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...frágil...

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Imagem: google.pt
Perdi o interesse... dizem que perdi o interesse... as tarefas são executadas com o mesmo método, as palavras são ditas com o mesmo tom, tudo é feito do mesmo modo. Mas parece que deixei de transparecer emoção. Sei que sim. Não consigo empenhar-me. Não consigo apaixonar-me. Tudo se tornou morno, sem sabor, sem cor. Não deveria ser assim. Deveria estar a cumprir a minha promessa. Mas parte de mim ficou presa no passado, ficou refém da dor. Sinto-me fraca. Sem capacidade para lutar. Só quero deixar-me ficar. Em sossego, em reclusão. Continua a ser difícil. Fiz uma promessa. As promessas são para cumprir. Há que continuar.

Promessa de vida

Demorei. Tempo demais, parece-me agora. Mas foi o tempo necessário e, agora que escrevo, não sei se ainda o bastante.Descobri o medo. Muitas vezes achei que sabia perfeitamente defini-lo, mas acho que nunca soube efectivamente compreendê-lo. Quando decidiu entrar na minha vida, surgiu com eficiência. Deixou marcas profundas que o tempo se está a encarregar de atenuar. Fiquei com medo de viver. Fiquei com medo de sentir. Fiquei com medo de acreditar. Fiquei com medo de esperar. Ainda agora sinto que acredito, a medo. Vivo, na expectativa do que pode correr mal. No entanto, acredito. Cada vez mais. Com mais força. O medo vai sucumbindo.

Perspectivas

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Há dias em parece que o mundo que se vai afundar. Outras em que parece estar a começar. Escolhas. Não é bem o caso. Vivo o que tem de ser vivido. Uma oportunidade vai passar ao lado. Sem arrependimentos. Começa uma nova vida. E é o que me faz renascer todos os dias. Adormeço cansada, alguns dias mergulhada em tristeza e medo. Acordo, renasço. Penso na 'minha' nova vida e sei que cada dia é um novo dia. A cada dia preciso de força, de coragem, de calma. Busco-as sei bem onde e o certo é que as encontro quando mais necessito e o sorriso aparece. Feito o balanço é o que importa. Entre o menos bom e o bom, o saldo é positivo.

Vida

Na memória. Sim. No coração. Sim. Na alma. Sim. No futuro, apenas nestes lugares de mim e em mim. Eu começo e recomeço, quando é preciso. Não poderia ser de outra forma. Mas o medo espreita. A cada passo. Tudo pode acontecer. Escolho acreditar na vida. Nos sorrisos. Não é vida nova. É sim, vida. Com todos os bons e maus momentos, progresso e revés. Sorriso e lágrima. Portanto, cá vamos nós outra vez e seja o que for!

Intermitente

Oscilo entre partir e ficar.Deixei de escrever no meu diário, deixei de escrever aqui. Quero escrever sobre outras coisas, mas cada palavra que escrevo mascara um momento, um segundo. Não consigo.

Bengalas...

Acho que é difícil caminhar sozinho. Creio que, na maioria, procuramos uma bengala para permanecer em pé. Seja de que natureza for. Se for interna tanto melhor, se for externa será mais difícil.Tentei a religião, não consegui sequer resposta. Um simples "Foi vontade..." neste caso não me basta. Tentei a ciência, já fiz algumas pesquisas e apenas encontrei teorias, hipóteses que ainda ninguém conseguiu provar. Tentei o destino, forças da natureza, enfim, apenas o inexplicável. E foi onde ia ficando. Há coisas que não saberei explicar no meu tempo de vida. Tenho que aprender a viver com isso. Sei bem que o caminho é longo. Será tortuoso se eu deixar. Continuo a trabalhar para que não seja. Já não consigo desabafar com aqueles que conheço. As frases, embora sinceras, não deixaram de ser as já feitas, já ditas. Preciso de me "exorcizar", a pouco e pouco, de supetão tentei e não resultou. Nada melhor para o fazer do que regressar ao que me faz feliz. Retomar os meus praze…

Back on track!

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Hoje acordei cedo e foi dia de faxina cá por casa. A morte será sempre a morte e uma fase do ciclo que é a vida. Por mais que eu a vá considerar para sempre injusta, ela não deixa de aparecer. Cedo demais, digo eu. Na altura em que quer aparecer, sem motivo, sem razão, saberá ela. Decidi parar de chorar. Não sei parar a dor que continua cá dentro, mas posso tentar fazer algo quanto a isso. Há duas coisas que fazem parte de mim desde quase sempre. A música desde que aprendi a ligar o rádio. A escrita desde que aprendi a escrever. Nelas me perco e me encontro. São refugio, ponto de partida e chegada. Por isso, nada mais justo do que recomeçar aqui. E com uma música assim.