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Mudanças

Coragem também é deixar aquilo que não se pode mudar. Finalmente encontrei esse coragem. Agora só falta mudar mesmo o rumo. Mas quanto mais penso em mudar mais percebo que há mais coisas que também mudaria. Tenho medo. Tenho medo de ter andado depressa demais. Tenho medo porque há coisas que não posso mudar. O tempo não volta atrás. A vida não muda. O passado não muda. O futuro muda. Mas há bagagem que já fica. E por momentos penso... Que foi que fiz? Não me conheço. Não me reconheço. Quero recuperar-me e já não posso. Não sei como fazê-lo. Sei. Tenho medo. E achava eu que tinha recuperado a coragem. Foi uma das resoluções de ano novo e não chega ao fim do mês de Janeiro. Fraca. Sou fraca. Tornei-me fraca. Quero-me de volta. Mas isso implica tanto...

Sábado

O dia amanhece lentamente. Desperto em sobressalto. Apenas para voltar a adormecer.  Sonho contigo. Sonho que voltamos a dançar. Acordo a sorrir.  Quero voltar a dançar.

Olá 2015!

Mais um ano que passou. Nem perdi tempo com resoluções vãs de vontade. 2015 traz-me novos horizontes e um grande desafio. Basta-me. Recuperei a minha coragem e estou pronta para começar de novo. A estabilidade que alcancei tinha trazido o comodismo e eu estava a deixar-me enredar nesta teia invisível que quase me convencia que tudo estava bem e nada havia a mudar. Mas há e por isso vamos tratar disso! Bom ano!

Sweet November

Espero que Novembro traga novos caminhos. Quero encontrar o que antevejo no horizonte. Já não consigo partir às cegas, mas quero seguir em frente. Cabeça erguida e mangas arregaçadas, assim estou eu para o futuro. A chafarica já teve melhores dias e a promoção continua a ser agridoce. Cada dia está mais complicado. Não gosto de me contrariar. Não a esta extensão. Por isso, vamos lá!

Negro

Aqueles dias em que só me apetece esconder numa caverna o mais longe possível do mundo.

...

Envolta em negro xaile peço ao silêncio que não me abandone.

Memória de uma lição

Nada cai do céu (via de regra). E não faz mal. Gosto de me esforçar. Gostei do meu primeiro trabalho de Verão. Tinha 13 anos e foi num arquivo. A tarefa era empacotar os livros e identificar as caixas para a mudança para a Torre do Tombo. Foram 3 semanas árduas. Conheci gente nova. Diverti-me mais do que devia a ler aqueles livros. Ganhei uns trocados que me pareceram uma fortuna. Comprei umas calças de marca e pouco mais. Valeu a pena. Os meus pais nunca teriam possibilidade de as comprar. Apesar de achar um desperdício de dinheiro, a minha mãe não se opôs a que gastasse quase tudo quanto tinha ganho. Quando saímos da loja, perguntou-me se estava feliz. E eu respondi que sim. - Ainda bem. Agora imagina que eu e o pai fazíamos o mesmo... Se gastassemos o ordenado assim todo de uma vez como é que vivíamos durante o mês? Comida, roupa e despesas... Não respondi. Quis entrar na loja para devolver as c...