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Ao abandono...

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Imagem: Google.com
A imagem do Egos bem podia ser esta... Há meses que não venho aqui. Com o Egos sinto-me tão à vontade como com a amiga com quem falo 2, 3 vezes por ano, mas que já me conhece há tanto tempo que parece que não falamos há 5 minutos. O facto é que sempre que volto é como a primeira vez... tremem as mãos. Fico na incerteza do que escrever. Fico na dúvida... mas não hesito. Dou o passo em frente e os dedos ganham vida. As ideias atabalhoadas começam a aparecer. Não vou prometer nada. Mas quero voltar mais vezes. Voltar a deixar sair todas as ideias que andei a aprisionar. Honey, I'm home!

Merry go round

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Imagem: pesquisa Google.com
De acordo com a música, a vida é um cabaret. Eu acho que está mais para ser carrossel.

Escasso

é o tempo que te dedico.
Mereces mais.  Sei que a minha atenção e as minhas prioridades se alteraram. Mas ainda assim, não deveria abdicar do nosso tempo. Da liberdade que tu me dás.
Mas a torrente de pensamentos e a efusão de sentimentos abrandou. Fiquei sem saber o que te dizer. Não quero visitar-te uma vez por mês como se de uma obrigação se tratasse para não te deixar morrer. Não te quero deixar. És uma parte demasiado importante de mim para a negar. Já o disse e repito, escrevo desde que aprendi a fazê-lo. Criei-te... aliás, deixaste que te criasse para me fazeres companhia. Para afugentar a minha solidão. Para ter com quem desabafar. Para ter como partilhar o que me ia pela cabeça e pela alma. Não quero fazer de ti um "filho enjeitado". Já disse várias vezes que voltaria com mais frequência, mas não volto. Não volto a dizer que o faço. Reconheço que falho, que não venho quando deveria. Acabo por não partilhar pensamentos que por vezes me faria bem deixar aqui. 
Escasso...…

Quase...

... a ficar mais velha.
Nasci, tanto quanto a minha mãe se recorda, num dia de chuva torrencial. Fiz o médico apressar-se para que eu nascesse com vida. Fiz o meu pai encharcar-se até aos ossos para me ver. No dia seguinte, fi-lo conduzir em sentido contrário, porque estava a trabalhar e o patrão só lhe concedeu uma hora para ir buscar-me à maternidade.
Infância feliz de filha única.
Adolescência rebelde q.b., com grandes discussões lá por casa, mas sem grandes dores de cabeça para os meus pais.
Fase adulta, bem mais conturbada. Casamento, divórcio, num abrir e fechar de olhos. Erro. A fase do "eu é que sei" foi de impulsos pagos com tempo. 
Começos e recomeços. Vida profissional instável, mas feliz.
Perda irreparável que me há-de doer no coração e na alma a vida toda.
Recomeço feliz e abençoado.
Vida profissional em stand by. Há que traçar um novo rumo.
Resumindo é isto!
Entretanto a 4 de Fevereiro de 2005 nascia o Egos, fruto de sonho e teimosia, após uma tentativa falhada de partic…

Adeus cinzento, até depois...

O tempo está a acinzentar...
Os tempos afiguram-se negros para a grande maioria.
Não me parece haver melhor altura para correr com o cinzento e o preto aqui do Egos.

E se eu quiser fazer sopa?

Será possível haver mais programas de culinária na TV?!
Virou moda cozinhar. Atenção acho que saber cozinhar é bom!
Mas é impressionante a quantidade de programas que existem actualmente dedicados à culinária. Todos ensinam a ser Chefe, inúmeras receitas, ingredientes sem fim... e ingredientes que não lembram a ninguém. WTF é uma chalota? (após pesquisa parece que é uma espécie de cebola) Não há programa americano em que não se cozinhem chalotas.
As cópias portuguesas parecem-me pobrezinhas e enfadonhas... talvez porque os Chefes jurados são praticamente desconhecidos e monocórdicos, talvez porque só por cá é que é preciso apresentadora.
Se querem ensinar pessoas a cozinhar não seria mais simples começar pelo básico?
Acredito que muitas pessoas não sabem cozinhar, acredito que muitas mais não o querem fazer. Mas acho que seguramente não vão começar com algo que demora 4 horas e tem um nome mais comprido que um dos filhos do Duque de Bragança! Certo que é como se vê em alguns restaurantes..…

Caiu a noite...

Não consigo deixar de pensar no corpo tapado no passeio. Caído do prédio adjacente.
Acidente ou um propósito de terminar a vida?
Uma mini multidão ficou atrás da linha policial. Passei e parei por segundos, para tentar perceber o aparato. Vi o pano no chão e reparei que as pessoas olhavam para uma janela. Percebi. Segui o meu caminho. Não sem deixar de pensar no porquê da queda.
Conheço os prédios, as janelas são altas... Na minha cabeça ficou a pergunta que nunca terá resposta. O que leva alguém a terminar a vida?
Não consigo sequer imaginar o grau de desespero, de impotência, de inutilidade. Não consigo nem quero ter ideia de qual o limite que despoleta numa pessoa o verdadeiro desejo de morrer. O limite que impõe uma acção definitiva.
Para aquela vida caiu a noite... Descanse em paz.