sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Perspectivas


Há dias em parece que o mundo que se vai afundar. Outras em que parece estar a começar. Escolhas.
Não é bem o caso. Vivo o que tem de ser vivido. Uma oportunidade vai passar ao lado. Sem arrependimentos. Começa uma nova vida. E é o que me faz renascer todos os dias. Adormeço cansada, alguns dias mergulhada em tristeza e medo. Acordo, renasço. Penso na 'minha' nova vida e sei que cada dia é um novo dia. A cada dia preciso de força, de coragem, de calma. Busco-as sei bem onde e o certo é que as encontro quando mais necessito e o sorriso aparece. Feito o balanço é o que importa. Entre o menos bom e o bom, o saldo é positivo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Vida

Na memória. Sim.
No coração. Sim.
Na alma. Sim.
No futuro, apenas nestes lugares de mim e em mim.
Eu começo e recomeço, quando é preciso. Não poderia ser de outra forma. Mas o medo espreita. A cada passo. Tudo pode acontecer. Escolho acreditar na vida. Nos sorrisos.
Não é vida nova. É sim, vida. Com todos os bons e maus momentos, progresso e revés. Sorriso e lágrima. Portanto, cá vamos nós outra vez e seja o que for!

domingo, 9 de outubro de 2011

Intermitente

Oscilo entre partir e ficar.
Deixei de escrever no meu diário, deixei de escrever aqui. Quero escrever sobre outras coisas, mas cada palavra que escrevo mascara um momento, um segundo. Não consigo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Bengalas...

Acho que é difícil caminhar sozinho. Creio que, na maioria, procuramos uma bengala para permanecer em pé. Seja de que natureza for. Se for interna tanto melhor, se for externa será mais difícil.
Tentei a religião, não consegui sequer resposta. Um simples "Foi vontade..." neste caso não me basta.
Tentei a ciência, já fiz algumas pesquisas e apenas encontrei teorias, hipóteses que ainda ninguém conseguiu provar.
Tentei o destino, forças da natureza, enfim, apenas o inexplicável. E foi onde ia ficando. Há coisas que não saberei explicar no meu tempo de vida. Tenho que aprender a viver com isso.
Sei bem que o caminho é longo. Será tortuoso se eu deixar. Continuo a trabalhar para que não seja. Já não consigo desabafar com aqueles que conheço. As frases, embora sinceras, não deixaram de ser as já feitas, já ditas.
Preciso de me "exorcizar", a pouco e pouco, de supetão tentei e não resultou. Nada melhor para o fazer do que regressar ao que me faz feliz. Retomar os meus prazeres.
Até ver acho que me estou a sair bem.

sábado, 10 de setembro de 2011

Back on track!

Hoje acordei cedo e foi dia de faxina cá por casa.
A morte será sempre a morte e uma fase do ciclo que é a vida. Por mais que eu a vá considerar para sempre injusta, ela não deixa de aparecer. Cedo demais, digo eu. Na altura em que quer aparecer, sem motivo, sem razão, saberá ela.
Decidi parar de chorar. Não sei parar a dor que continua cá dentro, mas posso tentar fazer algo quanto a isso.
Há duas coisas que fazem parte de mim desde quase sempre. A música desde que aprendi a ligar o rádio. A escrita desde que aprendi a escrever. Nelas me perco e me encontro. São refugio, ponto de partida e chegada. Por isso, nada mais justo do que recomeçar aqui. E com uma música assim.

sábado, 30 de julho de 2011

The show must go on...

Sempre admirei quem tem a capacidade de dizer e fazer. Sempre achei que tinha essa capacidade. Até que chegou à minha porta a altura de, em bom português, me chegar à frente. E ainda não consegui. Sempre tomei as minhas decisões. Sempre fui adepta do tudo ou nada.
Agora, ainda sinto que a vida me atropelou, sem saber como nem porquê. Deparo-me a tentar evitar as perguntas parvas dirigidas ao vazio de um Deus que nunca responde. A Fé tornou-se uma expressão oca.
Não consigo desprender-me daquela madrugada em que te vi sem vida. Não consigo perceber. Pior. Não consigo aceitar.
Tento, em vão, seguir. Pensar que tudo está bem. Não está. És felicidade e dor, amor que sempre me vai acompanhar. Odeio ouvir dizer: "Ainda és nova." Sei que é com boa intenção mas detesto que me tentem consolar. Sabem lá. Oscilo entre a vontade de gritar e a vontade de fugir.

domingo, 17 de julho de 2011

Cativa...


Fiquei presa naquele momento em que o teu coração parou. Achei que o meu ia deixar de bater nesse mesmo momento em que te vi sem vida.

Bastou um segundo para te amar. Sentir-te em mim. Saber cada sinal teu de vida alimentava o meu sorriso.

Perdi-o desde que partiste. Perdi o ritmo do bater do meu coração. Perdi-me naquela madrugada em que te perdi.

Deixei a minha alma cativa da tua memória. Deixei que levasses parte do meu coração e todo o amor que te pertencia desde o primeiro instante para que não partisses sozinho nessa viagem, sem mim.

Fiquei, fico sem ti. Mas tu ficarás sempre em mim.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

É difícil

Foto daqui

Por mais que saiba o destino, estou com dificuldade em encontrar o caminho.
Sei que o que dizem é o certo. Sei que o que dizes é verdade. Mas parece que não sei como ir por aí... Esforço-me, diariamente, a cada instante para que tudo fique bem. Mas não fica... Queria acordar e voltar a sentir-me sem farrapos. Tudo a seu tempo. Sei que sim.

sábado, 11 de junho de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ilumina-me

(Foto: Igreja de Santa Quitéria de Meca)


Há dias em que apenas pedimos um pouco de luz...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

One single heartbeat

E tudo muda... Basta um bater diferente, um ritmo mais acelerado e toda a vida faz sentido. Será sempre assim, entre o acelerar e o comprimir do meu coração que eu hei-de viver. Gosto de pensar e decidir, mas sempre ter em conta o que sinto, sentir que o meu coração acompanha cada decisão mais importante. Tenho que manter uma escolha que já não se me justifica. No entanto, a vida justifica-a racionalmente e a nova vida justifica-a emocionalmente. Por isso. apaziguo o coração quando ele se comprime e penso que tenho ainda tempo para mudar.

sábado, 9 de abril de 2011

And here I go again!

Recomeçar... Não. Apenas continuar. A vida é um caminho contínuo e nunca estamos duas vezes na mesma situação. Mesmo quando voltamos a passar no mesmo caminho, nós já estamos diferentes. Porque a vida é mesmo assim. Vamos vivendo, vamos aprendendo, vamos mudando.
Eu mudei mais um bocadinho, vivi mais um bocadinho, mudei e vou mudando, mas continuo sempre a mesma. Por isso, estou apenas a continuar algo que nunca abandono. Algo que nunca esqueço.

domingo, 6 de fevereiro de 2011