sentir
sem alma para amar
só quero esquecer
e viver…
O mar de espelhos
o céu azul
reflexo de mim
a pensar em Ti
tranquila e pura
não revolta e escura
diferente de tudo
diferente de mim

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Uns olhos cinzentos perdidos...

Os teus olhos cinzentos…
Senti-me perdida no teu olhar…
Nesse momento quis olhar-te
quis-te prender…
Um barco à deriva
numa noite escura e sombria
vi nesse olhar esperança
devolvida minha alma fria…
vontade de ficar eternamente a ouvir
as palavras dos teus lábios
tão perfeitos
o teu cabelo
tão suave…
a tarde tão magnífica
de céu azul…
e os teus olhos cinzentos…
um farol
uma luz na minha rota pela escuridão
Um anjo caído para me salvar…
Um desejo?
os teus olhos cinzentos
São calor, são luz…
flutuei até ao meu refúgio…
Sinto um rio dentro de mim
água transparente mas fria
que retém o meu corpo de arder…
Depois de tanta amargura e sofrimento
quando estava cansada de tanto negro
de olhar à volta e ver nada só trevas
Parei no teu olhar
nos teus olhos cinzentos
luz dentro de mim…
Em todos os desertos há um oásis
nem que seja só mera miragem
sonho
realidade
Permitir-me sonhar
mais uma vez…
a luz do dia
o calor do Sol
até ao luar
o brilho da Lua
ilumina a escuridão…
Os teus olhos cinzentos
um ténue raio de luz
que me permitiu esquecer
a dor da escuridão…
Não quero
não espero…
nada…
Sei que a escuridão em mim terminou
O teu olhar renovou a minha alma…
Os teus olhos cinzentos perdidos de anjo caído