segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Passado Presente Futuro

Perco-me, por vezes, em memórias do que poderia ter sido um momento, do que foi um momento...
Anseio, várias vezes, por tempos que não vou viver, por tempos que sei que hão-de chegar...
Entre perdas e anseios esqueço-me... Esqueço-me frequentemente de estar onde estou e viver o que sou...
Estranho como o pensamento aprisiona e liberta, vive e consome.

Entre passado e futuro fica o presente... O que é vivido... O que mais tarde irei recordar e é base do futuro. No momento não penso.

...a verdadeira generosidade para com o futuro consiste em dar tudo ao presente... (Albert Camus)

Até penso e vivo o momento...

sexta-feira, 25 de agosto de 2006

Fifth dance

Mas eu não o amo... como pode querer-me assim?
Let pleasure drive you, love brings only pain...

Ela acreditava que ele não tinha razão.
Mas mais uma vez, ele ali estava. In her path. No seu caminho, no seu destino...
Já tinha tentado resistir àquela tentação outras tantas vezes e nunca resistira. Porque não conseguia, porque no fundo ele tinha razão.

Sempre fora o desejo que a movera. O desejo movia-a uma vez mais...

You can always send me away...
Hoje não.

Ela não queria que ele partisse. A desinquietude dominava a sua escolha.
Não escolhia o que era certo. Não escolhia o seu coração. Escolhia o corpo.

E mais uma vez dançou... Sabendo que a dança a ia mudar...

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Sereia

Beijo-te os olhos para começar a sonhar...

O azul do mar é infinito absoluto.

Sou canto e presságio iminente.
Quero seduzir o vento e acalmar a tempestade para ondear no teu corpo.
Ser água, criação e poesia.
Viver nas ondas e ser o teu navegar.
Sou apenas um sonho insensato.
Sou feminina sem medo.

Sou viagem e ardor enfeitiçado pelo teu segredo.

Das palavras que sempre disse úteis, hoje sinto-as fúteis.

domingo, 13 de agosto de 2006

...

Abro mais uma página para não escrever.
Um segredo bem guardado é aquele que não se conta a ninguém.
És tu o segredo que me faz sorrir.

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Infatuation?

Como dizer ao luar para parar de brilhar?
Como ordeno à chuva que páre de cair?
Como peço ao coração para parar de sentir?

Logo eu que nunca me neguei...
Sinto que está no começo a rendição ao teu olhar...
Mas não pode. Sentimento que não se deixa viver.
Como fugir a esse olhar doce e terno?
Que loucura foi o meu coração fazer...

Não posso sequer dizer...