quinta-feira, 29 de março de 2007

Quero a minha Primavera!

foto de Dingo
Este é um post contestatário!
Estou cansada do frio e deste tempo incerto! Dêem-me a minha Primavera!
Quero o tempo ameno sem vento nem frio! Quero poder usar a roupa de meia estação!
Quero os meus passeios à beira-mar de final de tarde! Quero poder molhar os pés e sentir a água salgada depois de caminhar na areia!

Espero que os Céus me ouçam...

segunda-feira, 26 de março de 2007

Se fosse...

Se hoje pudesse colorir-me, não passaria de uma imagem a preto e branco, se fosse um rádio não passaria mais do que músicas tristes... Se fosse o Sol, o dia não passaria de um cinzento enevoado...


Os sons que hoje me tocam não me aquecem a alma.


Os dias passam sem que se dê conta que passam por nós... O mundo gira a vida passa e eu?
Sempre que há um dia assim não quero que me animem. Não quero que me digam que tudo passa. Amanhã será sempre um novo dia. Mas hoje não é. Hoje é um dia triste em que o fado se ouve em mim. Hoje é um dia em que tenho direito às minhas lágrimas salgadas pela dor e pela tristeza. Deixo que a minha parte negra tome controle e me faça sentir tudo a que tem direito...

quinta-feira, 22 de março de 2007

Dear diary

Abro-te ainda sem bem saber sobre o que vou escrever. Ouço "Land of a thousand words" dos Scissor Sisters. Gosto desta música.
Estou tentada a ser nostálgica. Hoje é dia de efeméride... Lembrei-me disso depois de acordar. Felizmente, bem depois de outros momentos. A memória é sempre engraçada! Não me deixa esquecer. Mas devia? Sei bem que é importante guardar estes fragmentos de dor e sofrimento. Assim talvez não volte a cometer o mesmo erro. Outros, sim! O mesmo, não! Sorrio! Estas lembranças, agora, dão-me para rir! Tempos houve em que me fariam chorar "tipo cano roto". Recordo, já com sentido de humor! É a melhor forma de recordar certas cenas.
E a recordar e a ver a minha vida a desfilar desde então até agora... Sim, cometi outros erros! Mas o mesmo, ou os mesmos, não. É uma ideia que me anima. Errar sim, mas não ser repetitiva no erro!
Algures por esta linha de pensamento perco o fio à meada.
Escrevo, o que quer que fosse que vinha escrever, noutro dia. Hoje não!

Amor? À... 2ª vista

Foram apresentados. Não o amou, nem sequer o desejou. Olhou, mas não o viu. Tiveram um desencontro no meio da multidão.
Nova multidão. Um meio encontro. Ela ficou presa no sorriso. Ele não esqueceu o olhar.
Os dois. O encontro.

quarta-feira, 21 de março de 2007

O amor à poesia pode nascer de um pequeno excerto...


Cântico Negro *

(...)
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não por onde vou.
Não sei para onde vou.
- Sei que não vou por aí!


* José Régio

terça-feira, 20 de março de 2007

Nothing but wait...

Man Ray


Espera pela mudança dos dias, depois da pedra atirada, da peça movida...
A resposta chegará.

segunda-feira, 19 de março de 2007

...new death

Jeanloup Sieff


...caminhando rumo ao infinito despojada de quem foi, mostrando apenas quem é... caminha já sem laços nem amarras, perdida da esperança de liberdade... busca somente a sua verdade...

Jack Sparrow or William Turner?

sexta-feira, 16 de março de 2007

Viagem...

As paisagens desfilam à minha frente. Cenários sem fim de outras tantas vidas.
Penso na minha. Nos cenários que lhe escolhi... Nas personagens, por vezes autênticas figuras, que entram e que saiem... Não para chegar a conclusão alguma. Não vejo ponto lógico nisso. Se bem que também não sou muito adepta da lógica. Mas penso para que o hábito não se perca. Sonho e projecto novos cenários. Não tenho personagens para retirar de cena. É bom! Sei que terei mais personagens no palco. Não os imagino.
Páro de escrever para apreciar o mar... Às vezes o melhor mesmo é não pensar muito na vida. Distraída como sou ainda me esquecia de viver.

quinta-feira, 15 de março de 2007

quarta-feira, 14 de março de 2007

My time


Se no final do dia tiver música e paz sei que vale a pena continuar...

Mentira

Não há diferença entre verdade e fingimento quando todos os dias se coloca uma máscara. Uma máscara ao sair. Uma para falar. Uma para uns e outra para outros. E quando se chega ao final e se quer tirar a máscara não se sabe que face mostrar...

segunda-feira, 12 de março de 2007

Quote

O que é o amor ao lado de um bife com batatas fritas?

As Paixões de Júlia, Sommerset Maugham

sexta-feira, 9 de março de 2007

Na ausência...

quando mais te preciso
quando mais te desejo
quando mais te quero
quando perto de mim amo-te mais
no teu olhar paz
nos teus braços refúgio
no teu corpo prazer
em ti amor

Canoa

Procura o desassossego na monotonia que chegou... É lento o passar dos dias. É de dor a tristeza que traz no olhar. Não há margem em que possa ancorar. Aguarda que o mar amaine e possa fixar amarras em porto seguro.

quinta-feira, 8 de março de 2007

quarta-feira, 7 de março de 2007

Será saudade?

É fácil sentir saudade do que se viveu e soube bem... mas como se podem sentir saudades do que não se chegou a viver?
Não é a ansiedade pelo que se pode viver. É mesmo uma falta inexplicável. Daquela parcela precisa de tempo que foi interrompida a frio. Cortada por um estranho nevoeiro...

terça-feira, 6 de março de 2007

Quase...

Uma menina/mulher que conheço viveu há pouco tempo uma história. Tenta desabafar para... acho que o peso que carrega se torna mais leve...

"Já nada na minha vida faz sentido. Há dois meses que não o vejo. Tenho imensas saudades. Está a ser tão difícil. Apesar de ele me ter abandonado. Sinto-me tão sozinha. Como se pode apagar alguém do coração?"

Esperei sinceramente que a pergunta fosse retórica... Não sabia o que responder. Fiquei em silêncio a olhá-la enquanto chorava... Chorava como se não houvesse amanhã.Mas há. Há sempre um amanhã. Foi o que tentei explicar. Nestes momentos a impotência de fazer alguma coisa trespassa-nos com a mesma força do sofrimento de quem está ali. Tentei dizer que pelo menos uma vez na vida se sofre da doença de "coração partido", mas que é possível reagir e voltar a viver. O tempo há-de passar para ela, como já passou para ele. E o sentimento será apenas uma memória, que ela pode guardar no álbum junto com todas as lembranças que agora desfia vezes e vezes sem conta, para ela e para quem a ouve. Mas para que quer ela tempo agora? Se todo o tempo que tem é dor. E as palavras ficam vãs... E sobra a dor dela. E os soluços sentidos de quem tenta esquecer.

Apazigua-me saber que as lágrimas te vão limpar a ferida e o sal vai curar a cicatriz até nada mais restar senão a memória dos dias. Ainda não foi agora. Foi um quase amor que viveste. O coração volta a bater.

segunda-feira, 5 de março de 2007

mudanças...

não sei como nem porquê... Os dias não amanhecem como amanheciam. Não encontro uma razão para a mudança, mas, no entanto, está ali... Quase visível, quase palpável... quase dizível! E não se diz, não se toca, não se vê...
e mudam as horas e os dias e não muda o que se sente... assim...

Dormência

Entorpecem-se os sentidos.. Diminui a vontade... o corpo sem impulsos... enfraquece-se... mas não mais que por momentos...

sexta-feira, 2 de março de 2007

And silence becomes it...

Quando as palavras perdem o uso natural e se tornam arremesso... A mágoa aumenta no espaço vazio. Há sempre alguém que fica... remói as palavras ditas. As palavras não ditas.
A dor chega... No silêncio... A solidão...

quinta-feira, 1 de março de 2007

Diz que sim...

- Hoje está um dia de Sol!
- Diz que sim...

O Sol irrompia já pela sala... Nunca percebi muito bem o uso desta expressão...
Estava Sol logo de manhã. É um facto.

Não preciso que me digam.
É a luz que invade o espaço, é o calor que me toca na pele!

É um novo dia!
Dizem que sim...