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Fissuras

Quebra algo em mim cada vez que tenho que fazer alguma coisa contra a minha vontade. Bem sei que a criança que fui já não sou. Já não posso ser. Castigos e decomposturas já não são a consequência. Respirar fundo e fazer o que é suposto nunca foi coisa para condizer comigo e quando tem que ser, custa muito. Fico dias a remoer. Dias a convencer-me que não pode ser de outra forma. Umas vezes apazigua, outras rebenta...

Só?

Demasiado tempo. Não sei como acontece, mas perco-me em pensamentos que não vêem a luz do papel nem do ecrã. Por vezes, sinto tanta falta de escrever com regularidade, de escrever com vontade. Sinto falta do meu processo de estar só. Já nem sei o que isso é... Não sei como o recuperar, mas quero. Quero voltar a encontrar o meu eu "só". Aquele que me fazia sonhar o impossível, que me fazia ser criança. É difícil! No entanto, não é impossível. ..

Em branco

Hoje acordei com vontade de escrever. Mas a vontade passou. Depois sentei-me e fiquei decidida a não sair daqui até a vontade voltar. Hoje vou escrever. E escrevi, mas depois apaguei. E fiquei na indecisão sobre o que escrever. Pensei escrever sobre o trabalho, mas tudo está em águas de bacalhau. Sobre a minha vida, hoje não me apetece. Sobre a vida dos outros, não é o meu estilo. Sobre o país, enfim oscilo entre a vontade de rir e a de chorar, mas não me atrevo a escrever. Por isso, não vou escrever.

Esperar

Quem espera sempre alcança. Quem espera desespera. Sabedoria popular. Qualquer versão pode ser verdade, dependendo das circunstâncias. Acredito que é preciso cultivar paciência e fé para saber esperar. Já esperei e alcancei. Já desesperei. Conclusão.  Não gosto de esperar.

Escasso

é o tempo que te dedico. Mereces mais.  Sei que a minha atenção e as minhas prioridades se alteraram. Mas ainda assim, não deveria abdicar do nosso tempo. Da liberdade que tu me dás. Mas a torrente de pensamentos e a efusão de sentimentos abrandou. Fiquei sem saber o que te dizer. Não quero visitar-te uma vez por mês como se de uma obrigação se tratasse para não te deixar morrer. Não te quero deixar. És uma parte demasiado importante de mim para a negar. Já o disse e repito, escrevo desde que aprendi a fazê-lo. Criei-te... aliás, deixaste que te criasse para me fazeres companhia. Para afugentar a minha solidão. Para ter com quem desabafar. Para ter como partilhar o que me ia pela cabeça e pela alma. Não quero fazer de ti um "filho enjeitado". Já disse várias vezes que voltaria com mais frequência, mas não volto. Não volto a dizer que o faço. Reconheço que falho, que não venho quando deveria. Acabo por não partilhar pensamentos que por vezes me faria bem deixar aqui.  Escas...

Quase...

... a ficar mais velha. Nasci, tanto quanto a minha mãe se recorda, num dia de chuva torrencial. Fiz o médico apressar-se para que eu nascesse com vida. Fiz o meu pai encharcar-se até aos ossos para me ver. No dia seguinte, fi-lo conduzir em sentido contrário, porque estava a trabalhar e o patrão só lhe concedeu uma hora para ir buscar-me à maternidade. Infância feliz de filha única. Adolescência rebelde q.b., com grandes discussões lá por casa, mas sem grandes dores de cabeça para os meus pais. Fase adulta, bem mais conturbada. Casamento, divórcio, num abrir e fechar de olhos. Erro. A fase do "eu é que sei" foi de impulsos pagos com tempo.  Começos e recomeços. Vida profissional instável, mas feliz. Perda irreparável que me há-de doer no coração e na alma a vida toda. Recomeço feliz e abençoado. Vida profissional em stand by. Há que traçar um novo rumo. Resumindo é isto! Entretanto a 4 de Fevereiro de 2005 nascia o Egos, fruto de sonho e teimosia, após uma tentativ...

Fase*

Fases da vida. Sem arrependimentos.Tudo passa. Não deixa de ser a mesma vida. Não deixo de ser eu. Mas é tudo tão diferente. Quando era adolescente ouvi a frase "não ter capacidade de encaixe" aplicada numa conversa que não deveria ter ouvido. Desde essa altura passou a ser uma preocupação ter essa capacidade. Acontecesse o que acontecesse não ia deixar que a vida me derrubasse. Surpresas, sim. Choques, sim. Desilusões, sim. E daí? A vida é mesmo assim. Só vale a pena levar a sério o que é importante. O truque está em saber fazer distinção. *  fase   (grego  phásis, -eos , aparição de um astro, informação judicial)  s. f. Cada uma das modificações que se dão em determinadas coisas.

...frágil...

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I magem: google.pt Perdi o interesse... dizem que perdi o interesse... as tarefas são executadas com o mesmo método, as palavras são ditas com o mesmo tom, tudo é feito do mesmo modo. Mas parece que deixei de transparecer emoção. Sei que sim. Não consigo empenhar-me. Não consigo apaixonar-me. Tudo se tornou morno, sem sabor, sem cor. Não deveria ser assim. Deveria estar a cumprir a minha promessa. Mas parte de mim ficou presa no passado, ficou refém da dor. Sinto-me fraca. Sem capacidade para lutar. Só quero deixar-me ficar. Em sossego, em reclusão. Continua a ser difícil. Fiz uma promessa. As promessas são para cumprir. Há que continuar.

Ilumina-me

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(Foto: Igreja de Santa Quitéria de Meca) Há dias em que apenas pedimos um pouco de luz...

A noite mais fria do ano

ou não. Mas com o frio lembrei-me de gelo. Lembrei-me de fissuras, quebras e colagens. Pensei numa jarra de vidro. Se cair... pode estilhaçar, quebrar partes ou só rachar. Mas o certo é que a jarra não volta a ser a mesma. Por mais habilidade de artesão que possa haver. Fica sempre a marca, fica sempre a cola. A jarra pode voltar a ter o mesmo uso, mas não terá a mesma integridade, a mesma unicidade. Prefiro que a jarra não seja de vidro e que não tenha que me obrigar a estar "cheia de dedos" com medo que quebre. Prefiro algo mais resistente, mais natural. Não gosto que as coisas se quebrem. Não voltam a ser as mesmas. Definitivamente, prefiro o que me permite reagir por instinto, ser natural, ser eu.

...

A felicidade não está em ter aquilo que se quer, mas sim aquilo que se precisa. Eu preciso-te.

Mute

Porque é que não consigo dizer tudo aquilo que quero?

Wish

You are in every line I write.

One of a kind

I know.

Todos os nomes...

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Imagem: Google Quem diz a verdade não merece castigo. Isso depende da verdade dita.

Já começou...

E não, não estou a falar da euforia do Natal... Há presentes e convites inesperados e pelo menos uma vez por ano o mundo esforça-se por ser "bonzinho"! Mas não falo disso... não hoje... Falo do que vem depois... das resoluções de ano novo! Decisões tomadas com afinco nestes últimos tempos de cada ano. Vou deixar isto e aquilo, tornar-me nisto e naquilo, enfim, multiplicam-se as decisões, só para aumentar as desilusões! Honestamente, quantas resoluções de ano novo são levadas a sério? Eu acho que nunca cumpri nenhuma! Mas não é por isso que não se fazem... faz parte da tradição da mudança de ano... Criar a esperança que as coisas vão mudar! Será que a euforia do ano novo passa depois da ressaca do dia 1? E as nossas resoluções diluem-se ao mesmo tempo que a efervescência do 'guronsan' na água? Este ano vou tentar não criar nenhuma resolução, talvez assim consiga mesmo mudar o que precisa ser mudado, mas com calma e ao longo do ano! Nada de mudanças drásticas logo para ...

Pensamento do meu dia

O empenho que se aplica àquilo que se faz (infelizmente) depende mais da necessidade do que do carácter.