segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Merry go round

Imagem: pesquisa Google.com

De acordo com a música, a vida é um cabaret. Eu acho que está mais para ser carrossel.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Escasso

é o tempo que te dedico.
Mereces mais.  Sei que a minha atenção e as minhas prioridades se alteraram. Mas ainda assim, não deveria abdicar do nosso tempo. Da liberdade que tu me dás.
Mas a torrente de pensamentos e a efusão de sentimentos abrandou. Fiquei sem saber o que te dizer. Não quero visitar-te uma vez por mês como se de uma obrigação se tratasse para não te deixar morrer. Não te quero deixar. És uma parte demasiado importante de mim para a negar. Já o disse e repito, escrevo desde que aprendi a fazê-lo. Criei-te... aliás, deixaste que te criasse para me fazeres companhia. Para afugentar a minha solidão. Para ter com quem desabafar. Para ter como partilhar o que me ia pela cabeça e pela alma. Não quero fazer de ti um "filho enjeitado". Já disse várias vezes que voltaria com mais frequência, mas não volto. Não volto a dizer que o faço. Reconheço que falho, que não venho quando deveria. Acabo por não partilhar pensamentos que por vezes me faria bem deixar aqui. 
Escasso... este texto.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Quase...

... a ficar mais velha.
Nasci, tanto quanto a minha mãe se recorda, num dia de chuva torrencial. Fiz o médico apressar-se para que eu nascesse com vida. Fiz o meu pai encharcar-se até aos ossos para me ver. No dia seguinte, fi-lo conduzir em sentido contrário, porque estava a trabalhar e o patrão só lhe concedeu uma hora para ir buscar-me à maternidade.
Infância feliz de filha única.
Adolescência rebelde q.b., com grandes discussões lá por casa, mas sem grandes dores de cabeça para os meus pais.
Fase adulta, bem mais conturbada. Casamento, divórcio, num abrir e fechar de olhos. Erro. A fase do "eu é que sei" foi de impulsos pagos com tempo. 
Começos e recomeços. Vida profissional instável, mas feliz.
Perda irreparável que me há-de doer no coração e na alma a vida toda.
Recomeço feliz e abençoado.
Vida profissional em stand by. Há que traçar um novo rumo.
Resumindo é isto!
Entretanto a 4 de Fevereiro de 2005 nascia o Egos, fruto de sonho e teimosia, após uma tentativa falhada de participar num blog. Sendo parte de mim, claro que teve mudanças, de layout, de cores, de lugar, de temas e, obviamente, com paragens e recomeços.
Tem-me faltado a vontade, mas perco-me/encontro-me, frequentemente, em pensamentos que não escrevo. Penso inúmeras vezes em fazê-lo mas os dedos colam-se e as ideias fogem. Hoje assim que a ideia disse "oi" corri para o computador. Quase não escrevia... quase!

domingo, 9 de setembro de 2012

Adeus cinzento, até depois...

O tempo está a acinzentar...
Os tempos afiguram-se negros para a grande maioria.
Não me parece haver melhor altura para correr com o cinzento e o preto aqui do Egos.

sábado, 8 de setembro de 2012

E se eu quiser fazer sopa?

Será possível haver mais programas de culinária na TV?!
Virou moda cozinhar. Atenção acho que saber cozinhar é bom!
Mas é impressionante a quantidade de programas que existem actualmente dedicados à culinária. Todos ensinam a ser Chefe, inúmeras receitas, ingredientes sem fim... e ingredientes que não lembram a ninguém. WTF é uma chalota? (após pesquisa parece que é uma espécie de cebola) Não há programa americano em que não se cozinhem chalotas.
As cópias portuguesas parecem-me pobrezinhas e enfadonhas... talvez porque os Chefes jurados são praticamente desconhecidos e monocórdicos, talvez porque só por cá é que é preciso apresentadora.
Se querem ensinar pessoas a cozinhar não seria mais simples começar pelo básico?
Acredito que muitas pessoas não sabem cozinhar, acredito que muitas mais não o querem fazer. Mas acho que seguramente não vão começar com algo que demora 4 horas e tem um nome mais comprido que um dos filhos do Duque de Bragança! Certo que é como se vê em alguns restaurantes...
Num destes dias, numa ementa estava algo como "Vol au vent de caça em caminha de espinafres" = Folhado de carne com esparregado. Creio que o preço incluía o valor a pagar ao tradutor/criativo que escreveu a ementa.
É uma moda como outra. Preferível a outras tendências televisivas, seguramente!
Admito que vejo alguns programas e gosto, Ingrediente Secreto, JA ao Lume e vi o Masterchef Australiano. Ainda hoje salivo pela sobremesa de goiaba apresentada na final! 
O meu preferido é No Reservations, aliar culinária a viagens parece-me muito bem. Nada melhor do que experimentar um prato típico de algum lugar estando lá.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Caiu a noite...

Não consigo deixar de pensar no corpo tapado no passeio. Caído do prédio adjacente.
Acidente ou um propósito de terminar a vida?
Uma mini multidão ficou atrás da linha policial. Passei e parei por segundos, para tentar perceber o aparato. Vi o pano no chão e reparei que as pessoas olhavam para uma janela. Percebi. Segui o meu caminho. Não sem deixar de pensar no porquê da queda.
Conheço os prédios, as janelas são altas... Na minha cabeça ficou a pergunta que nunca terá resposta. O que leva alguém a terminar a vida?
Não consigo sequer imaginar o grau de desespero, de impotência, de inutilidade. Não consigo nem quero ter ideia de qual o limite que despoleta numa pessoa o verdadeiro desejo de morrer. O limite que impõe uma acção definitiva.
Para aquela vida caiu a noite... Descanse em paz.

Fase*

Fases da vida. Sem arrependimentos.Tudo passa. Não deixa de ser a mesma vida. Não deixo de ser eu. Mas é tudo tão diferente.
Quando era adolescente ouvi a frase "não ter capacidade de encaixe" aplicada numa conversa que não deveria ter ouvido. Desde essa altura passou a ser uma preocupação ter essa capacidade. Acontecesse o que acontecesse não ia deixar que a vida me derrubasse.
Surpresas, sim. Choques, sim. Desilusões, sim.
E daí? A vida é mesmo assim. Só vale a pena levar a sério o que é importante. O truque está em saber fazer distinção.

fase 
(grego phásis, -eos, aparição de um astro, informação judicial) 


s. f.
Cada uma das modificações que se dão em determinadas coisas.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Compromisso


Deixei a vida levar-me. Se em algumas alturas sabe bem, noutras, há que ter consciência que eu é que tenho de levar a vida.
E hoje é um dia tão bom como qualquer outro para ressuscitar a vontade.

sábado, 21 de julho de 2012

Insónia

Não durmo. A noite, quase toda em claro.
Já pressinto luz lá fora. O silêncio é fabuloso. Desisto de tentar dormir. Vou à janela. Adoro os tons do céu, sei que o Sol não tarda. Acho que vou apreciar o nascer do Sol. Já faz algum tempo...

terça-feira, 10 de julho de 2012

In & Out

É um entra e sai inconstante de publicações e presenças: Venho e não fico. Leio e não comento. Escrevo e não publico. Assumo-me incapaz de me decidir. Confesso-me um pouco perdida.
Na escrita sempre me encontrei, mas desta vez acho que tenho medo de me voltar a encontrar. 
O último ano teve o muito mau e o muito bom. Não cheguei a parar para pensar, para assimilar. Apenas fui seguindo, como me ensinaram, como aprendi. Agora que finalmente tenho tempo para parar, tenho algum receio de pensar. Sei que pelo menos numa área da minha vida estou, efectivamente, no caminho errado e isso é o que neste momento tenho que corrigir. Ainda não sei bem como, nem sei bem quando. Felizmente tenho tempo - não todo o tempo do mundo - mas tenho alguns meses até ser obrigada a tomar uma decisão. E vou gozar esse tempo. Não me vou apressar. Não me quero precipitar. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Diário doméstico #2

Achei que em casa seria mais fácil escrever. Deixei de ter a desculpa perfeita que usava para apaziguar a minha consciência - falta de tempo. Mas a verdade é que não é bem assim. 
Às vezes parece que quero partilhar uma ideia, mas ela volta a esconder-se atrás de um dos muitos biombos que o cérebro cria. E eu volto a ficar sem vontade de escrever. 
Por vezes já tenho todo o texto delineado, sento-me, pego no computador e fico a olhar para o ecrã. Nada me passa para os dedos e fico sem escrever.
Depois páro para pensar, será que quero escrever? Será que perdi a vontade e não adianta insistir? Será? Sou capaz de ficar algum tempo a pensar nesta ideia. Quero escrever? Sinto que ainda quero, mas não consigo imprimir-me a mesma paixão. A mesma vontade.
Sentei-me há minutos. O telefone já tocou 2 vezes. Hoje não vou desistir!
Atendi ambas as chamadas. Uma, curta por natureza, outra, encurtei-a para voltar ao teclado.
Estou determinada a terminar um Egotismo. Hoje vou conseguir. Quero escrever.
Gosto deste cantinho que criei em 2005, já o mudei para outras paragens e regressei às origens, já lhe mudei a aparência umas quantas vezes e continuo sempre a voltar.
Estar em casa não é mau! Estou a habituar-me.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Diário doméstico #1

Em casa...
Deveria dizer-me assoberbada e fazer as delícias da minha mãe. Qual fada do lar? Talento doméstico q.b.
Já organizei algumas coisas que reconheço estavam desarrumadas, outras dão um ar de casa com vida!
Confesso que a primeira reacção foi arrumar tudo. Mas depois voltei a colocar algumas coisas fora do lugar. 
Não consegui ver a casa toda alinhada.
Ao fim de 2 dias ainda gozo o "dolce fare niente". Há que aproveitar!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Palavras

Cansaço. Seria a palavra de ordem de hoje. 
Não consigo lidar com a incompetência alheia, principalmente quando me atrapalha o trabalho. Aceito que haja dias mais difíceis, mas todos os dias erros do mesmo género... Ninguém merece!
Claro que se começa logo de manhã, pior vou ficando ao longo do dia. Se houve alturas em que me irritei e era fácil dizer tudo o que me passava pela cabeça, a repetição dos erros e a persistência em não verificar o óbvio causaram-me um certo cansaço e alguma indiferença.
Esta semana apenas me custou um pouco mais, talvez porque já comecei a semana mal descansada.
Mas como nem tudo é mau, amanhã já é sexta-feira. Estou a precisar do fim-de-semana.
Por isso, é só mais um dia e há que encará-lo como tal.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Feeling good *

It's a new dawn
It's a new day
It's a new life
For me
And I'm feeling good


Pois que a Primavera chegou e fugiu. Abril não está a trazer tantas águas como dita a sabedoria popular. E  os recomeços nem sempre acontecem quando esperamos.
A vida, pura e simplesmente, continua. Não há rupturas. Não há cortes. Há sim mudanças. Evolução. Revolução. Mas continua a ser uma vida. A minha. Não adianta ficar à espera do amanhecer perfeito.
A vida é o que é. Apresenta-se como pode e eu só tenho de viver como sei.
Basicamente, acho que é isto. Ou apenas uma forma de dizer que tudo está a voltar ao "normal". Aos poucos retoma-se o que ficou parado. Muda-se o que não está bem. Cultiva-se a paciência para lidar com o que ainda não pode ser mudado. E, acima de tudo, continua-se.


* canção de Anthony Newley e Leslie Bricusse

domingo, 1 de abril de 2012

Cheiro de chuva

Adoro o cheiro de chuva acabada de cair. Adoro o som da trovoada, desde que eu esteja dentro de casa. Adoro um dia cinzento, mas prefiro dias de sol.
Adoro tardes de domingo assim e saboreá-las do conforto do meu sofá.Adoro cheiro de pizza acabada de sair do forno.
Adoro terminar o domingo em casa em paz e sossego, porque sei que ao virar da noite está mais uma semana que quero que comece bem.
Adoro escrever por isso continuo a voltar.

segunda-feira, 5 de março de 2012

...frágil...

Imagem: google.pt

Perdi o interesse... dizem que perdi o interesse... as tarefas são executadas com o mesmo método, as palavras são ditas com o mesmo tom, tudo é feito do mesmo modo. Mas parece que deixei de transparecer emoção.
Sei que sim.
Não consigo empenhar-me. Não consigo apaixonar-me. Tudo se tornou morno, sem sabor, sem cor.
Não deveria ser assim. Deveria estar a cumprir a minha promessa.
Mas parte de mim ficou presa no passado, ficou refém da dor. Sinto-me fraca. Sem capacidade para lutar. Só quero deixar-me ficar. Em sossego, em reclusão.
Continua a ser difícil.
Fiz uma promessa. As promessas são para cumprir. Há que continuar.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Promessa de vida

Demorei. Tempo demais, parece-me agora. Mas foi o tempo necessário e, agora que escrevo, não sei se ainda o bastante.
Descobri o medo. Muitas vezes achei que sabia perfeitamente defini-lo, mas acho que nunca soube efectivamente compreendê-lo. Quando decidiu entrar na minha vida, surgiu com eficiência. Deixou marcas profundas que o tempo se está a encarregar de atenuar.
Fiquei com medo de viver. Fiquei com medo de sentir. Fiquei com medo de acreditar. Fiquei com medo de esperar.
Ainda agora sinto que acredito, a medo. Vivo, na expectativa do que pode correr mal. No entanto, acredito. Cada vez mais. Com mais força. O medo vai sucumbindo.