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Bipolaridade estacional

ou Gosto de dias de Sol!

Venha o frio se isso afastar a chuva.
Não é que não gosto de chuva, até gosto, se não tiver de sair. Já para não mencionar que detesto conduzir em dias de chuva. 
Já quando o Sol aparece, sabe tão bem. O dia corre melhor. Não me importo de me atafulhar de camisolas e ainda sim sentir o frio entranhar até aos ossos.
Cansei-me de escrever... ou ter-me-ei cansado de pensar?
É tão mais fácil levar a vida do que vivê-la. Se não pensar levo-a. Se penso vivo. Canso-me bem menos na primeira opção. Mas só o consigo fazer durante um certo tempo. Depois, teimosamente, todas as vozes que tento afogar, lutam e surgem à tona e não me deixam acomodar. Não me deixam sentir completa. E a incessante busca por algo melhor começa. 
Estou assim. Tenho afastado o computador de mim. Se não consigo evitar escrever, forço-me a frivolidades para não pensar. 
Mas depois basta demorar uns minutos frente ao meu reflexo e não posso fugir de mim. Há sempre uma voz que fala mais alto e não me deixa…

A minha Lisboa

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Cedo percebi que Lisboa chamava por mim!
Dia frio de Sol brilhante, como dizer não.
Disse sim.  Só parei quando a vista me satisfez.

Esperar

Quem espera sempre alcança.
Quem espera desespera.


Sabedoria popular. Qualquer versão pode ser verdade, dependendo das circunstâncias.
Acredito que é preciso cultivar paciência e fé para saber esperar.
Já esperei e alcancei. Já desesperei.
Conclusão.  Não gosto de esperar.

Early morning post

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Noite bem dormida demais... Quero voltar a dormir. Apetece-me e o tempo convida.
Mas parece que o meu cérebro discorda, já arrancou e não me vai deixar dormir.
Definitivamente, estou acordada.

Ao abandono...

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Imagem: Google.com
A imagem do Egos bem podia ser esta... Há meses que não venho aqui. Com o Egos sinto-me tão à vontade como com a amiga com quem falo 2, 3 vezes por ano, mas que já me conhece há tanto tempo que parece que não falamos há 5 minutos. O facto é que sempre que volto é como a primeira vez... tremem as mãos. Fico na incerteza do que escrever. Fico na dúvida... mas não hesito. Dou o passo em frente e os dedos ganham vida. As ideias atabalhoadas começam a aparecer. Não vou prometer nada. Mas quero voltar mais vezes. Voltar a deixar sair todas as ideias que andei a aprisionar. Honey, I'm home!

Merry go round

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Imagem: pesquisa Google.com
De acordo com a música, a vida é um cabaret. Eu acho que está mais para ser carrossel.

Escasso

é o tempo que te dedico.
Mereces mais.  Sei que a minha atenção e as minhas prioridades se alteraram. Mas ainda assim, não deveria abdicar do nosso tempo. Da liberdade que tu me dás.
Mas a torrente de pensamentos e a efusão de sentimentos abrandou. Fiquei sem saber o que te dizer. Não quero visitar-te uma vez por mês como se de uma obrigação se tratasse para não te deixar morrer. Não te quero deixar. És uma parte demasiado importante de mim para a negar. Já o disse e repito, escrevo desde que aprendi a fazê-lo. Criei-te... aliás, deixaste que te criasse para me fazeres companhia. Para afugentar a minha solidão. Para ter com quem desabafar. Para ter como partilhar o que me ia pela cabeça e pela alma. Não quero fazer de ti um "filho enjeitado". Já disse várias vezes que voltaria com mais frequência, mas não volto. Não volto a dizer que o faço. Reconheço que falho, que não venho quando deveria. Acabo por não partilhar pensamentos que por vezes me faria bem deixar aqui. 
Escasso...…