segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Doidos à solta...

ou crónica de uma comédia anunciada!

Sms: "Logo à noite vamos ver Buraka à Arena de Évora para comemorar o meu aniversário."
A entrada era livre e o tempo até não estava mau. Portanto, embora tenha havido quem até trabalhou ao Sábado, há Amigos que o justificam e por isso toca de 11 pessoas se colocarem a caminho em 3 carros (que o povo é poupado).
"Nada de atrasos!" lembrou um sms já avisado ao costume. E não é que o próprio aniversariante brindou os convidados com uns ligeiros 30 minutos de demora!
Por aquelas estradas fora lá fomos nós. À chegada, meia hora antes do início do concerto, duas filas circundavam por completo o recinto.
- Hum... algo me diz que ficamos à porta!
- Queres apostar?
- Nada, não estão aqui 5000 pessoas!
- Tenho fome, tenho frio e quero fazer xixi!
- Ligamos ao Luís e eles passam no Mac e trazem hamburguers para todos! Não há esquisitices é o que houver! Lá dentro há WC.
Dito e feito. Andámos mais uns metros a caminho da Arena. Está quase e a comida ainda não veio. Do outro lado da rua avistamos os sacos do take-away. "Comida! Comida!" (devorada em 5 minutos pois estávamos à porta).
- Desde a Vasco da Gama que perdemos o teu carro.
- Desde onde? Eu vim pela 25 de Abril!
"Lotação esgotada! Não pode entrar mais ninguém!"
- Como?
- Ele está a brincar!
- É um polícia que está a avisar!
Está bom de ver que a lotação esgotou mesmo connosco a 3 metros da porta...
Ora, bem o melhor era ir beber um copo a qualquer lado!
- Queremos fazer xixi!
Pensámos que se andássemos por ali, algum lugar se ia encontrar. E andámos, andámos, pelas muralhas dentro, que o frio nem estava a gelar os ossos!
Salão de chá quentinho!
Andámos e falámos como há muito não se fazia por estas bandas. Foi mais fácil irmos todos para Évora do que combinar um café por cá.
E não é que feitas as contas valeu a pena!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Pitch black


Um buraco negro é um lugar no espaço onde a gravidade é tão forte que nem a luz consegue sair. A gravidade é forte por causa da quantidade de matéria que fica num espaço minúsculo. Pode acontecer quando uma estrela está a morrer. Pode acontecer quando um coração está a sofrer. Pode acontecer quando um corpo está a enfraquecer. Pode acontecer quando uma alma está a perder a fé.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Silêncio em mim

Saio para a rua longe de mim. O Sol mais não faz do que projectar a sombra da sombra que hoje sou. O ruído da vida que não pára hoje ensurdece-me. Tento o refúgio longe da turbulência. Tento cortar o trânsito em mim. Mas o silêncio não vem. Dos gritos ainda ouço o eco. Pergunto-me se terá fim. Saí para a rua longe. O calor que não se faz sentir não está em mim. O correr desta vida nem sequer abranda. Saí para longe de mim. Mas não me fujo. Encontro-me a tentar fugir-me, a fugir do eco dos gritos em mim. Encontro-me mesmo quando tento sair para longe de mim. Cala-se o eco.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Notas soltas de fim e começo de ano

Finalmente consegui regressar, depois do vírus na minha pessoa e no vírus do pc, cá estou no novo ano.
Parabéns atrasados à prima que fez anos!
Parabéns à prima que está grávida, mas não quer que ninguém saiba!
Parabéns à amiga que finalmente já se diz "resolvida com a vida"!
Parabéns à amiga que recebeu no Natal o "presente" que pediu!
E depois dos parabéns, vou mudar de assunto.
O fim de ano foi em bom, com os amigos! Bom restaurante, boa comida, boa música! Mas o ano de novo não tem nada, apenas o último dígito. Tudo se mantém! O que é bom!
E agora que já escrevi o primeiro post non-sense do ano, tenho que regressar ao trabalho...