segunda-feira, 2 de outubro de 2006

sad home coming...

Há regressos que não devem acontecer... Partir já lhe fora decisão difícil. Porquê regressar? Os motivos da partida não se alteraram. Apenas a vontade de seguir contra uma corrente forte demais falou alto. Regressou apenas para antever um nova partida...

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Canta... baixinho...

Já tive mulheres de todas as cores, de várias idades de muitos amores. Com umas até certo tempo fiquei, p'ra outras apenas um pouco me dei. Já tive mulheres do tipo atrevida, do tipo acanhada, do tipo vivida, casada carente, solteira feliz. Já tive donzela e até meretriz. Mulheres cabeças e desequilibradas, mulheres confusas de guerra e de paz. Mas nenhuma delas me fez tão feliz como você me faz. Procurei em todas as mulheres a felicidade, mas eu não encontrei e fiquei na saudade. Foi começando bem mas tudo teve um fim. Você é o sol da minha vida, a minha vontade. Você não é mentira, você é verdade. É tudo o que um dia eu sonhei pra mim.(Mulheres, Martinho da Vila)

Um sorriso incerto...
Uma história nada convencional...



quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Raiva

Mandei-te embora quando tudo o que queria era que ficasses.
Depois de tantas conversas insanas... tantas confidências... a intimidade inevitável...
E o obstáculo consciente e intransponível... hoje.
Reconheço que te tornaste uma fraqueza... um vício.
Sinto falta das nossas viagens diárias.
Saudades maiores das nossas conversas...
O teu perfume que ontem brincou até adormecer... O teu olhar profundo e conhecedor.. O teu sorriso, que consegues que ainda seja de menino levado...
O teu toque estremeceu-me... uma electricidade estranha percorreu todo o meu corpo... Empurrei-te quando só queria agarrar-te...
Saíste e eu fiquei a segurar a porta... indecisa entre deixar-te partir e chamar-te... Não te chamei. Fique sozinha com os meus pensamentos e a minha consciência. No único momento em que devia ter-se calado gritou tão alto dentro de mim...
E há sempre um amanhã.

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

-te

Digo
Voltaste a partir...
Tinhas partido e não percebi.
A comunicação entre coração e razão não é fácil.
O que sinto, o que penso, nem sempre penso o que sinto, nem sempre sinto o que penso.
Não foi engano. Foi um despertar diferente.
O segredo mantém-se. Vida possível. Sonho impossível.

Já tinhas partido e eu não percebi, até hoje.
Escrevo

segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Passado Presente Futuro

Perco-me, por vezes, em memórias do que poderia ter sido um momento, do que foi um momento...
Anseio, várias vezes, por tempos que não vou viver, por tempos que sei que hão-de chegar...
Entre perdas e anseios esqueço-me... Esqueço-me frequentemente de estar onde estou e viver o que sou...
Estranho como o pensamento aprisiona e liberta, vive e consome.

Entre passado e futuro fica o presente... O que é vivido... O que mais tarde irei recordar e é base do futuro. No momento não penso.

...a verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente... (Albert Camus)

Até penso e vivo o momento...

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Fifth dance

Mas eu não o amo... como pode querer-me assim?
Let pleasure drive you, love brings only pain...

Ela acreditava que ele não tinha razão.
Mas mais uma vez, ele ali estava. In her path. No seu caminho, no seu destino...
Já tinha tentado resistir àquela tentação outras tantas vezes e nunca resistira. Porque não conseguia, porque no fundo ele tinha razão.

Sempre fora o desejo que a movera. O desejo movia-a uma vez mais...

You can always send me away...
Hoje não.

Ela não queria que ele partisse. A desinquietude dominava a sua escolha.
Não escolhia o que era certo. Não escolhia o seu coração. Escolhia o corpo.

E mais uma vez dançou... Sabendo que a dança a ia mudar...

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Sereia

Beijo-te os olhos para começar a sonhar...

O azul do mar é infinito absoluto.

Sou canto e presságio iminente.
Quero seduzir o vento e acalmar a tempestade para ondear no teu corpo.
Ser água, criação e poesia.
Viver nas ondas e ser o teu navegar.
Sou apenas um sonho insensato.
Sou feminina sem medo.

Sou viagem e ardor enfeitiçado pelo teu segredo.

Das palavras que sempre disse úteis, hoje sinto-as fúteis.

domingo, 13 de agosto de 2006

...

Abro mais uma página para não escrever.
Um segredo bem guardado é aquele que não se conta a ninguém.
És tu o segredo que me faz sorrir.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Infatuation?

Como dizer ao luar para parar de brilhar?
Como ordeno à chuva que páre de cair?
Como peço ao coração para parar de sentir?

Logo eu que nunca me neguei...
Sinto que está no começo a rendição ao teu olhar...
Mas não pode. Sentimento que não se deixa viver.
Como fugir a esse olhar doce e terno?
Que loucura foi o meu coração fazer...

Não posso sequer dizer...

sábado, 15 de julho de 2006

Take a break

O Verão está aí e com muito calor.
Nem sempre estou onde há computador e internet.

O Egos vai estar um pouco mais intermitente.
Entretanto, vou-vos visitando.

I'll be back!
Baci

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Estranhos novamente

O tempo passou e voltamos a nos encontrar... Já sabia que nada nos unia há muito. Mas nunca pensei que fosse possível. Alguém que foi tão intímo, tão perto de tudo... E fomos estranhos durante dois dias. Nem sequer houve constrangimentos de evitar olhares. Não. Apenas nos cumprimentamos e comportamos como conhecidos. Entre nós não houve proximidade, nem sequer amizade. Talvez porque a vida mudou. Nós estamos diferentes. Fomos estranhos. E isso não nos incomodou. Sim. O mundo gira e a vida continua.

sexta-feira, 30 de junho de 2006

Asas

voar
abrigar
refúgio de quem é pequeno
liberdade de quem sabe voar

já quis asas
para voar
para me refugiar
para me esconder
para fugir

agora já não

a capacidade de voar no sonho
o refúgio no teu colo
o esconderijo nas minhas paredes
a fuga deixou de ter sentido

Dou um passo e depois outro...
Os passos seguros tornaram-se as minhas asas.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Por uma noite...

queria fechar o mundo lá fora
manter-nos longe dos olhares indiscretos
queria descobrir se o que sinto não é ilusão
poder acordar sem o peso do depois
as consequências não ficassem
nem para ti
nem para mim
não ficassem constrangimentos dos outros
não ficasse qualquer registo da vida
nem que fosse por um breve instante...

sexta-feira, 23 de junho de 2006

New freedom

Hoje terminei uma fase na minha vida.
Sinto-me feliz!
Agora abraço o mundo do começar de novo! Não um começo virgem. O que se aprende não se esquece. A experiência vivida marca-nos, ensina-nos, faz-nos crescer. Um começo inocente.
Volto a dar os primeiros passos sem rumo definido. Mas acho que isso agora não importa. Quero saborear este momento de benção tranquila, de liberdade.
Posso voltar a escolher. Voltar a delinear rumos, planos, projectos e sonhos.
O futuro é fabuloso!

terça-feira, 20 de junho de 2006

Can't take my eyes of...

É sonho
fantasia maior
encantar-me com esse castanho dos teus olhos
brincar nesse ouro que é o teu cabelo
perder-me nesse sorriso alvo e certo
deixar-me flutuar ao sabor da corrente até esse lado do oceano

manténs o ar de menino
o olhar maroto que me deixa "speechless"

good boy/bad boy
sabes como ninguém dosear

essa forma de cativar

deixas que fique presa em ti
sem te entregares
a tua arte é a tua maior paixão

também essas motivo da minha admiração
a tua arte
a tua entrega e paixão

dar-te-ia o meu mundo...

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Choveu prata

Um poeta pode escolher entre voar como um anjo ou ficar nos pormenores à espreita como um demónio.

Não duvido quando estamos perto.
Duvido na ausência.
Mas que importância pode ter a tua ausência senão aquela que eu lhe der?
Eu sou crente nos momentos e em nada mais que os momentos que se tem.
A tua ausência não me causa saudade, mas estranheza. Sei sempre que te volto a encontrar. Nunca chegas a partir. Mas também nunca chegas a voltar. Não tivémos um encontro. Não nos chegámos a desencontrar.
Acho que é por isso que não se consegue definir nada entre nós. Não que isso nos importe. A nenhum de nós.
Apenas a estranheza de cada momento, de cada telefonema... Até nas mensagens se nota... Por vezes telegráficas, outras surpreendentes. Gosto de receber ambas.
Não espero definição. Há "coisas" que não sofrem definição, só podem ser sentidas, vividas. Como a chuva de prata que cai...

quarta-feira, 14 de junho de 2006

my letter

Escrevi-te ontem... novamente.
Sei que fico sem resposta. Amontoam-se as minhas cartas não respondidas por ti.

Se pensar sem que os meus sentimentos interfiram talvez consiga perceber porquê. Mas não quero. Nada te pergunto que não possas responder. Só quero saber de ti. Nada te peço. Entre nós nada mais haverá. Sei isso. Sinto isso.
Custa escrever uma linha para dizer "Estou bem".
Será assim tão estranho que aceite que o que nos unia acabou, mas não aceite a tua distância fria que se torna cruel.
Nada espero de ti, a não ser a minha carta.

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Página Solta

Podem os momentos de magia dar à ilusão mais do que ela é?
Cada página escrita é um compromisso?
Pode ser memória?
Pode ser sonho ou futuro?
Um presente que se vive a cada dia?

quarta-feira, 7 de junho de 2006

A Laranja Mecânica *

Um ser humano, por definição, é dotado de livre-arbítrio.
Pode escolher entre o bem e o mal.
Se só puder realizar o bem ou só o mal, então é um objecto mecânico – tem a aparência de um organismo adorável com cor mas de facto é um brinquedo mecânico, controlado por Deus ou pelo Diabo.
É inumano ser totalmente bom ou ser totalmente mau.
O importante é a escolha moral.
O Mal tem de coexistir com o Bem, de modo a que a escolha moral possa operar.
A vida é sustentada pela oposição.
É possível que o mal seja mais atraente – diz-se que devastar é mais fácil do que criar.

Mas o que aconteceria se as pessoas fossem forçadas a ser boas?

O dom humano básico do livre arbítrio não deve ser negado.
O mal, ou o mero errado, produtos da livre vontade devem ser punidos para que se viva em sociedade, mas a faculdade em si não pode ser afastada.
O homem foi unido por Deus, embora tenha levado algum tempo.
O que Deus uniu, embora seja uma “unidade profana” do cérebro humano, o homem não separe.

A bondade é uma opção.

* Anthony Burgess

segunda-feira, 5 de junho de 2006

Sms

- Good morning! Amanhecer na praia só seria melhor se estivesses aqui comigo!
- Enganaste-te a enviar msg. Verifica o n.º.
- Não foi engano. Queria mesmo que tu estivesses aqui.
- Não acredito. Não voltes a responder. Se me quisesses, não tinhas ido embora.

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Vida

Começa por milagre. É dádiva dos Céus!
Custa-me sempre que vejo alguém desperdiçá-la. Dói-me quando alguém tenta ou sequer pensa em terminá-la. Sou amante da Natureza. E Natureza é Vida!
Não consigo entender os que se perdem, fartam e desistem. Eu acredito que sempre é tempo de mudar. Sempre é tempo de começar de novo. Talvez seja idealismo...
Mas quando se recusam ou não se reconhecem força para mudar, acho que o fazem por comodismo ou cobardia. Porque arriscar implica sempre poder perder. Mas nestes casos, perder o quê? Bens? Posição? Vidas de que não se gosta?
Vale a pena perdermos-nos a nós?
Ficar conformados com uma vida que não se quer, em vez de a tentar mudar?
Na Natureza o mais pequeno animal dispõe-se a lutar e até morrer pelo seu espaço. É o instinto de sobrevivência.
Nós, muitos de nós, ao primeiro sinal de ameaça, de perigo, mudamos o rumo. É mais fácil do que lutar e arriscar. Será?
É mais fácil viver uma vida que não se quer?
É mais fácil desistir?

Como se pode chegar tão fundo nas trevas que impeçam de ver uma única luz que justifique viver?
Como é possível que as trevas ceguem ao ponto de não nos vermos?
De não percebermos que a luz que mais brilha é a nossa?
Como se pode estar disposto a morrer?
Quando se tem saúde, a vida pela frente e tudo para se poder mudar.
Eu não entendo.

A cada momento de fraqueza, o espírito vacila. Sempre que nos reerguemos, o espírito fica mais forte.
Quem não caiu já várias vezes? E se voltou a levantar? Como pode cansar-se de cair, de lutar? Se sabe que sempre se levantou. Sempre venceu.

Percebo o desespero. Percebo a frustração. Percebo o cansaço. Percebo a fraqueza. Não percebo a vontade de morrer!

Todos temos sonhos irrealizáveis. Todos temos sonhos que sabemos não conseguir concretizar.
Mas a Vida é dádiva! Todos os esforços para A viver não são demais. Não há limite para a defesa da Vida. Como pode em alguém não prevalecer o instinto de sobrevivência? Como não brota a vontade de se agarrarem à Vida com unhas e dentes?

Ninguém tem uma vida perfeita. Se assim fosse, nada havia por que lutar. Nada daria a sensação de ganhar, de conseguir, de melhorar.
Vida é Evolução, é Luta, é Amor. O Amor primeiro a nós próprios.
O orgulho em ser.
O orgulho em viver.

Como queria que pudesses estar aqui. Para dizeres todas as palavras que eu não consigo.
Tu que sempre soubeste as belas palavras que mudam rumos.
E são essas que agora preciso para que pudesse ver como brilha, como ilumina a vida que quem a ama.
Para que não estivesse disposta a apagar essa luz...

Tentativa

Tentei... Juro que tentei esquecer-te com todas as forças que julguei ter. Até tentei camuflar o que sentia. Seria tão mais fácil. É dura a realidade de não te ter. Teres partido foi uma crueldade que não superei. Teres voltado, foi imperdoável. Sabias que ias voltar a partir. Entre as partidas e os regressos eu fico assim, borboleta ferida que não consegue voar.

terça-feira, 30 de maio de 2006

one wish

...pudesse o perfume das orquídeas fazer-te ausente na minha pele e eu transformaria o meu corpo num jardim...

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Piropos

Sou contra, em regra.
Mas não há regra sem excepção! E hoje é o caso.
Talvez porque está um dia lindo. Talvez porque se tenha notado a minha tendência para postar letras de músicas. Talvez porque também se tenha tornado um hábito. (Estas hipóteses não serão o caso!). Enfim, não sei porquê!
Sorri, quando ao passar pelo centro comercial aqui perto fui brindada por um excerto da inesquecível Garota de Ipanema de Vinicius de Moraes.
Que mulher não recorda os tempos em que as serenatas eram um hábito dos apaixonados!
Que mulher não gostaria de ser presenteada assim? (Eu gostei muito da única que me ofereceram.)
Mas, assim, hoje justifica-se mais uma letra:


Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça
É ela a menina que vem e que passa
Num doce balanço, caminho do mar
Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
Ah, por que estou tão sozinho?
Ah, por que tudo é tão triste?
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha
Ah, se ela soubesse que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo por causa do amor

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Leve Beijo Triste*

Como é bom poder ver o sol e o céu e sentir a agitação de uma cidade!
Ao levantar-me todos os dias dar graças, por estar viva, por sentir, por saber, pura e simplesmente por poder viver.
Sentir finalmente a paz em meu redor e saber que não estou só, pois Tu estás aqui comigo, És o Milagre que renasce cada dia com o nascer do sol e o acordar da vida.
Sinto que estou só, penso em Ti e sei de um saber que vem de mim, que não estou só, vejo que Estás e Estarás sempre comigo.
Vejo o mar azul, imóvel aos meus olhos.
Felicidade sublime, os mais simples dons da natureza para nós, para mim que quando sinto a fraqueza ou a solidão a aproximar-se, busco no sol, no céu e no mar que são Teus a força para me reanimar, sentir a força, o vigor, o sangue como seiva a correr, a dançar em mim.


Procuro... ainda procuro, talvez um novo rumo... não sei qual... mas sei que ainda procuro... além de Ti... além da natureza... como o sol, o céu, o mar... Tudo aquilo que me acalma e me renova, me fortalece e me purifica... enfim, tudo aquilo que Tu sabes me faz Ser como Sou...


Teimoso subi
Ao cimo de mim
E no alto rasgei
As voltas que dei
Sombra de mil sóis em glória
Cobrem todo o vale ao fundo
Dorme meu pequeno mundo
Como um barco vazio
P'las margens do rio
Desce o denso véu lilás
Desce em silêncio e paz
Manso e macio
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
Não fales calei
Assim fiquei
Sombra de mil sóis cansados
Crescendo como dedos finos
A embalar nossos destinos
Deixa que te leve
assim tão leve
Leve e que te beije meu anjo triste
Deixo-te o meu canto canção tão breve
Brando como tu amor pediste
*Paulo Gonzo

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Memories

All that reminds me of you...

I remember the day I’ve met you
a smoke passing between
nothing more
nothing less
that moment was true

I fell in love
not with me
not with you
with that shade
with that light
our future seemed blue

then the time passed by

I never said “Hi”
everything was forgotten

I went through my feelings
over and over again

and so it ends…

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Devil unleashed...

Sou crente.
Acho por bem começar assim. Tem dias que acredito em Deus, outros, em Deuses, mas sempre acredito num poder superior.
Ontem o dia e a noite foram atribulados. Foram atribulados para mim e para mais pessoas da minha família. Nada de ruim acontece a quem não merece (ouvi dizer). Não é verdade. Ontem, acredito que o diabo andou à solta. Segundo me contaram, isso acontece numa noite em Agosto, na véspera do dia de S. Bartolomeu. Mas não é assim. Ontem andou à solta e fez estragos irreparáveis na minha família. Podia não partilhar isto com ninguém. Ou podia fazer o que estou a fazer e partilhá-lo com quem me lê. Faço-o porque hoje cada vez que o telefone toca me assusto. Cada notícia é pior que a outra e já não quero mais ouvir o telefone tocar. Faço-o porque sempre achei que quando uma coisa acontece, podia ter acontecido pior, mas ontem aconteceu. Aconteceu o pior. Mas a cada um que aconteceu o pior que podia acontecer, dadas as circunstâncias, aconteceu também a dádiva. Ao lado que cada um que caiu, esteve alguém para ajudar a levantar. Esteve um anjo. Alguém capaz de salvar e mostrar o caminho. E afinal, percebe-se que não aconteceu o pior que podia ter acontecido. Tudo pode ser remediado. As feridas que ficaram vão poder ser curadas.
E porque sou crente, peço, não evitar cair, porque a isso também se chama vida, mas peço que sempre que cair ou melhor sempre que alguém cair, que apareça ao lado um anjo que ajude a levantar!

segunda-feira, 15 de maio de 2006

quinta-feira, 11 de maio de 2006

May rain

Life is not always what it seems...
Hoje o sol brilha forte, mas para mim parece estar a chover e o frio que sinto, o sol não pode aquecer...
Há preços altos demais para serem pagos pelo orgulho, preferia não ter dito o que disse, preferia não ter feito o que fiz.
A mania incessante de decidir unilateralmente uma vida... Quando o erro não pode ser reparado, mais vale deixar de o encarar como um erro e pensar que foi uma escolha que se fez, pelos dados que na altura se teve. Mesmo quando se olha e reavalia essa escolha e os motivos parecem pequenos... Paga-se o preço pelo sangue quente e reacções à flor da pele. Aceita-se o caminho que se escolhe. O caminho que a razão escolheu e espera-se a conformação do coração.

*Só p'ra dizer que te amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
Só p'ra dizer que te ámo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
E até o momento em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
P'ra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto.*


*Problema de expressão - Clã

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Toalha azul

Uma toalha azul...
o corpo semi - descoberto
uma luz
iluminava o corpo descoberto
e nesse momento sentir
o amor
como no primeiro momento...

Parece um sonho
a lembrança que se guarda
o sonho
a toalha azul...

Não se consegue expressar
o amor
a vontade de ficar
acender um fogo
que não se consegue apagar
a ânsia de ficar
não se sabe escrever...
Em tudo o que se faz
em tudo o que se diz
em tudo o que se pensa
em tudo o que se sente
um estar no outro
sentir-se na pele
a pertença
algo que custa controlar

Sentir-se viver
só por ver
sentir-se sorrir
só por ouvir
sentir-se brilhar
só por tocar
sentir-se voar
só por amar

domingo, 7 de maio de 2006

Goose bumps

Arrepio que sente desde a nuca, sorriso que estremece o olhar...


I could say I love you every three seconds... I love you ever since that first moment our eyes met... But when it comes down to it nothing seems to work.
It's time to face it. Just love is not enough...

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Insanidade

É loucura, certamente, este querer insano que se apodera a cada momento de fraqueza. É absurda, definitivamente, esta vontade de te rever, que me leva a buscar o teu rosto. Busco cada traço, cada ponto luz do teu sorriso e recordo o que não mais quero viver. O teu olhar mantém-se frio e distante, mas ainda vejo o que vi há tanto tempo. O que eu não queria mais ver. Ainda te reconhecer cada traço, cada gesto, reconhecer-te no meio da multidão e pressentir-te. Ouvir um único som e saber que és tu. O que mais me dói é ainda saber-te de cor.


Sei-te de cor*

sei de cor
cada traço do teu rosto, do teu olhar
cada sombra da tua voz e cada silêncio,
cada gesto que tu faças,
meu amor sei-te de cor

sei cada capricho teu e o que não dizes
ou preferes calar, deixa-me adivinhar
não digas que o louco sou eu
se for tanto melhor
amor sei-te de cor

sei porque becos te escondes,
sei ao pormenor o teu melhor e o pior
sei de ti mais do que queria
numa palavra diria
sei-te de cor

sei cada capricho teu e o que não dizes
ou preferes calar deixa-me adivinhar
não digas que o louco sou eu
se for tanto melhor
amor sei-te de cor

sei de cor cada traço do teu rosto, do teu olhar
cada sombra da tua voz e cada silêncio,
cada gesto que tu faças
meu amor sei-te de cor


*Paulo Gonzo

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Temos Boneca!

Graças aos bons ofícios da mafaldinha também fui visitar o Southpark Studio.
Para quem goste, não só é viciante como diversão garantida!
E claro que aproveitei para fazer a minha bonequinha!



Digam lá que não está o máximo?! (a minha modéstia foi ali dar uma volta à praia, mas depois ela volta!)

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Brotoeja

As pessoas... cada uma é diferente da outra. Cada uma tem as suas características, sejam vistas como qualidades ou defeitos!
Há características que, no entanto, me incomodam! Normalmente, andam associadas àquelas pessoas "boazinhas"! Sabem do que falo?! Refiro-me a pessoas que estão sempre bem dispostas e sempre disponíveis, não tem um único dia de mau humor: são as que tratam os outros sempre por um qualquer diminutivo ou termo carinhoso, mal acabam de as conhecer! O timbre de voz é característico:um adocicado enjoativo.
Pode ser culpa do meu mau feitio, mas há pessoas cuja presença se torna insuportável! Prefiro pessoas que tenham dias bons e dias maus! Que saibam abrir o sorriso e franzir a testa! Gosto de pessoas que sejam humanas!!!


Foi apenas uma desabafo de uma semana que, com apenas três dias, se tornou longa demais!

quarta-feira, 26 de abril de 2006

Sem assunto

É difícil escrever quando as mãos não querem.
Como habitualmente, sento-me, olho para o écrã em branco e fico à espera de uma ideia para escrever.
Surgem umas quantas, as indizíveis. Surgem outras, as inexplicáveis.
De repente percebi que hoje se torna complicado escrever. Não percebo porquê. Mas o facto é que é difícil. Quero contornar os pensamentos, desviar-me dos sentimentos e só escrever. E é isso que não estou a conseguir fazer. Enquanto escrevo, o pensamento lateja ao ritmo do pulsar do coração. E não páro de pensar. Estas palavras saiem pelas pontas dos dedos sem que me aperceba. Como aliás, quase tudo hoje, funciona mecanicamente. Despertador tocou. Acordei e levantei-me. Os preparativos da manhã foram sincronizados com o relógio. Tic Tac. Saí de casa e o dia já tinha começado...
Continua complicado escrever.

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Divulgar

Seguindo a corrente que me foi apresentada pela mar...

Eu escolho divulgar a Ajuda de Berço.
Pode ser frase feita, mas as crianças são mesmo o futuro.



A Ajuda de Berço foi fundada em 1998.
Tem como função acolher crianças dos 0 aos 3 anos, necessitadas de protecção urgente, face a situações que as coloquem em risco.
A Ajuda de Berço promove, defende e dignifica a vida humana.
Apoia mulheres grávidas sem condições e os filhos delas nascidos; acolhe e encaminha crianças entre os 0 e os 3 anos de idade que não possam viver com os pais ou familiares.
A Ajuda de Berço está aberta todos os dias da semana, 24h por dia, durante quase todo o ano, para que o acolhimento contínuo das crianças seja possível.

Todos podemos ajudar.

Passo este desafio, sem qualquer obrigação (como é óbvio), à Jessica & Mafaldinha, à Cakau e à Moriana.

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Friends

Acho que todos temos amigos e Amigos. Pelos menos, eu sei que tenho. Tenho Amigos que considero Família. Não importa a distância. Não importam os caminhos. Mas estão sempre lá, quando precisamos de um ombro ou mesmo quando não precisamos. Os Amigos estão lá e estão cá. Marcam o espaço deles no coração e é onde ficam.

That's what friends are for. For everything and to keep in the heart.

terça-feira, 18 de abril de 2006

Masterpiece

o teu rosto
cada traço foi inspiradamente delineado
cada sinal destinado a marcar-te
a cor dos teus olhos subiu do mar
o sorriso desceu do Sol
a terra deu-te a cor
a Lua faz-te brilhar

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Carta de 3 dias (II)

O regresso sem ti não teve o mesmo encanto.
Pensei que iria ter mais saudades. Estranhei não ter. No entanto, pelo caminho sei que te vi, sem te ver.
Não tive coragem de ir aos lugares que são nossos. Não te quis chamar.
Foram três dias sem descanso, felizmente, não tive tempo para parar.
Não tive tempo para pensar. É difícil estar sem falar. Tive que recorrer a muitos artifícios para não sentir.
Custa o motivo da tua ausência. Senti saudades de te ouvir na serra.
Confesso não te amo.
Confesso é uma carta de saudade.
Confesso é uma carta de esperança.
Não sei se te quero voltar a amar. Mas sei que te voltar a ouvir. Quero voltar a ver-te. Quero voltar a dançar.

terça-feira, 11 de abril de 2006

Anjo?

Jogas um jogo perigoso. Moves-te sempre uma jogada à frente. É difícil acompanhar as tuas regras. Nem todos querem brincar. Traçaste um objectivo impossível. Inantingível para muitos, mas tu crês ser possível. Já te perdeste. Voltaste ao caminho. A cada estrada perdida, aprendes. Já te voltaste a perder. Quiseste voltar a errar. Deixaste o caminho. Caminhas ao lado do trilho que a vida te ofereceu. Podias ter o caminho a direito. Negaste-o. Preferes jogar. Hás-de voltar ao caminho. Ou não. Queres os obstáculos que não previste. Queres os erros que sabes não poder cometer. Caminhas no limite porque crês não cair. A vida não te traçou a linha. Ou não deixas que ela te limite. O caminho não é nada. Não há um rumo definido. A vida não te define. Molda-te. Ou moldas-te de acordo com a linha que vais seguir. Ouves os outros. Não escutas o que te dizem. Sabes a rota que segues por instinto, no impulso decides onde mudar. Hás-de voltar ao caminho. Ou não. Esse é o teu caminho.

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Running forward

Hoje o passado é um lugar estranho.
Não quero voltar.
Não consigo sequer olhar.

Estranho.

Não voltei mais.
Não olhei mais.
E o passado ficou onde devia ficar.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

In my soul

I do

ausente
o teu corpo no meu
premente
o beijo que não demos
ardente
o nosso calor
insolente
o nosso amor

I sttil feel you I still miss you I still belong to you

terça-feira, 4 de abril de 2006

Dilema

Quero mas não posso?
Não deveria ser assim…
Noite confusa…
Dia estranho…
não consigo voltar a sonhar…
Eu tentei…
Deixei de tentar…
Seria tudo bem melhor
Qual sonho
ou pesadelo…
o certo pelo incerto
a calma pelo desatino…
Prefiro o fogo
loucura
sombra que me persegue…
Não quero esperar
Não quero sonhar
A perfeição não me satisfaz…
Sentir o calor do fogo
que me faz viver
a cor do sangue
Amor, dor, paixão
De outra forma não...

sexta-feira, 31 de março de 2006

An old friend, D.

E quando só um sorriso ilumina o cinzento e essa luz se vê através de uma só imagem?

quinta-feira, 30 de março de 2006

Um só momento*

(revisitado)

Um só momento...
um olhar
para flutuar
e sentir
ali
o olhar profundo
nu até à alma
que te faz perder
a razão
a calma
a verdade
a mentira
e nada importa
apenas o olhar
ali
em ti
e sente-se
o coração a palpitar
a voar!
Só tu podes saber
se te deixas viver
aquele olhar
nu em ti
ali
e tudo isto
o teu pensamento
num só momento...


*original publicado em 16.02.2005

domingo, 26 de março de 2006

Enter the demon

Apareces do caminho da sombra. Sussuras-me nos momentos de fraqueza... Sei que tu estarás sempre perto de mim... A cada passo, a cada escolha, espreitas por entre os caminhos, não posso não deixar de te ouvir. Felizmente, não és o meu eu, mas fazes parte de mim... Ouço-te sempre com a mesma atenção. Sempre que queres falar. Essa voz quente que me sopra dentro do ouvido. Conheço-te. Percebi-te desde a primeira vez que te ouvi. Manifestaste-te e eu nem queria acreditar... Só ouvia sempre uma voz amena... Até esse dia chegar. Chegaste e ficaste, mesmo ao lado... E agora, sempre que a oportunidade se apresenta, sais do teu cantinho sombrio e mostras-me essa tua melodia que já reconheço... Por vezes, sigo-te... Outras não.

sexta-feira, 24 de março de 2006

Teatral

É enfadonho esperar.
A ante-câmara não enerva, adormece o espírito.
O palco é ao passar a cortina.
Onde as mentiras ou verdades veladas se dizem. Não há volta a dar. Antes da cena, cuidadosamente, preparada, chamam as personagens que vão actuar.
Trajes negros, pregas e folhos.
Puro teatro.
As falas são falsamente decoradas.

quarta-feira, 22 de março de 2006

Carta

Podia começar por te falar do passado, do teu, do meu, do nosso, o único que importa... Mas nem sei por onde começar.
Podia, talvez, dizer-te o que não disse... Mas todas as palavras que ficaram por dizer, tiveram o seu motivo, continuam sem querer ser ditas.
Podia falar-te do reencontro, aquele que não há... Os caminhos cruzam-se e entrecruzam-se sem se encontrarem.
Também te podia falar do tempo... Mas isso seria quase ofensivo entre nós.
Contemplo o mar enquanto te escrevo, a nossa paixão, lembras-te? Eu lembro.
Podia falar da saudade, a que deixei de sentir no regresso... Mas não a do mar.
O que também não faz sentido.
Porque te estou, então, a escrever?
Não procuro um sentido, não procuro um sentimento.
O mar avermelha, relembro a nossa praia.
Tolice. Talvez.
Foi aquele mar nosso, o que nos uniu que nos separou. A nossa praia.
Afinal percebo que nada tenho para te dizer...

terça-feira, 21 de março de 2006

sábado, 18 de março de 2006

Ao espelho...

Se quiseres saber de mim, não me procures num espelho.
Olhas sem me quereres ver. Não desvies o olhar, encara-me. Olha bem fundo no espelho, perscruta-me até à alma e encontra-me.
Olha-me.
Conhece-te.
E passo, assim, tempo a descobrir-me, sempre um pouco mais.

segunda-feira, 13 de março de 2006

Publicidade "Egostitucional"

Por motivos de ordem viral (na Sophia, não no Egos) este (o Egos) ficará, até nova ordem, em suspenso.

Pedimos desculpa pela interrupção,
o Egos seguirá dento de momentos.

sexta-feira, 10 de março de 2006

Just remembering...

Descobriu no fundo do baú tantas fotos...
Aquelas que se tinha recusado a rasgar.
As daquela semana louca em que teimou ficar.
Os dias, todos de céu azul.
Sempre perto do mar.
A praia branca.
Onde ousaram sonhar.
Correram um para o outro.
Como se não houvesse um amanhã.
Nem viram a paixão chegar.
Como maré cheia que iria voltar.
Todas as noites foram sem sono.
Todas elas de profundo luar.
As estrelas, tinham-nas os dois no olhar.

quinta-feira, 9 de março de 2006

In your arms...

Corria sem parar, não conseguia encontrar a saída daquele labirinto sufocante e sobrio, com imagens e criaturas assustadoras... A aflição não parava e eu corria. A cada nova direcção, um muro. Voltava atrás. Já não conseguia parar de correr. Regressei ao início. O desespero tomava conta de mim...
Gritei, um grito mudo preso na garganta!

Shh! Está tudo bem... Foi só um pesadelo... Estou aqui! Dizias sussurando calma enquanto o teu abraço me segurava.

Adormeci...

quarta-feira, 8 de março de 2006

Só porque é Hoje.

Podia escrever sobre a necessidade que há pelo mundo fora de suprir desigualdades, falar das condições de vida sub-humanas a que muitas mulheres são sujeitas.
Podia apresentar estatísticas sobre as desigualdades de oportunidades de acesso ao emprego ou sobre as diferenças salariais...
Tal como o ano passado, desejo o dia em que este dia não faça sentido!
Para mim o dia das Mulheres é todos os dias. Porque acordam para a vida determinadas, as lutadoras, as pacíficas, as vencedoras, as que não desistem, as que desistem, as que sorriem, as que choram. Hoje é apenas mais um dia...
Mas porque Hoje todas as Mulheres devem ser especialmente mimadas, este texto é também para os homens. Não se esqueçam que devem a vida a UmA, têm AmigAs, NamoradA, Mulher, Hoje não se esqueçam das Mulheres da vossa vida e enviem-lhes, nem que seja um sorriso, para lhes lembrarem o quanto são especiais!
Às vezes as Mulheres esquece-se do quanto são especiais!

terça-feira, 7 de março de 2006

Timing is a bitch...

My friend:
O tempo não perdoa.
Passa a trespassar a vida das pessoas.

Ele mandou mensagem com convite.
Ela respondeu sem responder ao convite.
Ele não respondeu.
Ela quer mandar mensagem sem convite à espera de convite.

Tudo na vida tem um tempo certo, mesmo quando não se percebe porquê, para acontecer.

Ela deve mandar mensagem com convite.

Se o tempo for o certo ele irá responder e aceitar ou não aceitar. Mas o tempo pode ter sido demasiado, ou ainda ser de menos, mas sem enviar a mensagem ela não vai saber. Qualquer resultado será melhor que a incerteza!

segunda-feira, 6 de março de 2006

sexta-feira, 3 de março de 2006

Um dia cinzento de chuva



A chuva continua a cair
neste Inverno da vida
...
Sinto-te perto de mim
...
Sei que é por pouco tempo
mas
custa ver-te partir
...
não vou chorar o teu chão
mas
Não partas
não me deixes sozinha

quarta-feira, 1 de março de 2006

Perdidos



Perco-me
nesse teu olhar
profundo
...
que gosto se demore em mim
olha-me outra vez
como se fosse a primeira
revela-te
descobre-me
...
vamos ficar os dois
...
nesta pausa do tempo

domingo, 26 de fevereiro de 2006

My perfect

Respondendo à "provocação" da mafaldinha:


fotos daqui

Nascido a 3 de Novembro de 1982, senhor de um talento admirável, Evgeni Plushenko é o "Medalha de Ouro" do Jogos Olímpicos de Inverno de "Torino 2006" na modalidade masculina de patinagem artística.
Sim, também é o meu patinador favorito!
É um patinador versátil e inovador. Foi o primeiro patinador a conseguir saltos quádrupulos e faz da sua imagem de marca a combinação "quádruplo toe - triplo loop - duplo toe" e a "Biellmann spin".
O meu programa preferido é "Godfather"!
Desde os mundiais de 2004 que acumula primeiros lugares.
Para mim, é o Plushenko que define a perfeição no gelo!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

Sonho triste

Hoje acordei triste.
Percebi que ainda te amo
e não o posso mudar…
És agora nada mais
que um sonho
um dos devaneios
não te posso amar
se não sofrer…
Voltarei a apaixonar-me
continuar a viver
sei que não é o mesmo…
Se te disser adeus
se te fechar em mim
será que é o fim?
Guardo-te dentro de mim
um tesouro que senti
um amor paixão
tudo que sonhei
metade de mim?
metade de ti?
um tudo de céu
dos sonhos do paraíso
inferno em que caí
dor maldita que senti.
Não te consigo matar em mim
não sei deixar…
não posso parar…
Continuo triste

ainda te amo

Estou triste por te amar.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Numa praia do outro lado do mar...

“Olharam-se nos olhos por instantes, mas ficou tudo no fugitivo raio de luz entre duas pessoas que se tocam com o olhar, pressentem um leve tremor nos respectivos campos magnéticos e cada um segue o seu caminho. As premonições nem sempre se cumprem.” *

E assim aconteceu... fiquei com os pensamentos desalinhados... a vida na Lua.... Tudo passou com o tempo... esquecimento... não sentido... e tudo porque se constata um sentimento que não há...

Não te quero recordar...

*Desconheço o autor.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Dear diary: (II)

Estou cansada...
É complicado começar mais uma semana, em que o cansaço já se instalou, mas é um cansaço tão multiforme que nem o saberia explicar.
Fiquei nostálgica...
Há uns tempos que consegui reconstruir o meu mundo em cima de cinzas e dor. Não pretendo deixar que se reavivem chamas de um incêndio que me queimou. Já ardeu o que tinha a arder…
Hoje apetece-me viver o presente, que também contemplo, sem esquecer o passado, que me ensinou, e já com saudades do futuro…
Desapareceram fogueiras que me aqueciam a alma… só restou o fogo que, por vezes, me magoa por me sentir incapaz de viver de outra maneira…
Gosto demasiado do tumulto para ansiar pela tranquilidade. Às vezes, torna-se difícil viver assim... Mas, se tenho dias em que me proponho mudar, logo penso que não é possível. Há coisas que são como uma árvore que se enraiza e crava as suas raízes tão fundo que se torna impossível de arrancar. Cresce forte em direcção ao céu.
Às vezes penso se não conseguiria viver de outra forma?
E perco, aliás, disponho tempo, bastante tempo a pensar neste assunto, penso até ficar exausta e percebo que mesmo que conseguisse mudar, deixaria de ser eu.
Não, não quero mudar.

Kisses and see you next time!

domingo, 19 de fevereiro de 2006

What makes your heart beat?

Este sim. Acertou em cheio!

(Não estou viciada em testes, este foi o segundo e último.)


HASH(0x8f308dc)



Music makes your heartbeat.
Music has been discribed as the voice of souls and you live by that.
You would rather be in lost in music than anywhere else.
You love the way how the loud drums at a concert can urge your heart in to rythme all it's own.
To love music is to love life.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

What does your soul contain?

Eu nem sou muito de colocar testes, mas este pareceu-me engraçado e original!
Além disso tem poucas perguntas!!!

HASH(0x9001acc)

Your soul contains Happiness. You are bright and fun loving inside and out!
Being bubbly and full of life draws people to you.
You have good friends and people find it hard to dislike you.


What does your soul contain? (lots of pics and lots of outcomes)
brought to you by Quizilla

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Amor adolescente (parte II)

Cinco anos passaram a correr...
Mais uma tarde de Sábado na nossa muralha. Um Sol radiante.
Cheguei mais cedo. O Pedro também. O meu primo ia chegar atrasado. O outro amigo não ia aparecer.
A conversa começou naturalmente.
Eu já não era a menina.
Os olhos verdes demoraram-se em mim. Eu gostei e disse.
Ele reparou em mim.
O momento que desejei vezes sem fim desde aquela primeira tarde.
A partir daquela tarde, para ele já não era a mascote, a menina.
Foi destino chegada do meu amor adolescente.
As tardes de Sábado continuaram, mas eu tinha o meu amor adolescente correspondido.
Tudo o que tem princípio tem fim. O meu amor também teve. Naturalmente.
Foi um desejo realizado.
Aprendi a verdade, a minha verdade.
Os encontros acontecem. Não esperei, não presumi, vivi.
Bastava-me ser a mascote, a menina. Fazer parte daquelas tardes de Sábado fazia-me feliz. O Pedro soube isso. Nunca me fez promessas. Nunca me mentiu. E isso fez-me feliz.
Foi isso que eu aprendi. A não esperar, não presumir, não mentir, não fazer promessas, apenas viver.
O Pedro era uma rocha inabalável, de convicções, sentia o que sentia e não mudou pelos outros. Magoou pessoas, sem dúvida, as que esperaram dele uma entrega impossível. Magooei pessoas. As que esperaram o mesmo de mim.

O amor adolescente, o universo daquele trio moldou-me, criou-me à imagem deles. Hoje sou um deles.
O amigo ainda hoje, quando me encontra, o diz. Sabe como sou. Chama-me menina e diz que a culpa foi deles. Não, não foi.
Eu entreguei-me àquela educação. Fui aluna voluntária.
Tornei-me no que sou. Rocha.
Não esperem de mim mais do que aquilo que sou.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Amor adolescente (parte I)

Foi numa tarde de Sábado.
A primeira vez que vi o Pedro, tinha pouco mais de 12 anos. Foi amor instantâneo. Achei-o lindo.
Vinha com o meu primo e outro amigo. Eram um trio fantástico.
Os rapazes mais giros do bairro.
Eu era apenas uma criança. A menina, como eles me chamaram. Adoptaram-me a partir daquela tarde em que foram forçados a tomar conta de mim. O único obrigado foi o meu primo, os outros ficaram por solidariedade.
Comportaram-se quase como se eu não estivesse ali. Estivémos a jogar a tarde toda, mas eles falavam como se eu fosse invisível.
A partir daquela tarde começou a minha educação no universo masculino. Absorvia cada palavra e adorava o Pedro.
Tornei-me a mascote do trio fantástico. A cúmplice perfeita das partidas e algumas maldades. Daquelas que só os rapazes de 17 anos são capazes de fazer. Fui mãe, namorada, irmã, vezes sem conta por telefone. Sempre a pedido e com discurso ensaiado. Escrito, por vezes.
Eram incorrigíveis e cruéis nas apostas e nas coisas que me ensinaram a dizer. Através de mim causaram lágrimas e mágoas adolescentes.
Comigo eram perfeitos. Eu era a menina.
O tempo foi passando. As tardes de Sábado.
Eles cresciam e aperfeiçoavam os truques. Eu crescia e aprendia.
E sempre aceitei dizer o que me pediam. O que eu queria era estar perto do Pedro.
Passei a gostar de filmes de acção, de futebol, de skate, de motas... Todos os motivos eram bons para passar as tardes de Sábado, as tardes que eles se destinavam e me destinavam também.
Ensinaram-me a mentir convincentemente e a detectar mentiras e histórias feitas.
Eu era quase um deles, mas continuava a ser a menina.
E eu continuava a idolatrar o Pedro. Para mim as suas imperfeições eram perfeitas.
E o tempo foi passando.
As tardes de Sábado eram perfeitas.
Conhecia-os melhor que ninguém. Era a cúmplice. A amiga.
Do Pedro queria mais. Queria o meu amor adolescente...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Valentine's Day

Aproxima-se o dia em que
nenhuma laranja estará completa sem a sua metade,
todas as almas nasceram gémeas
o amor jura-se eterno...
E para aqueles que são meia laranja
a alma é filha única
e o amor não foi eterno
é mais um dia...
Haverá os nostálgicos
que sentem falta de uma metade
(nem que seja de um limão)
os esperançados
mal podem esperar
querem voltar a ser laranja inteira
os mais desprendidos
que reconhecem mais um dia
este ano estão sós
já estiveram acompanhados
voltarão a estar
os pragmáticos
são laranjas inteiras
as almas nasceram sós
gostam de estar acompanhados
se não estão
não estão
e olham com graça para as montras enfeitadas com corações e afins, o esforço que têm para puxar pela imaginação, presente simbólico, lembrança eterna...
Mas é sempre mais um dia, celebre-se ou não,
esteja-se só ou acompanhado...

Receita para o dia dos namorados:

Para Lá do Bom

Ingredientes:
1 embalagem de palitos la reine
1 lata de leite condensado
1 medida da lata de leite condensado de leite
4 ovos
1 pacote de pudim de chocolate
1 pacote de natas
Chocolate granulado para enfeitar

Coloca num tacho o leite condensado as gemas e a medida do leite, sem parar de mexer e sem ferver, para os ovos não coalharem, deixa engrossar.
Num outro tacho, faz o pudim de chocolate conforme indicações da embalagem.
Cobre generosamente cada palito la reine com o pudim e alinha-os num pirex.
Deita por cima dos palitos já cobertos o preparado de leite condensado
Bate as natas e deita por cima do preparado do leite condensado, assim ficarão 3 camadas (palitos, leite condensado e natas).

Enfeita com chocolate granulado e leva ao frigorifico até ao momento de servir.

sábado, 11 de fevereiro de 2006

Strangers...

How often we meet... a stranger in our path.
Who may he be... It's up to us to find out.

Todos os dias nos cruzamos com centenas de pessoas.
Conhecê-las ou não?
Deixar que façam parte do nosso caminho?
É tão mais cómodo, não!
A pacatez e o quotidiano regular a que nos habituamos restringem-nos? Limitam-nos?
O medo de descobrir...
Há sempre um receio latente de deixar alguém entrar. É tão mais fácil fechar a porta.
Dizer bom dia a um desconhecido é abrir uma porta, um novo caminho.
Segui-lo ou não.
Tomar outra estrada.
A curiosidade.
A que fomenta a aventura, o querer mais.
Mas as regras?
Que se danem.
Há dias em que temos que ser nós.
Só nós.
Não agrilhoados.
Livres e sinceros.
Agir sem pensar...
As consequências?
Mal necessário a quem age por impulso.
Quem és tu?
Eu não sou ninguém... Serei escravo desta vida que me teve, filho da sociedade que me pariu.
Não.
Liberdade não acorrentada.
Vida apaixonada por cada momento. Triste ou feliz. Um instante é quanto basta para nascer, morrer, chorar, sorrir, sofrer, amar... Tudo e tanta coisa que o instante traz.
A stranger is just a point of view.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Será...

Será que sabes que sonho acordada?
Sonho com os momentos que tivémos...
Com os que sei que viremos a ter...
Se é que os viremos a ter...
Reticências definem-nos.
Expressam a distância
as incertezas
e expressam tudo aquilo que não te digo.
Não expressam o que sinto.
Tremo quando te vejo.
Tremer...
Sintoma característico.
Sinto saudades das madrugadas.
As nossas.
Das nossas batalhas.
Do frio.
Da espuma.
Do calor da manhã.
Das aldeias que gosto de crer existem só para nós.
Novamente, os momentos...
Os que me fazem sonhar...
Será que também sonhas comigo?
Não. Não respondas.
Não há verdade.
Ou há verdades que não se dizem?
Eu sonho contigo.
Ou és tu que não abandonas os meus sonhos.
Será?...

The world is mine...

Apetece-me escrever...
não sei porquê...
nem sei para quê...
ou para quem...
mas apetecia-me escrever
sem parar
até estas vozes calar
Que fazer?
O que dizer?
Quando não se consegue mudar...
Queria prender a Lua
e tê-la sempre perto
para mim a brilhar...
queria ter sempre o Sol
bem junto
para me aquecer...

Caminhar
e até correr...
Correr sem parar
até me cansar

até não saber de mim...
ir ao Céu e voltar
descer ao Inferno e sonhar
Voar...
Sim! Voar até ao infinito
com asas de sonho
no mundo de ilusão

Será pedir demais?
Eu sempre pedi o mundo
sempre sonhei com o tudo
não me basta o pouco
e de pouco me serve o nada...

Porque é que tudo tem de ser assim?
bom e mau
preto e branco
um ciclo sem fim...
sorrir e chorar...
sofrer e amar...
viver e morrer...
dar e receber...

melhor enfim...
Viver!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Hábitos estranhos

Não sou muito adepta de correntes, mas fui acorrentada a esta brincadeira pelo Nekynho e p'ra evitar que ele sustenha a respiração tempo demais, cá vai:

1. Dizer tudo o que me passa pela cabeça.

2. Dormir com três almofadas.

3. Usar meias com dedinhos.

4. Comprar sapatos compulsivamente.

5. Comer a comida sem sal.

Cinco traços de personalidade:

1) teimosa

2) vaidosa

3) orgulhosa

4) sincera

5) perfeccionista

E como não sou mulher de acorrentar ninguém, quem passa por aqui pode satisfazer a minha curiosidade e responder.
Mas gostava que as meninas do Figuras d'Estilo, a menina do Painel de Recados, a menina do Paraíso no Inferno e a menina do Devaneios no Ar se deixassem acorrentar!

Plágio de autor que desconheço

Amor
não sofre definição
sente-se no peito
o coração
senti-lo posso
dizê-lo não
é frio
é febre
é um vulcão
é tudo
é um tempo
sem confusão

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Perfect

Sonhei com a perfeição
algo estranho no entanto
acordei e não me recordo
não tinha face, nem forma
só nome:
Perfeição.
Esforçei-me para lembrar
sonhei com ela...
E não consegui.
Voltei a adormecer...
Novamente chamei por ela:
Perfeição onde estás?
Ela sussurou-me
sem aparecer
"Eu estou aqui"
Mas não a vi
ela continuou
"Estás a sonhar"
Sim, eu sabia,
mas queria vê-la
"Não existo"
Acordei.

It doens't have to be perfect, just has to be...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Again...

Volto a encontrar-te.
Novamente quando eu controlo o meu destino.
Os teus olhos não são acolhedores. São frios.
Novamente no rodopiar descontrolado do embate.
Temo. Receio-te.
Sei que um dia irás vir por mim.
Não foi naquela madrugada.
Não foi nesta manhã.
Mas virás um dia. Queira-te eu ou não.
Olhei-te nos olhos e algo me segurou.
Ou não me quiseste levar...
Alguém segurou na minha mão trémula.
Alguém parou aquele rodopiar e travou.
Novamente te encontro e fico.
Não me regozijo por ter ganho.
Não ganhei, apenas fiquei.
Não te deixo assustar-me.
Não te deixo tirar-me o volante das mãos.
Apenas voltei a respeitar-te...
Quiseste ensinar-me humildade. Aprendi.
Respeito-te e agradeço não me teres levado.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Hoje


(calendário Pirelli)

Não.
Hoje não te quero.
Amanhã talvez...
Hoje quero só os meus pensamentos e os meus sentimentos.
Hoje quero-me só a mim.
Sim, também já me desiludi.
Sim, já houve momentos que não me perdoei.
Sim, já tive fraquezas e dúvidas.
Hoje não.
Hoje sou forte e fria.
Olho-te daqui. Fica.
Hoje não te quero.
Não quero ser amada.
Quero ficar em repouso como o rio que congelou.
Quero que o brilho me ofusque e me cegue e me esconda.
Hoje não quero ninguém.
Quero-me.

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Despojos da noite...


(calendário Pirelli)

Olhas-me sem me veres, ao longe, mesmo estando tão perto.
Teimas em me guardar uma distância imperceptível...
Olho-te, mais uma vez, antes de sair...
Quero guardar a imagem, a última.
A que já não teremos aquando do regresso.

domingo, 29 de janeiro de 2006

Antes de adormecer...

E quando a noite deixa cair o manto da escuridão, sabe que traz por companhia a solidão. Há sempre aquela hora em que nos sentimos sós e o pensamento voa. A hora da liberdade. E é sempre quando nos sentimos mais livres e o sonho viaja. O sono teima em não aparecer para te dar mais tempo para sonhar e é sempre nos momentos de escuridão e solidão que percebes o sentido da luz. Não a que te guia, mas tão só aquela que te ilumina e te deixa escolher o caminho. E é na hora da escuridão e da solidão e da liberdade que o caminho se manifesta e a escolha acontece...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Daily life

E num dia, não como outro qualquer, um drama feminino que se revela.
Hora de saída quase a mesma hora combinada para a chegada.
Trocar de roupa é imperativo. Que vestir?
- Não sei o que levar logo à noite. Não vou estar despachada a horas...
- Tens uma hora.
- É tempo suficiente se souber o que vou vestir...
- Umas calças de ganga e um top, resolvem o assunto.
- Claro! Calças de ganga são ponto assente, o top é que é o pior.
- Um qualquer.
- Oh! Tenho que experimentar, para ver como fica e se me sinto bem...
- Mulheres...

Sim, mulheres! Ou neste caso, mulher, sou complicada, perfeccionista, vaidosa...
Não saio de casa de qualquer modo. Tenho que me sentir bem com o que estou a usar.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Momentos

...sem antes nem depois...
aqui e agora
cada momento é só e único
viver o tempo que o tempo dá
e o momento se faz
porque volto ao tempo
que me encerra
e te guarda
o reencontro que o tempo tem
não tem o tempo que se quer
tem talvez o tempo certo
o tempo que a vida dá
não são mais que momentos
...aqui e agora...
...sem antes nem depois...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Dreams...

A vida sorri quando o teu sonho decide invadir a tua realidade e ainda te avisa com antecedência.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

A vida não é uma série*

Odeio a parte de mim que não te esquece, que não apaga a devastação que a tua passagem causou na minha vida, em mim...
A parte que ficou marcada como a tatuagem.
A mesma parte que treme com a tua presença é a parte que te guarda rancor.
Não esquece e não me deixa esquecer.
Escrevi linhas sem fim na altura, ainda escrevo, agora pela lembrança da dor. A mesma que em mim apagou a felicidade, ilusão pura dos momentos que vivi, sinceros, nunca para ti.
Tu manténs o mesmo sorriso, eu a lembrança da dor...

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Dear diary:

I'm lost in translation.
Sim, é o título de um filme e é também como me tenho andado a sentir...

Sempre que o caminho se bifurca é a dúvida que me bloqueia e a fé que me faz seguir.
E eu tenho a tendência nata para atrair bifurcações (e mesmo verdadeiras encruzilhadas) e para insistir na dúvida, o que sempre evita tomar um caminho errado.
Eu sei o que está dormente em mim.
Já percebi o que está a acordar.
E sei muito bem o que me faz sonhar.
Há coisas que não consigo dominar, a atracção incontrolável por alguém que não está... como tu... mas isso não pára a vida.
Há sentimentos que aparecem sem saber muito bem de onde, mas que começam a fazer parte do dia-a-dia.
O certo é que adoro a sensação de andar a flutuar.
Adormecer a sorrir.
I might be lost in translation but I'm happy!
Talvez, hoje em dia, seja blasfémia admitir felicidade, apesar de alguns momentos baixos, os altos da minha vida permitem-me ser feliz.
Há uns tempos ouvi, já nem sei bem onde, que para se ser feliz, basta ter saúde, algum dinheiro e má memória! Talvez seja verdade!

Eu não tenho má memória, mas selecciono cuidadosamente todas as memórias que quero que permaneçam em mim!

Acho que já chega de desabafar. Senão fico aqui o dia todo a escrever.

Kisses and see you next time!

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Fourth Dance



She shouldn't have danced... But she did...
Dançou mais uma vez... não o deveria ter feito... reacendeu o que queria apagar.

Hello my dear! You can't resist me... You know that.

Não, ela não queria saber. Não podia ser assim. Porque haveria ele de ter o controle sempre que dançavam. As pernas dela iriam sempre tremer. Não. Mas tremiam.
O aroma ficava no ar...
Ela perdia o domínio, onde os braços dele a cingiam.
O sorriso da malícia que o olhar detinha...
E as pernas tremiam, não a deixavam sair da armadilha que ela ateara.

You'll never stop dancing with me.

E, mais uma vez, onde estivera a multidão... o silêncio.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Fúrias...

O céu não conhece fúria como a do amor transformada em ódio…
Que fazer então?
Quando ele não esquece a fúria que o revolta
ainda a fúria do amor
que o quer de volta
não quer outra fúria, não quer outro amor
não quer amor
não vai esquecer
o que faz sofrer…

em silêncio

a verdade

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Hoje, sonhadora

Hoje, já acordada, permiti-me sonhar.
Encontrei um sítio que me apaixonou...
Algures perto de onde moro encontrei terra virgem... o local ideal para ali erigir os meus sonhos. Pode parecer banal, até tolice, mas sempre sonhei com um local construído de raiz, à medida de um sonho. Não na lógica de "amor e uma cabana", talvez algo como amor por uma cabana. Um cantinho fora de mim, só meu. Hoje encontrei.
Atirei para lá uma pedra, como nas inaugurações pomposas, desejei secretamente que aquela primeira, atirada ao acaso, sem pontaria certeira, marcasse aquele lugar como meu. Desejo que outras se sigam alinhadas e cimentadas.
Hoje sonhei, aquele lugar meu.