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Ecrã em negro

Queria poder escrever, mas não consigo.Hoje fica às escuras. Não consigo escrever.

The dark (in)side

Resisti. Evitei escrever. Escondi-me. Escondi papel e caneta. Fugi do ecrã em branco. Fugi de mim. Recusei a escuridão que se aproximava de mansinho. Neguei a solidão que parte de mim sente. Mas numa sala cheia de gente e ruído, assumo a minha verdade. Sinto-me só. Em momentos. Em sentimentos. Sinto a escuridão em mim. Envolve-me no seu manto de silêncio. Abraça-me e embala-me nos momentos de medo. Descobri que parte de mim tem medo. Receio do futuro. Receio de não estar à altura. Recolho-me em mim. Refugio-me. Enrolo-me no meu silêncio. Em mim. Sempre fui só. Sempre dependi de mim. Já houve uma altura em que assim não foi e sofri. Sofri por errar. Errei. Assumi e segui. Não quero continuar assim. Não quero este lado que me isola do mundo. Que me isola de mim. Não quero mais este silêncio. Custa-me não calar o que sinto. Custa-me assumir fraquezas, receios, anseios. Dói-me ver a sombra. Calo. Silencio. Sigo o caminho. Há-de sempre ser o que for.

Foi só a brincar

Gosto de escrever sobre amores e desamores. Gosto de escrever sobre amizade e amigos. Há uma amiga que já faz parte da minha vida desde a adolescência, já faz parte há tanto tempo que chamar-lhe amiga acaba por ser limitativo. Passam anos com a mesma leveza que passam as horas quando nos juntamos. Falamos de tudo. Sabe-me sempre bem o tempo que passamos juntas. Ela sempre conseguiu fazer-me ser melhor pessoa, do que na realidade sou. Hoje não me contive, mesmo depois de ter dito que o faria. Mas é uma circunstância apetecível por demais para me remeter ao silêncio. Enfim, para mim, resume-se numa linha. Rapariga conhece rapaz... o resto, o tempo o dirá.

Linha directa?

- Olimpo call center, bom dia!- Bom dia! Posso falar com a Servilia, por favor?- Só um momento, vou passar Sophia.- Olá Sophia! Tudo bem?- Olhe eu acho que sim. Mas quero certificar-me. da outra vez falou-me em pedidos trocados, erros de registo... Enfim... Não estou a reclamar. Quero é certificar-me que desta vez sossegam aí em cima porque eu quero ter sossego no desassossego que me enviaram.- Ah Sophia... Já vi que decidi bem! Então seja feliz e aproveite. Eu por aqui vou ver se não mexemos mais. A partir daqui fica por sua conta?- Pronto! Era só isso que queria confirmar. Ah e obrigada!

Plagiar ou não plagiar?

Registei o facto de estar a alimentar um outro blog com alguns dos meus textos, sem qualquer pedido prévio ou póstumo, ou sequer menção de serem cópias. Primeiro fui invadida por uma sensação de raiva, de ultraje, e passo a redundância, de verdadeira invasão. Procurei todos os textos meus e deixei no comentário, para moderação, o link original. Depois acalmei-me e senti tristeza. Porque um blog onde se escrevem textos na primeira pessoa é obviamente de carácter pessoal, íntimo. Eu escrevo o que vivo, sinto, penso. Falo de mim e das minhas sensações, das minhas impressões, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos. Já transcrevi textos, canções... Já traduzi, muito livremente, letras de músicas que gosto e que me significaram algo. Mas dou os créditos aos autores que tiveram a ideia original. Porque é o correcto a fazer, mas também porque gosto de assumir o que é meu e o que não é. Gosto de emoções, sensações, pensamentos e sentimentos em primeira mão. Gosto de viver a minha vida e partilhar…

De luz e de sombra

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Por entre a escuridão e luz é que se faz o caminho. Há caminhos que se fazem porque sim. Enquanto se aguarda um novo rumo. Enquanto se espera. Esperar... Conceito que não gosto. Exige uma paciência que não tenho. Tenho vontade de recomeçar. Tenho vontade de começar. Tenho vontade de mudar. Quero um novo caminho. Quero outro rumo. Sempre ouvi dizer que quem está mal muda-se. Mas não é um estar mal. Será antes um mal-estar. Uma vontade de partir. Uma vontade de voar. Uma constante insatisfação que me persegue. Uma constante ânsia de querer mais que me consome, que me impede de me contentar, que me veda o acomodar. Não consigo. Tento convencer-me de que estou bem, que não poderia estar melhor. Nunca fui boa a contrariar-me. Não adianta. Posso enganar o mundo. Não me engano. Nunca o fiz. Por certo não vou começar agora. Posso tentar respirar fundo. Breathe in. Breathe out. Posso tentar esperar. Posso. Mas sei que mais tarde ou mais cedo volto a virar a mesa. Não sei contrariar-…

Home coming

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Firenze
There's no placelikehome. E agora casa é mesmo onde tenho o coração, o corpo e a alma. Mudo tudo se o coração me pedir. Viro o mundo do avesso se a minha alma precisar. Naturalmente no desassossego sosseguei.