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Tempo...

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Imagem: daqui Tenho dias que queria que o tempo parasse... outros que voasse. Tempo para mim. Ou apenas tempo. Calar os ecos que me ficam na memória. Apagar os receios. Tempo, apenas tempo. Para parar. Para recomeçar. Para seguir. Mas o tempo é imperdoável. Não pára. Passa. Tem dias que me trespassa. Olho-me ao espelho e procuro as marcas. As que me fiz. As que me fizeram. Não se vêem. Mas eu vejo cada uma. Olho e vejo cada mudança que o passar do tempo causou. Reconheço a origem de cada receio. Vejo a marca de cada decisão difícil. De cada escolha arrancada a ferros de mim. Tempo. Dá-me tempo...

Get it right

A quantas pessoas dá a vida uma segunda oportunidade? E quantas a aproveitam? Não sei e não sei. Mas também não me importa. Sei que eu tive essa oportunidade. A de poder começar de novo. De andar todos os passos. Um de cada vez. Às vezes ainda me sinto de passo inseguro, apenas porque tenho medo demais de perder o caminho. Talvez pelo caminho que já percorri, talvez porque não estou habituada a ter medo. Talvez porque tenha a noção de que a oportunidade de acertar é rara. Sem dúvida sei que é porque dou valor ao caminho com que a vida me abençoou. Sei que é este o caminho, o que quero, o que escolhi. Sinto-o como certo. Faz-me sentido.

Just another day...

Outra perspectiva do céu...

O ciúme é queimadura que faz o coração doer... É a pontada no estômago que retorce o sorriso, a sensação estranha que me percorre como descarga eléctrica sempre que vejo o teu toque noutro corpo que não o meu, mesmo que meramente ao de leve com laivos de automatismo...

Há tanto tempo...

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Imagem daqui mais uma noite em que parece que a tua luz não me quer deixar dormir... a tua luz... fragmentos de memória hoje atiçados... memórias que ninguém deveria ter... nem tudo precisamos viver... há jogos que não precisamos perder... passou tempo demais para que me lembre... não passou tempo suficiente para me apagar o receio de voltar a sofrer assim... não foram sequer as promessas, mas a crueldade que mais afundaram a cicatriz que me ficou, a que me aviva a memória sempre que ouço algo similar... a memória da dor não dói mas o tempo não a apaga... mas não é por isso que se deixa de viver... o receio que hoje senti não passou de uma gota num mar de certezas.

A todos um Feliz Natal!

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Imagem daqui

A noite mais fria do ano

ou não. Mas com o frio lembrei-me de gelo. Lembrei-me de fissuras, quebras e colagens. Pensei numa jarra de vidro. Se cair... pode estilhaçar, quebrar partes ou só rachar. Mas o certo é que a jarra não volta a ser a mesma. Por mais habilidade de artesão que possa haver. Fica sempre a marca, fica sempre a cola. A jarra pode voltar a ter o mesmo uso, mas não terá a mesma integridade, a mesma unicidade. Prefiro que a jarra não seja de vidro e que não tenha que me obrigar a estar "cheia de dedos" com medo que quebre. Prefiro algo mais resistente, mais natural. Não gosto que as coisas se quebrem. Não voltam a ser as mesmas. Definitivamente, prefiro o que me permite reagir por instinto, ser natural, ser eu.