segunda-feira, 29 de junho de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Insomnia...

Não dormi. Dormi pouco. O pouco que dormi foi para sonhar contigo.
Posso-me pedir para deixar de sentir o que sinto por ti?
Pode-se pedir à Lua que não brilhe?
Fiquei sozinha... com os meus pensamentos e os meus sentimentos. Posso chamar-lhe o que quiser, mas loucura sei que não é. Confesso-me perdida... Quero-te e não te tenho... Preciso-te.... Ontem a Lua ouviu-me, ouviu o meu lamento, sentiu o sal das minhas lágrimas, sentiu a minha tristeza, sentiu que estou no meu limite, no limite da razão, da que me abandonou ao ponto de me tornar irreconhecível... ao ponto de me sentir quase esmagada pelo que sinto e não consigo controlar (como me posso exigir controlo?). Pedi-lhe que me esvaziasse do que sinto, não quero mais sentir... Pedi-lhe que me arrancasse do peito o coração e assim levasse o ritmo descompassado que ele agora tem... Mas não é verdade, a Lua adivinhou-me o coração e não me ouviu. Deixou-se ficar acordada para que não me sentisse tão só... Como pode alguém estar tão presente? Como pode alguém entranhar-se na pele com um leve toque? Como pode alguém assenhorar-se dos meus pensamentos? Como é possível ficar assim? Sorrisos e olhares... e o tempo...

Foto:Mel Gama

quinta-feira, 25 de junho de 2009

"dIStuRbiA"

Imagem: Google


...despedaçada entre o querer e o dever...

...é a dor da tua ausência em mim que me vai enlouquecer....

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Versão resumida do diário da (minha) loucura

Tudo começou no primeiro dia em que comecei a trabalhar, lembro-me de ti logo desde o começo. Lembro-me vagamente desse sorriso que esteve sempre perto de mim.
Tentei negar... mas já me sentia atraída por ti e sabia-o. Soube-o na tarde em que estivemos perto e disseste que não gostavas de "mulheres-confusão". Soube-o na noite em que preferi manter a distância para não me denunciar. Soube-o no pequeno-almoço em que na sala cheia te sentaste na minha mesa e sorriste. E não fosse este o diário da minha loucura e seria o diário do teu sorriso. Sentaste-te na varanda a qual nem cheguei, sei agora, para te evitar. Para evitar o teu olhar. São memórias de ti que guardei desse fim-de-semana cheio de gente e confusão.
E desde então que fujo. Talvez não. Sentia sem saber. Começou por pequenas coisas. Talvez por isso me foi difícil entender. Sempre os sentimentos me vieram com força de avalanche e arrasaram tudo ao chegar.
Tentei aprender a fingir… tentei em vão controlar e apagar o que sentia por ti. Tentei esquecer esse teu sorriso. Tentei negar que o teu olhar me fazia sorrir. Tentei não ouvir os meus pensamentos. Tentei que não me fizesses sentido. Tentei pensar que para ti seria apenas só mais uma. Esforcei-me para te esquecer. Em vão. O teu sorriso continuava lá. Continuava aqui.
Recusei escrever sobre o que realmente me apetecia escrever. Ignorei todos os pequenos sinais. "In vino veritas" e em inglês assustei-me com os meus pensamentos. E, sem o prever, invadiste os meus sonhos e eu deixei de ser senhora dos meus pensamentos.
Como pode ser tão verdade que o maior cego é o que não quer ver? Numa brincadeira em "transe musical", vi uma casa e um intruso que se aproximava de mansinho. Entrou sem ser convidado, gerou confusão. As imagens abandonaram-me no momento em que te visualizei como esse estranho. Quando me perguntaram se fazia ideia porque tinha visto tal cena, uma vez que imaginar uma casa era a representação do meu mundo e o resto só eu podia saber, menti "não faço ideia". Mas fiz. Se fiz. Ateei um fogo que me andava a consumir e eu estava a enlouquecer.
Os olhares, os sorrisos, o "não fujas de mim", o teu cheiro. Eu não quero fugir. Há parte de mim que não te resiste. Não podia mais negar tudo o que me estava a acontecer. E comecei a recriminar-me. Porque eu sempre sei que acabo a sofrer. Porque eu sei que devia ter percebido e devia ter evitado. Devia ter-me impedido de sentir e não impedi. Não o podia prever. (Será que não?) Como poderia eu adivinhar que o que eu supus ser brincadeira, me podia apanhar desprevenida? Não podia, mas devia. Sinto que sim.
Admito-me que és o meu desassossego. Confesso-me. E fui salva de mim pela presença de outros ou aquele beijo na testa teria sido seguramente apenas o primeiro. E como posso não me reconhecer? Oscilo entre a loucura e a insanidade. Porque a razão já me abandonou quando te tentei expulsar dos meus pensamentos e não consegui.
Uma noite repleta de sonhos e devaneios. A resolução pela manhã. Cheguei decidida a parar, a travar-me, dois passos e a decisão desvanece-se. O teu sorriso. E depois poderia ser tão mais fácil. Mas o que tu dizes... O reflexo do que sinto. O espelho do que vivo. E a vontade de estar mais perto sobrepõe-se a tudo e quase que a ouço gritar na minha cabeça para não te deixar fugir. "Se ficarmos quietos, achas que passa?" Oh se pudesse ser assim tão fácil! Sei-o agora. E já só falta amarrar os braços e amordaçar-me para não fazer e dizer mesmo tudo aquilo que me apetece e que travo de cada vez que mesmo sem me tocares te sinto perto, perto ao ponto de sentir o calor do teu corpo. Perto ao ponto de sentir o meu coração bater descompassado. Respiro. Fundo. Porquê atear um fogo senão for para o deixar arder?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

I want it all

... and I want it now!

O fim-de-semana reavivou-me a paixão de sempre - Queen. Num bar de música ao vivo descobri os "One Vision" que me fizeram recordar um mundo de emoções. Fantásticos! Perdi-me em recordações, canções e sorrisos. Claro que hoje a playlist sofreu uma drástica alteração. Uma vida inteira pode ser ilustrada ao som de Queen. Pelo menos a minha sei que pode!
Gostos não se justificam! A minha paixão por Queen é assim! Não explico, apenas ouço até à exaustão! E ali teria ficado a noite toda, não fossem os amigos e as solicitações para uns metros mais à frente. Porque a noite é de todos e era da música e dos amigos. Dançar como se os anos não tivessem passado. Podia jurar que não passaram. Reviver e viver! Apreciar o solstício!
Pensei demais também... Mas isso é algo com que mais tarde ou mais cedo vou ter que me debater. Entre o que penso, sinto e sei há distâncias, ses e quandos que vou ter de enfrentar!

I only know what you feel... And you are dancing again!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

De mim...

Da paixão - sinto-a entorpecer-me a razão.

Do desassossego - há em mim lugares pacíficos nos quais a tua chegada causa tumulto.

Do calor - apenas digo que traz o teu nome tatuado na pele.

Da solidão - só a mim posso confessar o que sinto.

Do caminho - nunca pareceu tão difícil de seguir.

Da dor - a que sinto em me negar.

Da vontade - despir a pele que trago.

Da loucura - começar de novo.

Da verdade - o que sinto e sei.

De ti - nada digo (és segredo melhor guardado no silêncio do meu coração).

quarta-feira, 17 de junho de 2009

"you can't always get what you want"

... se me perguntares já nem eu sei para onde vou.
Sei que o caminho que não posso percorrer me leva a ti, o caminho em que estou leva-me à loucura... o arrepio que trago na pele com a memória do teu toque é o calor que não me acalma o corpo... a noção de que tudo me puxa para ti e o quanto me contrario para te negar.
Não me peço mais do que aquilo que sou, neste momento não sei para onde vou...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Espectro...


Quero abraçar a cegueira e a ignorância e negar-te até que as minhas forças me abandonem...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tic tac?

Imagem: Google

Se cada grão pudesse ser menos um pensamento,
menos um desejo,
menos um grau de calor...
Se cada areia pudesse ser menos um dia,
uma hora,
um minuto,
um segundo
em que me perco
a pensar em ti...

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Vanity is definitely my favorite sin!

Who are you carrying all those bricks for anyway? God? Is that it? God? Well I tell you...
Let me give you a little inside information about God. God likes to watch. He's a prankster.
Think about it...
He gives men instincts. He gives you this extraordinary gift and then what does He do? I swear for His own amusement, His own private cosmic gag reel, He sets the rules in opposition! It's the goof of all times!
Look but don't touch!
Touch but don´t taste!
Taste, don't swallow!
And while you are jumping from one foot to the next, what is He doing? He is laughing...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Porque ainda acho que é o meu dia também!

Imagem: BBC.co.uk

Porque hoje é dia 1 e se ainda houvesse Feira Popular eu lá estaria! Já não sou criança, mas isso é o que os outros dizem. Há coisas que ainda não levo a sério e nunca vou levar. Gosto de brincar e de fugir para o mundo de faz de conta sempre que me chateiam (quando há reuniões chatas, também). Adoro gelados! Faço birra quando não tenho o que quero! Sou mimada e gosto de ser! Gosto da criança que fui e, sempre que posso, sou! E se hoje houvesse Feira Popular lá estaria eu no carrossel, nas cadeirinhas que tanto gostava, na montanha russa, no comboio fantasma, na passagem do terror. Comer farturas (que na altura ainda não havia churros)! Impressionada com o poço da morte. Com os amigos nos carrinhos de choque! Ai, que saudades! Que bom que era! Passar ali horas em pura diversão! Quero ir à Feira Popular!
FELIZ DIA DA CRIANÇA!

Insanidade

Sinto-me enlouquecer com este fogo que me consome e não pode arder. Querer e não poder. Não posso pagar o preço do impulso. Perco o juízo e a razão. Perco-me no que sinto. Um desatino. O tal fogo que Camões dizia que arde sem se ver. A dor que me desatina e faz sofrer. É uma ferida que estou a abrir e sinto doer. É o não me saíres do pensamento nem por um segundo. É sentir o teu toque mesmo quanto estás ausente. É sentir a falta do teu olhar, do teu sorriso. É pressentir-te chegar e iluminar o sorriso. E é saber que tudo não passa de um sonho que não podemos viver...