Mensagens

Plagiar ou não plagiar?

Registei o facto de estar a alimentar um outro blog com alguns dos meus textos, sem qualquer pedido prévio ou póstumo, ou sequer menção de serem cópias. Primeiro fui invadida por uma sensação de raiva, de ultraje, e passo a redundância, de verdadeira invasão. Procurei todos os textos meus e deixei no comentário, para moderação, o link original. Depois acalmei-me e senti tristeza. Porque um blog onde se escrevem textos na primeira pessoa é obviamente de carácter pessoal, íntimo. Eu escrevo o que vivo, sinto, penso. Falo de mim e das minhas sensações, das minhas impressões, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos. Já transcrevi textos, canções... Já traduzi, muito livremente, letras de músicas que gosto e que me significaram algo. Mas dou os créditos aos autores que tiveram a ideia original. Porque é o correcto a fazer, mas também porque gosto de assumir o que é meu e o que não é. Gosto de emoções, sensações, pensamentos e sentimentos em primeira mão. Gosto de viver a minha vida e partilhar…

De luz e de sombra

Imagem
Imagemaqui
Por entre a escuridão e luz é que se faz o caminho. Há caminhos que se fazem porque sim. Enquanto se aguarda um novo rumo. Enquanto se espera. Esperar... Conceito que não gosto. Exige uma paciência que não tenho. Tenho vontade de recomeçar. Tenho vontade de começar. Tenho vontade de mudar. Quero um novo caminho. Quero outro rumo. Sempre ouvi dizer que quem está mal muda-se. Mas não é um estar mal. Será antes um mal-estar. Uma vontade de partir. Uma vontade de voar. Uma constante insatisfação que me persegue. Uma constante ânsia de querer mais que me consome, que me impede de me contentar, que me veda o acomodar. Não consigo. Tento convencer-me de que estou bem, que não poderia estar melhor. Nunca fui boa a contrariar-me. Não adianta. Posso enganar o mundo. Não me engano. Nunca o fiz. Por certo não vou começar agora. Posso tentar respirar fundo. Breathe in. Breathe out. Posso tentar esperar. Posso. Mas sei que mais tarde ou mais cedo volto a virar a mesa. Não sei contrariar-…

Home coming

Imagem
Firenze
There's no placelikehome. E agora casa é mesmo onde tenho o coração, o corpo e a alma. Mudo tudo se o coração me pedir. Viro o mundo do avesso se a minha alma precisar. Naturalmente no desassossego sosseguei.

O ócio é o pai das perguntas parvas

Porque é que se tem medo de se ser feliz?

Diário do Egos - 1.ª série - N.º 1 - 4 de Fevereiro de 2010

Decreto-Lei do Ego n.º 1/2010
O presente decreto-lei estabelece o regime que reconhece a necessidade que sinto de ti, tendo em conta a tua unicidade e que se justifica por tudo o que sinto. Tais circunstânciasaconselham a adopção de medidas com vista à manutenção e melhoramento, na medida do possível, das condições existentes. O presente diploma consagra importantes medidas que vão de encontro aos objectivos previstos pelo legislador.
Assim, nos termos da alínea do coração, no número da razão da Lei Orgânica n.º 1, o legislador decreta o seguinte:
1.º
Quero-te.

2.º
Desejo-te.

3.º
Adoro-te.

4.º
Amo-te.

Promulgado há uns meses.
Publique-se.

Just walking...

Imagem
Imagem daqui
Caminho pelas ruas que conheço desde que nasci... caminho a passo. A passo de quem segue automaticamente enquanto o pensamento divaga. Páro a olhar o castelo. O que desde criança sonho meu. Imagino como seria a vida solitária dentro de muralhas. Percebo como a vida pode ser solitária, basta querermos, basta deixarmos. Basta abandonarmos-nos a nós e fechar o mundo lá.

Tempo...

Imagem
Imagem: daqui
Tenho dias que queria que o tempo parasse... outros que voasse.
Tempo para mim. Ou apenas tempo. Calar os ecos que me ficam na memória. Apagar os receios. Tempo, apenas tempo. Para parar. Para recomeçar. Para seguir. Mas o tempo é imperdoável. Não pára. Passa. Tem dias que me trespassa. Olho-me ao espelho e procuro as marcas. As que me fiz. As que me fizeram. Não se vêem. Mas eu vejo cada uma. Olho e vejo cada mudança que o passar do tempo causou. Reconheço a origem de cada receio. Vejo a marca de cada decisão difícil. De cada escolha arrancada a ferros de mim. Tempo. Dá-me tempo...