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Open air / Cast aside

De um mundo de coisas sobre as quais achei que iria escrever dou por mim a pensar em tudo o resto...
Mais uma vez renego o que achei querer e custa-me. Custa-me fazer o mesmo percurso de renúncia, de entrega. Algo pelo qual me esforcei. E agora, sinto novamente que foi em vão...
Ao final do dia, a rádio foi portadora de uma boa notícia. No Verão, volto à Bela Vista.
Porque é que me hei-de sempre prender aos pormenores? Às pequenas coisas que não são ditas, que não são escritas, que não são feitas?
Não consigo ter a perspectiva simples da vida. Não me consigo cingir ao preto e branco. Não consigo. Não sei. Gostava de saber. Gostava, porque sei que tudo seria mais simples. Tudo aquilo que eu complico. Gostava de não ver tantos tons de cinzento. Gostava de ser mais simples, ter pensamento binário talvez. Ou talvez não.
Certo e seguro é que gostava de não ficar tão triste com pormenores que serão sempre insignificantes, mas que me fazem diferença. Talvez por comparação. Talvez por me sentir nu…

dá-me amor ou ódio *

dá-me amor ou ódio
faz ou desfaz o meu coração
dá-me amor ou ódio
salva-me ou mata-me de paixão
se o amor é fogo
atira-me à fogueira sem piedade
se no amor há um dono escraviza-me até à eternidade
porque é o tempo é feito de ti e mim e tudo o resto é demais
amor ou ódio
tanto me faz
deus e diabo querem assim
assim será
dá-me amor ou ódio
beija-me corta-me na tua boca
dá-me amor ou ódio
queima-me molha-me sem roupa
se o amor não se vê entra no escuro sem ter medo
se o amor não diz porquê nunca questiones seu segredo
porque o tempo é feito de ti e mim
e tudo o resto é demais
amor ou ódio
tanto me faz
deus e diabo querem assim
assim será
porque o tempo é feito de ti e mim
e tudo o resto é demais
amor ou ódio
tanto me faz
deus e diabo querem assim
assim será
porque o tempo é feito assim
e tudo o resto é...
*Dá-me amor ou ódio, Mundo Cão

Ecrã em negro

Queria poder escrever, mas não consigo.Hoje fica às escuras. Não consigo escrever.

The dark (in)side

Resisti. Evitei escrever. Escondi-me. Escondi papel e caneta. Fugi do ecrã em branco. Fugi de mim. Recusei a escuridão que se aproximava de mansinho. Neguei a solidão que parte de mim sente. Mas numa sala cheia de gente e ruído, assumo a minha verdade. Sinto-me só. Em momentos. Em sentimentos. Sinto a escuridão em mim. Envolve-me no seu manto de silêncio. Abraça-me e embala-me nos momentos de medo. Descobri que parte de mim tem medo. Receio do futuro. Receio de não estar à altura. Recolho-me em mim. Refugio-me. Enrolo-me no meu silêncio. Em mim. Sempre fui só. Sempre dependi de mim. Já houve uma altura em que assim não foi e sofri. Sofri por errar. Errei. Assumi e segui. Não quero continuar assim. Não quero este lado que me isola do mundo. Que me isola de mim. Não quero mais este silêncio. Custa-me não calar o que sinto. Custa-me assumir fraquezas, receios, anseios. Dói-me ver a sombra. Calo. Silencio. Sigo o caminho. Há-de sempre ser o que for.

Foi só a brincar

Gosto de escrever sobre amores e desamores. Gosto de escrever sobre amizade e amigos. Há uma amiga que já faz parte da minha vida desde a adolescência, já faz parte há tanto tempo que chamar-lhe amiga acaba por ser limitativo. Passam anos com a mesma leveza que passam as horas quando nos juntamos. Falamos de tudo. Sabe-me sempre bem o tempo que passamos juntas. Ela sempre conseguiu fazer-me ser melhor pessoa, do que na realidade sou. Hoje não me contive, mesmo depois de ter dito que o faria. Mas é uma circunstância apetecível por demais para me remeter ao silêncio. Enfim, para mim, resume-se numa linha. Rapariga conhece rapaz... o resto, o tempo o dirá.

Linha directa?

- Olimpo call center, bom dia!- Bom dia! Posso falar com a Servilia, por favor?- Só um momento, vou passar Sophia.- Olá Sophia! Tudo bem?- Olhe eu acho que sim. Mas quero certificar-me. da outra vez falou-me em pedidos trocados, erros de registo... Enfim... Não estou a reclamar. Quero é certificar-me que desta vez sossegam aí em cima porque eu quero ter sossego no desassossego que me enviaram.- Ah Sophia... Já vi que decidi bem! Então seja feliz e aproveite. Eu por aqui vou ver se não mexemos mais. A partir daqui fica por sua conta?- Pronto! Era só isso que queria confirmar. Ah e obrigada!

Plagiar ou não plagiar?

Registei o facto de estar a alimentar um outro blog com alguns dos meus textos, sem qualquer pedido prévio ou póstumo, ou sequer menção de serem cópias. Primeiro fui invadida por uma sensação de raiva, de ultraje, e passo a redundância, de verdadeira invasão. Procurei todos os textos meus e deixei no comentário, para moderação, o link original. Depois acalmei-me e senti tristeza. Porque um blog onde se escrevem textos na primeira pessoa é obviamente de carácter pessoal, íntimo. Eu escrevo o que vivo, sinto, penso. Falo de mim e das minhas sensações, das minhas impressões, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos. Já transcrevi textos, canções... Já traduzi, muito livremente, letras de músicas que gosto e que me significaram algo. Mas dou os créditos aos autores que tiveram a ideia original. Porque é o correcto a fazer, mas também porque gosto de assumir o que é meu e o que não é. Gosto de emoções, sensações, pensamentos e sentimentos em primeira mão. Gosto de viver a minha vida e partilhar…