quarta-feira, 19 de maio de 2010

Plagiar ou não plagiar?

Registei o facto de estar a alimentar um outro blog com alguns dos meus textos, sem qualquer pedido prévio ou póstumo, ou sequer menção de serem cópias.
Primeiro fui invadida por uma sensação de raiva, de ultraje, e passo a redundância, de verdadeira invasão.
Procurei todos os textos meus e deixei no comentário, para moderação, o link original.
Depois acalmei-me e senti tristeza.
Porque um blog onde se escrevem textos na primeira pessoa é obviamente de carácter pessoal, íntimo.
Eu escrevo o que vivo, sinto, penso. Falo de mim e das minhas sensações, das minhas impressões, dos meus pensamentos, dos meus sentimentos.
Já transcrevi textos, canções... Já traduzi, muito livremente, letras de músicas que gosto e que me significaram algo. Mas dou os créditos aos autores que tiveram a ideia original. Porque é o correcto a fazer, mas também porque gosto de assumir o que é meu e o que não é.
Gosto de emoções, sensações, pensamentos e sentimentos em primeira mão.
Gosto de viver a minha vida e partilhar algumas histórias, alguns momentos.
Por isso, não gostei de ler alguns textos, que eu escrevi, dedicados a uma outra pessoa, que não os inspirou e que seguramente merecerá mais do que emoções em segunda mão.
Não gostava que me fizessem isso e não o faria a alguém de quem gostasse.
Eu escrevo porque sinto, porque penso, porque quase sempre é mais forte do que eu. Bem ou mal, sinto e escrevo.
Já parei algumas vezes. Volto sempre. Porque gosto de escrever. Porque gosto de sentir que sinto.
O que mais me custou foi ver fragmentos de uma história minha, muito minha durante muito tempo (porque não podia sequer ser partilhada senão aqui) serem usados sem mais nem menos. Sem nexo num emaranhado de plágio sem sentimento.
Basicamente "senhora" o que tenho para lhe dizer é: Arranje uma vida e viva. Pense. Sinta. E escreva o que sentir. Bom ou mau. Não importa. Importante é que seja na primeira pessoa. E se tiver mesmo que copiar os textos de alguém, tenha a dignidade de o assumir. Pode ser?