segunda-feira, 27 de maio de 2013

R

@

Há dois anos que a dor não me sai do peito. Descobri que ias partir. Chorei todos os dias, quis em vão que não percebesses, mas doía demais e não tinha forças para te dizer o contrário. Sabíamos que não havia solução. Não aconteceu nenhum milagre.
A vida continuou. Continuei sem ti. Não passa um dia que não me lembre de ti. Continuei por teimosia. Por amor. Por acreditar que um dia voltaremos a estar juntos. Vou poder sentir a tua cabeça no meu colo. As minhas mãos no teu cabelo. Sentir a tua pele. Sentirás o meu toque e vou dizer que te amo. Que nunca te esqueci. Infelizmente continuo a sofrer, acredito que não seja algo que queiras.
Mas a vida continuou. Continuei sem ti. Tenho tido alegrias. Posso dizer que sou feliz.
Tem a certeza que nunca ninguém ocupará o teu lugar. Há um altar construído para ti no meu templo.
Voltei a amar. Amar faz parte de viver. Disse-te que o faria, já naquelas conversas que não ouviste, mas que eu quis que soubesses.
E volto a prometer-te que vou viver, por ti, por mim. Saborear cada dia e dar valor ao que a vida me deu. Apesar de continuar a achar a tua partida sem sentido, sem razão, consigo aceitar que a vida tem princípio e fim, a tua vida.
Tenho dias de fraqueza e aí choro. Choro. Mas depois sorrio e lembro-me de como me fizeste sorrir. Das memórias que ficaram e que serão sempre parte de mim. E sorrio pela certeza de te amar e ser algo que faz parte de mim, saber que me acompanhas e ter-te como um anjo a cuidar de mim.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Segunda-feira

Começa mais uma semana de trabalho. Nada tenho contra as segundas-feiras, pelo contrário, quando o fim-de-semana foi bom. A semana começa comigo bem e de baterias recarregadas para trabalhar.
O tempo voltou ao cinzento. Essa parte não me agrada. Preciso muito do Sol.
Este mês não há mais feriados.
O trabalho revela-se mais que muito. A minha antecessora não deixou as coisas organizadas. A seu tempo tudo se faz, apesar de todos os pedidos serem para ontem!
A veia pragmática que preciso ter bem alinhada para este trabalho está a voltar. Já não me recordava de várias coisas, mas tudo está a regressar ao meu consciente. Gosto do que faço! É bom poder trabalhar na minha área. Demorei cinco anos, mas cheguei ao início deste novo percurso. Agora é um novo trilho, para antigas aptidões que nunca esqueci.