segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Fissuras

Quebra algo em mim cada vez que tenho que fazer alguma coisa contra a minha vontade.
Bem sei que a criança que fui já não sou. Já não posso ser. Castigos e decomposturas já não são a consequência.
Respirar fundo e fazer o que é suposto nunca foi coisa para condizer comigo e quando tem que ser, custa muito.
Fico dias a remoer.
Dias a convencer-me que não pode ser de outra forma.
Umas vezes apazigua, outras rebenta...

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Demon within

Fugi. Tranquei-o em mim.
Mas não o consigo calar. Continuo a ouvi-lo em cada tropeção, em cada dúvida, mesmo em cada vitória.
Por mais que o negue continua a convidar-me para dançar.
- Come on, you know you want it.
Nem respondo. Para que não ouça a minha voz. Quero-o longe dos meus pensamentos. Quero paz. Quero dizer não e mantê-lo longe de mim.

sábado, 9 de abril de 2016

Stop

Pára. Escuta (o coração). Olha (para a tua vida).
Estou em remodelações.
Os pilares mantêm-se. Os acessórios vão levar uma volta.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Elogios

É mais fácil acreditar nas críticas do que nos elogios.
É mais fácil ver o negativo do que o positivo.
É mais fácil desistir do que lutar.
É mais fácil ceder.
Há uns anos tive que recorrer a medicação para ultrapassar um baixo que deixei prolongar por demasiado tempo, por comodismo e fraquezas. Por seguir os padrões. Resultado final: andei meio ano meia zombie e não resolvi nada até que decidi tomar uma posição.
Agora estou a um passo de voltar à medicação, em consciência. Sei o que deveria fazer, sei o que quero fazer e sei bem o limite do que posso fazer.
Envelhecer é uma treta. É fácil deixar os anos passar. Difícil é assumir responsabilidades e mantê-las custe o que custar. Custe o meu orgulho e um bom bocado do meu amor próprio. Mas já não sou só eu. Difícil é escolher um mau caminho por ser o menos mau. Difícil é calar o coração e dar apenas ouvidos à razão. Difícil é cometer um erro, sabendo que se está a errar e que estamos a dar mais um passo na direcção oposta... Mais um passo num caminho que tão bem sei onde irá dar e ainda assim, não ter escolha e ser animal acossado e seguir por aí. Difícil é saber isto tudo e manter o sorriso que cada vez mais apaga o brilho do olhar.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Certos ou errados...

Sou uma mulher de princípios. Não consigo ter meio termo para mim.
Para os outros... Depende dos outros... Mas não consigo deixar de me sentir desiludida, mesmo quando não o mostro.

sábado, 11 de abril de 2015

Plumas e lantejoulas

Só quando me sinto mais triste é que tenho mais vontade de escrever. Talvez porque não me sinto à vontade para falar com ninguém. Não gosto de expor as minhas fraquezas, as minhas falhas.
Gostava de conseguir ser melhor. Gostava de saber dar a outra face. Mas não consigo. Não guardo rancor,  mas guardo a mágoa. Não consigo esquecer o que me dizem, o que me fazem, quando é injusto. Quando não percebo.
O esforço para pôr de lado é em mim sobrehumano. De tal forma exige de mim, do meu corpo, que chego a ficar doente.
Esforço-me,  me vão, para que seja diferente. É mais um grau de exigência que sinto no estômago.
Contrariar-me não me traz nada de bom. Nunca trouxe. Mas eu insisto! Mais de 30 anos volvidos e continuo a fingir que não me conheço. Continuo a tentar mudar. Só me faço mal.
Olho ao espelho e não reconheço aquela sombra de mulher. Aquele farrapo que já soube ser um tecido fabuloso de qualidade e luz.
Penso que talvez seja fácil. O exterior está lá. Mas quem quero enganar... O interior quebrou? Vergou? Não sei. Sei que me exijo demais mas já não estou sozinha. Agora não posso reerguer-me como sempre soube... Teria demasiadas implicações.
Disfarço o melhor que sei e posso para o mundo exterior. Por vezes, isso basta-me.
Algo como plumas e lantejoulas para desviar a atenção destes olhos tristes, desta vontade cansada de querer mudar o mundo! De querer mudar a vida...
Amanhã será um dia melhor. Hoje talvez precise de mais umas lantejoulas.
O brilho há-de voltar.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Dark place

Sempre tive um lugar muito negro em mim. Nunca o neguei e nunca o iluminei. Aceitei que faz parte de mim ainda na adolescência e assim cresci.
Há uns anos achei que o ia iluminar à força. Que valia a pena.
Os anos passam e percebo como fui tola! Então lá mudo algo que sempre fez parte de mim. Não mais do que se mudam as fases da Lua. Em mim a Lua Nova não é cíclica nem sequer recorrente, mas está ali.
É a minha outra à espreita dos momentos de fraqueza minha. Sai de espada em punho pronta a lutar sem olhar aos mortos e feridos que deixa pelo caminho. Defende-me cegamente. E ocupa-me por completo até achar que já não preciso. Aí deixa-me em luz. Mas despojada de tudo o que tinha e pronta a começar de novo.
Sinto-a perto, a respirar em mim. Pronta. Mas desta vez eu não estou. Parte de mim não a quer de volta. Parte de mim não quer começar de novo. Parte de mim é feliz.
Mas que faço eu com a que não é? Que digo eu para apaziguar a parte que quer a outra? Que faço para adormecer a dor que chama pela outra?
Não sei. Até lá adormeço à chorar baixinho na esperança de nem eu me ouvir e conseguir continuar...

sábado, 31 de janeiro de 2015

Mudanças

Coragem também é deixar aquilo que não se pode mudar.
Finalmente encontrei esse coragem. Agora só falta mudar mesmo o rumo. Mas quanto mais penso em mudar mais percebo que há mais coisas que também mudaria.
Tenho medo. Tenho medo de ter andado depressa demais. Tenho medo porque há coisas que não posso mudar. O tempo não volta atrás. A vida não muda. O passado não muda.
O futuro muda. Mas há bagagem que já fica. E por momentos penso... Que foi que fiz? Não me conheço. Não me reconheço. Quero recuperar-me e já não posso. Não sei como fazê-lo. Sei. Tenho medo. E achava eu que tinha recuperado a coragem. Foi uma das resoluções de ano novo e não chega ao fim do mês de Janeiro. Fraca. Sou fraca. Tornei-me fraca.
Quero-me de volta. Mas isso implica tanto...

sábado, 17 de janeiro de 2015

Sábado

O dia amanhece lentamente. Desperto em sobressalto. Apenas para voltar a adormecer.  Sonho contigo. Sonho que voltamos a dançar.
Acordo a sorrir.  Quero voltar a dançar.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Olá 2015!

Mais um ano que passou. Nem perdi tempo com resoluções vãs de vontade. 2015 traz-me novos horizontes e um grande desafio. Basta-me. Recuperei a minha coragem e estou pronta para começar de novo.
A estabilidade que alcancei tinha trazido o comodismo e eu estava a deixar-me enredar nesta teia invisível que quase me convencia que tudo estava bem e nada havia a mudar.
Mas há e por isso vamos tratar disso!
Bom ano!

sábado, 1 de novembro de 2014

Sweet November

Espero que Novembro traga novos caminhos.
Quero encontrar o que antevejo no horizonte. Já não consigo partir às cegas, mas quero seguir em frente.
Cabeça erguida e mangas arregaçadas, assim estou eu para o futuro.
A chafarica já teve melhores dias e a promoção continua a ser agridoce. Cada dia está mais complicado. Não gosto de me contrariar. Não a esta extensão.
Por isso, vamos lá!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Negro

Aqueles dias em que só me apetece esconder numa caverna o mais longe possível do mundo.