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De luz e de sombra

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Imagem aqui Por entre a escuridão e luz é que se faz o caminho. Há caminhos que se fazem porque sim. Enquanto se aguarda um novo rumo. Enquanto se espera. Esperar... Conceito que não gosto. Exige uma paciência que não tenho. Tenho vontade de recomeçar. Tenho vontade de começar. Tenho vontade de mudar. Quero um novo caminho. Quero outro rumo. Sempre ouvi dizer que quem está mal muda-se. Mas não é um estar mal. Será antes um mal-estar. Uma vontade de partir. Uma vontade de voar. Uma constante insatisfação que me persegue. Uma constante ânsia de querer mais que me consome, que me impede de me contentar, que me veda o acomodar. Não consigo. Tento convencer-me de que estou bem, que não poderia estar melhor. Nunca fui boa a contrariar-me. Não adianta. Posso enganar o mundo. Não me engano. Nunca o fiz. Por certo não vou começar agora. Posso tentar respirar fundo. Breathe in. Breathe out. Posso tentar esperar. Posso. Mas sei que mais tarde ou mais cedo volto a virar a mesa. Não sei contrar

Home coming

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Firenze There 's no place like home . E agora casa é mesmo onde tenho o coração, o corpo e a alma. Mudo tudo se o coração me pedir. Viro o mundo do avesso se a minha alma precisar. Naturalmente no desassossego sosseguei.

O ócio é o pai das perguntas parvas

Porque é que se tem medo de se ser feliz?

Diário do Egos - 1.ª série - N.º 1 - 4 de Fevereiro de 2010

Decreto-Lei do Ego n.º 1/2010 O presente decreto-lei estabelece o regime que reconhece a necessidade que sinto de ti, tendo em conta a tua unicidade e que se justifica por tudo o que sinto. Tais circunstâncias aconselham a adopção de medidas com vista à manutenção e melhoramento, na medida do possível, das condições existentes. O presente diploma consagra importantes medidas que vão de encontro aos objectivos previstos pelo legislador. Assim, nos termos da alínea do coração, no número da razão da Lei Orgânica n.º 1, o legislador decreta o seguinte: 1.º Quero-te. 2.º Desejo-te. 3.º Adoro-te. 4.º Amo-te. Promulgado há uns meses. Publique-se.

Just walking...

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Imagem daqui Caminho pelas ruas que conheço desde que nasci... caminho a passo. A passo de quem segue automaticamente enquanto o pensamento divaga. Páro a olhar o castelo. O que desde criança sonho meu. Imagino como seria a vida solitária dentro de muralhas. Percebo como a vida pode ser solitária, basta querermos, basta deixarmos. Basta abandonarmos-nos a nós e fechar o mundo lá.

Tempo...

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Imagem: daqui Tenho dias que queria que o tempo parasse... outros que voasse. Tempo para mim. Ou apenas tempo. Calar os ecos que me ficam na memória. Apagar os receios. Tempo, apenas tempo. Para parar. Para recomeçar. Para seguir. Mas o tempo é imperdoável. Não pára. Passa. Tem dias que me trespassa. Olho-me ao espelho e procuro as marcas. As que me fiz. As que me fizeram. Não se vêem. Mas eu vejo cada uma. Olho e vejo cada mudança que o passar do tempo causou. Reconheço a origem de cada receio. Vejo a marca de cada decisão difícil. De cada escolha arrancada a ferros de mim. Tempo. Dá-me tempo...

Get it right

A quantas pessoas dá a vida uma segunda oportunidade? E quantas a aproveitam? Não sei e não sei. Mas também não me importa. Sei que eu tive essa oportunidade. A de poder começar de novo. De andar todos os passos. Um de cada vez. Às vezes ainda me sinto de passo inseguro, apenas porque tenho medo demais de perder o caminho. Talvez pelo caminho que já percorri, talvez porque não estou habituada a ter medo. Talvez porque tenha a noção de que a oportunidade de acertar é rara. Sem dúvida sei que é porque dou valor ao caminho com que a vida me abençoou. Sei que é este o caminho, o que quero, o que escolhi. Sinto-o como certo. Faz-me sentido.