segunda-feira, 30 de maio de 2005

Pedaços soltos ao vento

noite sem sono
noite de luar
noite de amor
que faz sonhar…

morri no teu olhar
que me faz sonhar
renasci no teu sorriso
que me faz amar

quarta-feira, 25 de maio de 2005

O Tempo e a Razão*

O tempo o dirá...
O tempo cura tudo...
O tempo dar-me-á razão.

Entregar no decurso do tempo a cura milagrosa para todos os males parece sábio e fácil. Pelo menos, de dizer.

Não percebo.
No número infinito de coisas que não percebo, esta é uma delas.

O tempo não cura tudo. Apenas apaga com o seu passar.
Tudo parece ser uma questão de tempo.

Ficam-nos apenas lembranças.

Em mim, nada curou, apenas apagou.
E mais vale apagar um destino que não se concretizou que curar uma ferida que não sarou.

Quanto à razão dada ou tirada, de nada adianta, a não ser que o seja no momento em que dela se precisa.

Uma razão dada fora de tempo, para que serve?
Não repara o mal feito, não cura, não sara, pouco repara.

Para mim o tempo e a razão têm os seus momentos certos de concretização, de utilidade.

Se não for para ser no momento certo de que adianta a razão que o tempo dá?


* um mero desabafo depois de um dia complicado

segunda-feira, 23 de maio de 2005

Vaidade do coração

“Tudo é vaidade e vento que passa.”
Sinto que é verdade…
É difícil perceber como tudo aconteceu
mas sei que foi orgulho e vaidade
que teimaram em falar mais alto do que eu…
Paguei o preço da minha impulsividade
só assim percebi aquilo que perdi…
O tempo tudo cura,
tal como o rio que corre para o mar
pela vida tudo passa!
Nós vamos ficando, mudando…
Mas o resto… o resto desaparece…
Vã futilidade a minha…
Não me sinto capaz…
Não me quero comprometer…
Sou livre!
Sentir, viver, continuar, ficar
Custou-me perceber porque teve de acabar,
agora sei que o erro seria continuar…
Foi a mim, só a mim que eu magoei…
não devo temer assumir que errei!
Entender o que se abateu sobre mim
e continuar a lutar pelo meu sonho, pela minha vida, por mim!
Todos buscamos algo além do possível…
eu não sou excepção!
Continuo a procurar e continuarei sem cessar
até realizar todos os desejos do meu coração!
Sei que vou conseguir,
os meus sonhos conquistar…
Errei sim! Eu sei!
Mas o erro não pode perseguir-me para sempre…
Como tudo, também o cansaço vence…
Fui vencida pelo cansaço de sofrer, já era demais…
Já era tempo de seguir em frente!
Porque como tudo nesta vida
também o que senti por ti
“…foi vaidade e vento que passou…”

sexta-feira, 20 de maio de 2005

Ecrã em rosa

Hoje a preguiça atacou os meus pensamentos...

Todo o meu corpo só quer descansar e recusa-se a trabalhar.
Já quer entrar no fim-de-semana. Como hoje eu não o quero contrariar, deparei-me com o problema do "papel em branco", fiquei sem nada para escrever.

Sem outro assunto, despeço-me por esta semana e fica o meu desejo de bom fim-de-semana para todos vocês.

Eu já sei que vou passar o fim-de-semana a preguiçar. ;)

quinta-feira, 19 de maio de 2005

Não voltes

O céu não conhece fúria como
a do amor transformada em ódio…
Já esqueci a fúria que me revoltou
que era a fúria do amor
que te queria trazer de volta
Não queria outra fúria
não quis outro amor
qualquer outro parecia tão pouco…
Perto de ti
nada se comparava…
Achava que
nenhum sorriso tinha a tua luz
nenhum olhar tinha o teu amor
nenhum toque tinha o teu calor
Acreditava não esquecer esse amor
como isso me fez sofrer…
Só queria voltar a amar-te
em silêncio poder tocar-te
acreditava que
mais ninguém ia amar…

E só pedia para voltares para mim sem nada falar sem explicações dar

Mas percebi que o que quero de volta não és tu, é o Amor!

Esse sim quero de volta, esse sim irá voltar para mim...

segunda-feira, 16 de maio de 2005

Vale a pena?

Conversas… Troca de mensagens… enfim… sabem bem estas conversas descompromissadas e sem tabus?
Todos nos assumimos sem problemas por não ver a cara da outra pessoa mesmo que já a conheçamos!
São de evitar as conversas cara a cara de olhos nos olhos em que nos sentimos desnudados com o olhar intrigado e perturbante daquele ser estranho a nós que nos pretende descobrir e revelar como se fossemos uma foto a cores?

É impressionante mas quando olhamos para o outro não estamos realmente à procura de o conhecer ou de desvelar os seus segredos mas tão só queremos encontrar um espelho, um reflexo dos nossos desejos, alguém que nos entenda sem querer nada em troca e que professe a sua fidelidade e dedicação eternas!
Se houver mais do que isso, se sentirmos compreensão algum afecto e um desejo afogueado de algo mais, esse fogo dizem que é amor e é eterno, ou seja, duraria mais do que nós e sobreviveria à própria morte…
Mas se quem alimenta o amor somos nós com pequenos gestos do dia-a-dia e com lembranças carinhosas e ternas, quando se morre como pode ele continuar por nós? Não pode. Abandona-nos e prossegue para outras pessoas sem se importar com os estragos que possa fazer…
Furacão de vidas sossegadas… “El Niño” de sentimentos… Enfim algo que quando nos ataca assola como uma doença e alastra por todo o corpo até tomar conta de tudo o que fazemos, dizemos ou pensamos… Mas nem sempre é Eterno… E quando nos deixa estamos tão cansados como se corrêssemos a maratona ou ficamos tão destroçados como se um camião nos tivesse atropelado…
Desejamos que nunca mais volte a acontecer…
O tempo passa e voltamos a querer e a sonhar… É um ciclo… mais um nesta vida que passa e não perdoa os mais esquecidos ou preocupados com a sua vidinha feita de pó e névoa…

Pois é, há quem não queira saber se é eterno ou feito de uma noite de sonho ou pesadelo… Quem segue pela vida de olhos postos em frente sem nunca olhar para o lado… Sem nunca saber se teria amado sofrido sentido… O medo não é de amar é de sentir… sentir e perder o controle… querer demais alguém que não nós…
Todos sonhamos com alguém, quase sempre, pelo menos uma vez… É um sonho… o sonho de amar e ser amado… uns mais amar outros mais ser amados… Mas é uma forma de vida, talvez um pouco estranha nos dias que correm, contudo inegavelmente um prazer delicioso que se deve saborear pelo menos uma vez… ver como é e depois decidir…

Vale a pena amar?

sexta-feira, 13 de maio de 2005

Vertigem de um beijo



Olho-te nos olhos
vejo-os aproximar
sinto a tua respiração
tão perto de mim
o coração a bater
fecho os olhos
deixo-me guiar
os joelhos tremem
as mãos suam
e o coração já bate fora de mim

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Viagem por um delírio obsessivo

Não sei que mais fazer
estou perdida, estou confusa
não consigo evitar este sofrer
não sei parar este querer
só de pensar em ti sinto-me tremer
Se te vejo
admito que começo a pensar
naquela única noite
que em mim tudo mudou
o meu passado apagou…
Será que em ti ficou?
Amo-te tanto
quero-te só para mim
dói-me não te ter
magoa-me o que me fazes ver…
Porque tens de agir assim
se me amas
volta para mim…
Quero-te de volta
Só sei que não aguento
não consigo arrancar este sofrer
não sei parar este amor…
Por ti
já tanto sofri
já tanto aguentei
tudo porque te amei…
Amei como não devia ter amado
odiei como não devia ter odiado…
Mas não sei como esquecer
só quero parar este sofrer.
Sofrer por não te ter…
Passo todos os dias a desejar
passo todas as noites a sonhar
penso em ti sem parar…
Nunca te esqueci
nunca deixei de te amar
não ligues ao que faço
não oiças o que digo
olha para mim
vê nos meus olhos
as estrelas brilhar
só de te olhar
vê as minhas mãos
não param de tremer
só por te ver
sente o meu coração
não pára de pulsar
só por te falar
sente o meu corpo
de um ardente calor
anseia pelo teu amor…
Tudo isto verias
se olhasses para mim
debaixo desta máscara
estou eu
quem te ama
tem pânico de voltar
e tornar a sofrer…
Eu sei que tenho medo
vi o abismo
não tive receio de cair…
Agora tenho…
mas bastava um gesto teu
não era preciso falar
era só um olhar
desses teus olhos
que vi tão perto
era só um toque
desse teu corpo
que senti tão meu
e tudo voltaria
a máscara cairia
e aí terias a certeza
eu amo-te
sei que é amor
sei que é paixão…
Não sei quando foi
se no primeiro dia que te vi
se num de muitos outros
se na tarde que te conheci
se na noite que te beijei
se na madrugada que te amei…
Mas sei que quando terminou
foi um sonho que acabou
quis deixar de sonhar
não quis mais recordar
desejei não mais amar…
E tudo em mim adormeci…
tentei a dor apaziguar
quis o coração consolar
desejei a paixão acalmar
deixei-me todas as mágoas chorar
e quando já não esperava
tudo em mim acordou
todo o sentimento voltou
todo o sofrer está a acordar
não me quero voltar a magoar
tenho medo de te voltar a amar
não quero de novo sofrer
não tenho como aguentar
se em ti não deixar de pensar
sei que de novo irei cair…
Quero ficar
mas só me apetece fugir…
Para longe de ti
para longe de mim…
Já não sei como controlar
não consigo parar
só para ti quero voltar
mas não posso…
Querer e não poder
amar sem sofrer
tal não pode ser
quem sente o amar
também sabe sofrer
sentir a alma doer
o que agora sofro
só por não te ter…
Não tenho como te dizer
parece que não sei falar
perto de ti sei sentir
por ti sei amar…
Será que tu não vês?
Não sabes que não te menti
não posso apagar o que senti
não esqueço o que vivi
não sei como fazer
mas não sei desistir
de ti não vou fugir
não te consigo esquecer
não vou aguentar
se não te conseguir mostrar
que por mais que possa sofrer
não vivo sem te amar…

terça-feira, 10 de maio de 2005

Desencontros

Quando eu estou tu não estás
quando não posso tu estás
A vida não nos quer encontrar
só aqui estamos juntos
é assim a vida
dá e tira
nem sei se sinto
realidade ou ilusão
mas parece que sempre
estou onde não estás

segunda-feira, 9 de maio de 2005

Preciso-te

Desejo algo que desejaria não querer
quero algo que não posso ter
tenho o que me faz falta
mas não o que preciso...
Eu preciso-te.
Pode parecer banal, mas preciso-te.
Também te quero.
Também te desejo.
Não sei se te amo.
Mas sei que te preciso.
Preciso do teu olhar no meu.
Preciso do teu toque.
Preciso ouvir a tua voz.
Preciso do teu corpo no meu.
Preciso-te.
Preciso-te com uma ânsia que me consome, com um grito interior que chama por ti sem pronunciar o teu nome.
Todo o meu corpo chama por ti.
Atormenta-me o precisar-te e não te ter.
Atormenta-me o que me dói até adormecer a dor e não parecer mais dor mas um leve ardor.
É cruel esta distância que me deixa a precisar-te sem te ter.

sexta-feira, 6 de maio de 2005

Frente ao mar



Ao amanhecer, frente ao mar
desejei ter talento de pintor para te pintar
desejei ter talento de poeta para te escrever...
Nem pintor nem poeta apareceram para me ajudar.
Desejei não te ter longe de mim para te abraçar.

quinta-feira, 5 de maio de 2005

Porquê?

Porque é que para tudo se exige uma explicação?
Há a chamada "idade dos porquês" na infância, mas é suposto crescermos e deixar a "idade dos porquês". Não. Porquê?
Sei que para quase todas as afirmações pode haver um porquê.
Se se busca um sentido mais além do que aquele que se vê ou um passado que foi negado.
Definitivamente, não gosto nem de "porque" nem de "porquê".
Quando gosto, gosto e digo-o quando posso.
Quando não gosto, não gosto e também não o escondo.
Não me peçam "porquê".
Às vezes nem eu sei. Quando sei, às vezes, não o digo.
Porque não quero dizer.
Porque me dói.
Porque sofro.
Ou só porque sim.
Porquê? Porque?
Para quê? Pergunto eu.
É bem melhor saber "para quê" dizer o que se sente do que dizer o "porquê" daquilo que se sente, que se disse, que se viveu.
Deixem-me sem "porquê", dêem-me "para quê".
Amo para que seja feliz ou para que seja amada.
Choro para que a dor passe ou para que as lágrimas mostrem a felicidade.
Escrevo para que me leiam ou para que os meus sentimentos sejam livres.
Não me peçam "porquês".

quarta-feira, 4 de maio de 2005

À espera de um anjo...

No meio da confusão e do turbilhão em que me sinto, andas sempre tu.
"Vira e mexe" tropeço em ti na minha vida...
Não és para mim. Não podes ser.

Desabafo para que me ouças a voz.
Escrevo para que me leias.
Espero para que me ames.
Tu és o meu anjo. Não me podes amar.

Deus não me ouve (felizmente). Eu rezo pela tua queda. Para que Ele te tire as asas e te deixe cair em tentação e te deixe amar.
Ainda ouço uma voz... A voz que me diz "deixa-o", "não o ames", "não o tentes", "ama-o de longe e ao longe"...

Não sei amar assim. Não consigo amar assim.
Não te quero deixar no Céu. Quero-te na Terra. Só sei amar assim. Este amor egoísta, feito de desejo e dor, se preciso for. Ter-te perto de mim, estar sempre aí ou aqui para ti. Chorar no teu ombro, ter o meu colo à tua disposição.
Sentir perto o teu coração.
Só conheço este amor egoísta que te quer perto.

Não te quero no Céu.
Corta as asas, por favor.
Desce do Céu por amor.
Peço-te que o faças em nome deste amor egoísta. Amor burro que quer amar um anjo. Um anjo que não pode ser para mim.
Se não puderes ou não quiseres trocar o Céu pela Terra abre as tuas asas e reza por mim.
Reza para que te esqueça... Para esquecer este amor que trago dentro de mim...

segunda-feira, 2 de maio de 2005

Ossessione gialla

Questa è la mia passione nuova!

Sull'interno



Nella città



Per una passeggiata



Sulla spiaggia



Questo è il nuovo Ferrari F430 Spider!

Trovi questa bellezza qui!

domingo, 1 de maio de 2005

Anjo meu

Porque tu és assim um anjo para mim.
Frio como a pedra.
Alto como a Lua.

pormenor de edifíco
na Av. dos Aliados

Se fosse prédio queria um anjo lá no alto assim.
Mesmo frio a velar por mim.
Não sou prédio.
Não és anjo.
Mas mesmo assim, será que velas por mim?