terça-feira, 21 de abril de 2015

Certos ou errados...

Sou uma mulher de princípios. Não consigo ter meio termo para mim.
Para os outros... Depende dos outros... Mas não consigo deixar de me sentir desiludida, mesmo quando não o mostro.

sábado, 11 de abril de 2015

Plumas e lantejoulas

Só quando me sinto mais triste é que tenho mais vontade de escrever. Talvez porque não me sinto à vontade para falar com ninguém. Não gosto de expor as minhas fraquezas, as minhas falhas.
Gostava de conseguir ser melhor. Gostava de saber dar a outra face. Mas não consigo. Não guardo rancor,  mas guardo a mágoa. Não consigo esquecer o que me dizem, o que me fazem, quando é injusto. Quando não percebo.
O esforço para pôr de lado é em mim sobrehumano. De tal forma exige de mim, do meu corpo, que chego a ficar doente.
Esforço-me,  me vão, para que seja diferente. É mais um grau de exigência que sinto no estômago.
Contrariar-me não me traz nada de bom. Nunca trouxe. Mas eu insisto! Mais de 30 anos volvidos e continuo a fingir que não me conheço. Continuo a tentar mudar. Só me faço mal.
Olho ao espelho e não reconheço aquela sombra de mulher. Aquele farrapo que já soube ser um tecido fabuloso de qualidade e luz.
Penso que talvez seja fácil. O exterior está lá. Mas quem quero enganar... O interior quebrou? Vergou? Não sei. Sei que me exijo demais mas já não estou sozinha. Agora não posso reerguer-me como sempre soube... Teria demasiadas implicações.
Disfarço o melhor que sei e posso para o mundo exterior. Por vezes, isso basta-me.
Algo como plumas e lantejoulas para desviar a atenção destes olhos tristes, desta vontade cansada de querer mudar o mundo! De querer mudar a vida...
Amanhã será um dia melhor. Hoje talvez precise de mais umas lantejoulas.
O brilho há-de voltar.