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Just another day...

Outra perspectiva do céu...

O ciúme é queimadura que faz o coração doer... É a pontada no estômago que retorce o sorriso, a sensação estranha que me percorre como descarga eléctrica sempre que vejo o teu toque noutro corpo que não o meu, mesmo que meramente ao de leve com laivos de automatismo...

Há tanto tempo...

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Imagem daqui

mais uma noite em que parece que a tua luz não me quer deixar dormir... a tua luz... fragmentos de memória hoje atiçados... memórias que ninguém deveria ter... nem tudo precisamos viver... há jogos que não precisamos perder... passou tempo demais para que me lembre... não passou tempo suficiente para me apagar o receio de voltar a sofrer assim... não foram sequer as promessas, mas a crueldade que mais afundaram a cicatriz que me ficou, a que me aviva a memória sempre que ouço algo similar... a memória da dor não dói mas o tempo não a apaga... mas não é por isso que se deixa de viver... o receio que hoje senti não passou de uma gota num mar de certezas.

A todos um Feliz Natal!

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Imagem daqui

A noite mais fria do ano

ou não.
Mas com o frio lembrei-me de gelo. Lembrei-me de fissuras, quebras e colagens. Pensei numa jarra de vidro. Se cair... pode estilhaçar, quebrar partes ou só rachar. Mas o certo é que a jarra não volta a ser a mesma. Por mais habilidade de artesão que possa haver. Fica sempre a marca, fica sempre a cola. A jarra pode voltar a ter o mesmo uso, mas não terá a mesma integridade, a mesma unicidade. Prefiro que a jarra não seja de vidro e que não tenha que me obrigar a estar "cheia de dedos" com medo que quebre. Prefiro algo mais resistente, mais natural. Não gosto que as coisas se quebrem. Não voltam a ser as mesmas. Definitivamente, prefiro o que me permite reagir por instinto, ser natural, ser eu.

Sempre

Vivo e perco-me e corro e escolho e penso e não penso e falho e caio e levanto-me. Ou não caio e sigo e arrisco e ganho. Ou não ganho e volto a tentar e a lutar até chegar... E chego ou não chego mas não paro... Não paro de pensar, de escolher, de sentir, de viver, de lutar... E sigo... sempre seguindo em direcção à luz, à escuridão... mas sempre caminhando e escolhendo, bem, mal... Que importa o real momento de escolha se não no momento de aceitar ou não aceitar e mudar ou não a escolha que se fez? Mudar o que se pensou sobre a escolha, naquele momento de decisão em que parecia a verdade do sentir e não é... ou é e deixa de importar quando se sente o tempo a passar... E passa como o vento forte que tudo muda com o seu passar... e assim é a verdade ou a mentira daquela escolha que se faz ou não faz e nos muda ou não muda, mas em nós fica a pensar e a sentir... Sentindo sempre aquela hora de escolha, de decisão que poderia ter sido mudança e não foi ou foi e se sente e não se esquece..…

Another perfect day...

I'm glad I spent it with you.

Há dias assim... Começam bem, correm sobre rodas e mesmo a pequena nuvem que me apareceu acabou por se dissipar no teu abraço. Há coisas que não posso resolver.