quinta-feira, 26 de julho de 2007

Casa nova...

Vida nova?
Não creio.
Acredito em recomeços. Acredito em novos começos.
Não acredito que se esqueça o passado.
Mudei a casa. Só isso. É apenas uma continuação.
Este será sempre o espaço primeiro que me fez sonhar.
Apenas por motivos logísticos tive que realojar o Egos no sapo. Ainda me estou a adaptar ao novo espaço... ainda não sei bem onde colocar os móveis. Grande parte da mobília segue daqui, pelo menos o mais importante. Quem leio e quem me lê.
"O futuro é fabuloso." Já li esta frase em algum lado. Não sei de quem é, mas aplica-se!
Muda a casa, de resto pouco o nada muda.
A partir de agora aqui está o outro Egos de Sophia.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Confissão de um tempo passado...

Recorda ainda aquele dia em que viu os olhos verdes perdidos no meio das lágrimas. Culpa sua. Sabia-o. Não ostentava. Mas magoava. Quase podia sentir a dor que estava a infligir. Também ela não pensou que tudo mudasse numa noite.
Ainda na véspera tinham prometido amor... Mas o amor eterno prometido faltou na paixão de uma noite. Um corpo que sabia não voltar a ter. A noite, passou-a sem dormir. Loucura e prazer. Despedida, dele, de si e daqueles olhos verdes. Amanheceu carrasco de sentimentos.
Os olhos verdes com as lágrimas de sangue, raiva e dor, comprovaram o que sabia. Não pediu perdão. Apenas confessou a traição. Não confessou o desejo de solidão.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Sabedoria popular adulterada

Mais vale esquecer uma profecia que não se concretizou que apagar uma ferida que o destino marcou.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Undone

Encontro-te nos meus sonhos.
Não te quero mais.
Algo em mim me nega a tua finitude.
Não deveria ser assim.
Os sentimentos acabam.
Os fragmentos da memória ficam.

Something different... Celebrity look-alike?




Três fotos diferentes, três resultados.
Sim... há dias em que tenho pouco com que me ocupar... E tropecei acidentalmente neste site.
Lembrei-me de quando era miúda e me passava pela cabeça ser como aquela minha personagem favorita ou igual àquela actriz em particular.
A curiosidade falou mais alto... Os resultados: muito estranhos!
E para os curiosos, isto faz-se aqui.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Singin' in the rain

Foto daqui

O Verão já chegou... dizem por aí.
Sábado, concordei quando o Sol me queimava na pele.
Domingo, tive dúvidas. O dia amanheceu cinzento.
Ontem consegui sentir a chuva na pele.
Desprevenida de chapéu, regressei à adolescência em que dispensava tal acessório. Preferi seguir o meu rumo no meu passo e deixar que a chuva me molhasse!
Chuva no Verão não é agradável, mas ontem fez-me bem!


segunda-feira, 16 de julho de 2007

...

Escrevi cartas e poemas
baladas e tangos
Descobriste astros a que deste o meu nome
constelações inteiras
p'ra irmos viajar
Como alquimista
inventei pratos
criei ementas
perdi-me nos condimentos
p'ra nos saciar
Abriste montanhas
calcetei ruas em mim
construímos a casa
p'ra nos abrigar
...

quinta-feira, 12 de julho de 2007

28 E

Foto de: Pedro Santana


Desde criança que me habituei a ver passar o eléctrico na minha rua. Adorava os passeios de fim de tarde. Depois deixei a minha rua. E tive que deixar os passeios no 28 E.
Hoje matei saudades d' "O amarelo da Carris, vai da Alfama à Mouraria, quem diria. Vai da Baixa ao Bairro Alto, trepa à Graça em sobressalto, sem saber geografia."*
Soube-me bem! Lugar sentado, janela aberta e também passei na minha antiga rua!

*O Amarelo da Carris", Carlos do Carmos

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Dom Casmurro

Podia começar este texto por dizer que a teimosia não leva a lugar nenhum... mas estaria a dar um tiro no pé. Prefiro dizer que a casmurrice não leva a lugar nenhum... mas também não é verdade. A casmurrice leva-nos, nem que seja, ao erro.
Nunca se percebe, nem se tem realmente que perceber, o que leva uma pessoa a tomar determinada atitude. Mas é quase tão natural ao ser humano como respirar, a capacidade de opinar. Mesmo que se tente não fazer juízos de valor. O certo é que, a opinião é algo profundamente inerente ao ser humano. Até pode não se manifestar, mas ela forma-se no pensamento, automaticamente.
Do mesmo modo, a capacidade e a possibilidade de decidir definem uma pessoa como livre.
Assim, não se pode tolher o poder de decisão de alguém, por mais que se opine contra. Mas também não pode ser cerceada a liberdade de opinar.
Portanto, é impossível não opinar, não ficar triste, não ficar desiludido, não ter vontade de alterar a decisão que foi tomada, quando alguém de quem se gosta, como se não tivesse sido colocado mais ao lado na árvore genealógica, toma uma decisão com a casmurrice e o fundamentalismo por conselheiros e prefere formar barricadas e preparar o armamento a sentar-se à mesa da diplomacia.

P.S. Não, não há mal entendidos e não é liberdade poética.

terça-feira, 10 de julho de 2007

De costas...

Não me contes mais histórias de um tempo que já não volta. Cala as saudades. As mágoas que ficaram. Lamento. Nesse pranto quebrantado ficou apenas a sombra de quem amou...

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Plágio descarado*

É um pouco engraçado este sentimento que trago comigo, não sou pessoa que facilmente o consiga esconder. Eu não tenho muito dinheiro, mas se tivesse compraria uma casa grande onde ambos pudéssemos viver.
Se eu fosse escultora, mas não... Ou uma mulher que faz poções num espectáculo itinerante. Eu sei que não é muito, mas é o melhor que posso fazer. O meu presente é escrever e este texto é para ti.
Podes dizer a toda a gente que este é o teu texto. Pode ser bastante simples, mas agora está feito. Espero que não te importes... Espero que não te importes que eu escreva o quão maravilhosa é a vida agora que tu estás no meu mundo.
Sentei-me no telhado e pontapeei a poeira. Bem... algumas das frases deixaram-me confusa. Mas o sol foi bastante amável enquanto eu escrevia este texto. É para pessoas como tu que ele continua a brilhar.
Portanto desculpa esquecer-me, mas acontece. Esqueci-me se são castanhos ou castanho-avelã. De qualquer modo o que eu quero dizer é que os teus olhos são os mais doces que eu já vi.

* I'm truly sorry Sir Elton John. I promise I won't do this again.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Noite de luar

Beijo-te os olhos numa noite de luar.
Gostar de ti é um exercício tão pouco simples quanto gostar de mim.
Temos imperfeições, falhas. Foi-me difícil gostar de mim, durante anos podia jurar que, somente, tinha aprendido a conviver comigo. E a gostar da Xana, senhora omnipresente na minha vida, mas dela era fácil gostar. Tinha poucas falhas. Admitia menos ainda.
Apareceste-me tu. Podia ter sido tão mais simples... Não o foi.
Tinhas imperfeições, características que eu nem sabia ser possível gostar, mas gostei. Do mesmo modo, acreditei, sem qualquer dúvida, que gostavas de mim. Talvez porque até então só a Xana o fazia com regularidade e devoção.
Mas não foi fácil gostar de ti. Eu exigia tão pouco e dava-te tanto. Achei que isso me bastava. Mas não bastou. E não te bastou.
Tempestade. Marca os dois momentos. Entrada e saída na minha vida.
Aprendi com o tempo a sarar as feridas. Tudo poderia ter sido tão diferente... Não o foi. Não aprendi com o tempo a esquecer-te.
E ainda hoje nas noites de luar sonho que me beijas o olhar.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Bittersweet

Mas por que insiste em recordar? Algo lhe dizia que estava só no começo...
Um olhar ela teve.
Aquele momento iria ficar para sempre na sua memória. Soube-o, instintivamente, na altura, como agora.
Lembrou-se daquele olhar verde, de como acreditou que dali só poderia vir algo de muito bom. Ia lembrar-se dele. Ia sim.
Já a noite ia alta e ainda continuava perdida nas suas memórias...
Se ao menos dos momentos de alegria alguns não lhe soubessem a doce vingança, teria a certeza que ele pertencia ao passado.