sexta-feira, 31 de março de 2006

An old friend, D.

E quando só um sorriso ilumina o cinzento e essa luz se vê através de uma só imagem?

quinta-feira, 30 de março de 2006

Um só momento*

(revisitado)

Um só momento...
um olhar
para flutuar
e sentir
ali
o olhar profundo
nu até à alma
que te faz perder
a razão
a calma
a verdade
a mentira
e nada importa
apenas o olhar
ali
em ti
e sente-se
o coração a palpitar
a voar!
Só tu podes saber
se te deixas viver
aquele olhar
nu em ti
ali
e tudo isto
o teu pensamento
num só momento...


*original publicado em 16.02.2005

domingo, 26 de março de 2006

Enter the demon

Apareces do caminho da sombra. Sussuras-me nos momentos de fraqueza... Sei que tu estarás sempre perto de mim... A cada passo, a cada escolha, espreitas por entre os caminhos, não posso não deixar de te ouvir. Felizmente, não és o meu eu, mas fazes parte de mim... Ouço-te sempre com a mesma atenção. Sempre que queres falar. Essa voz quente que me sopra dentro do ouvido. Conheço-te. Percebi-te desde a primeira vez que te ouvi. Manifestaste-te e eu nem queria acreditar... Só ouvia sempre uma voz amena... Até esse dia chegar. Chegaste e ficaste, mesmo ao lado... E agora, sempre que a oportunidade se apresenta, sais do teu cantinho sombrio e mostras-me essa tua melodia que já reconheço... Por vezes, sigo-te... Outras não.

sexta-feira, 24 de março de 2006

Teatral

É enfadonho esperar.
A ante-câmara não enerva, adormece o espírito.
O palco é ao passar a cortina.
Onde as mentiras ou verdades veladas se dizem. Não há volta a dar. Antes da cena, cuidadosamente, preparada, chamam as personagens que vão actuar.
Trajes negros, pregas e folhos.
Puro teatro.
As falas são falsamente decoradas.

quarta-feira, 22 de março de 2006

Carta

Podia começar por te falar do passado, do teu, do meu, do nosso, o único que importa... Mas nem sei por onde começar.
Podia, talvez, dizer-te o que não disse... Mas todas as palavras que ficaram por dizer, tiveram o seu motivo, continuam sem querer ser ditas.
Podia falar-te do reencontro, aquele que não há... Os caminhos cruzam-se e entrecruzam-se sem se encontrarem.
Também te podia falar do tempo... Mas isso seria quase ofensivo entre nós.
Contemplo o mar enquanto te escrevo, a nossa paixão, lembras-te? Eu lembro.
Podia falar da saudade, a que deixei de sentir no regresso... Mas não a do mar.
O que também não faz sentido.
Porque te estou, então, a escrever?
Não procuro um sentido, não procuro um sentimento.
O mar avermelha, relembro a nossa praia.
Tolice. Talvez.
Foi aquele mar nosso, o que nos uniu que nos separou. A nossa praia.
Afinal percebo que nada tenho para te dizer...

terça-feira, 21 de março de 2006

sábado, 18 de março de 2006

Ao espelho...

Se quiseres saber de mim, não me procures num espelho.
Olhas sem me quereres ver. Não desvies o olhar, encara-me. Olha bem fundo no espelho, perscruta-me até à alma e encontra-me.
Olha-me.
Conhece-te.
E passo, assim, tempo a descobrir-me, sempre um pouco mais.

segunda-feira, 13 de março de 2006

Publicidade "Egostitucional"

Por motivos de ordem viral (na Sophia, não no Egos) este (o Egos) ficará, até nova ordem, em suspenso.

Pedimos desculpa pela interrupção,
o Egos seguirá dento de momentos.

sexta-feira, 10 de março de 2006

Just remembering...

Descobriu no fundo do baú tantas fotos...
Aquelas que se tinha recusado a rasgar.
As daquela semana louca em que teimou ficar.
Os dias, todos de céu azul.
Sempre perto do mar.
A praia branca.
Onde ousaram sonhar.
Correram um para o outro.
Como se não houvesse um amanhã.
Nem viram a paixão chegar.
Como maré cheia que iria voltar.
Todas as noites foram sem sono.
Todas elas de profundo luar.
As estrelas, tinham-nas os dois no olhar.

quinta-feira, 9 de março de 2006

In your arms...

Corria sem parar, não conseguia encontrar a saída daquele labirinto sufocante e sobrio, com imagens e criaturas assustadoras... A aflição não parava e eu corria. A cada nova direcção, um muro. Voltava atrás. Já não conseguia parar de correr. Regressei ao início. O desespero tomava conta de mim...
Gritei, um grito mudo preso na garganta!

Shh! Está tudo bem... Foi só um pesadelo... Estou aqui! Dizias sussurando calma enquanto o teu abraço me segurava.

Adormeci...

quarta-feira, 8 de março de 2006

Só porque é Hoje.

Podia escrever sobre a necessidade que há pelo mundo fora de suprir desigualdades, falar das condições de vida sub-humanas a que muitas mulheres são sujeitas.
Podia apresentar estatísticas sobre as desigualdades de oportunidades de acesso ao emprego ou sobre as diferenças salariais...
Tal como o ano passado, desejo o dia em que este dia não faça sentido!
Para mim o dia das Mulheres é todos os dias. Porque acordam para a vida determinadas, as lutadoras, as pacíficas, as vencedoras, as que não desistem, as que desistem, as que sorriem, as que choram. Hoje é apenas mais um dia...
Mas porque Hoje todas as Mulheres devem ser especialmente mimadas, este texto é também para os homens. Não se esqueçam que devem a vida a UmA, têm AmigAs, NamoradA, Mulher, Hoje não se esqueçam das Mulheres da vossa vida e enviem-lhes, nem que seja um sorriso, para lhes lembrarem o quanto são especiais!
Às vezes as Mulheres esquece-se do quanto são especiais!

terça-feira, 7 de março de 2006

Timing is a bitch...

My friend:
O tempo não perdoa.
Passa a trespassar a vida das pessoas.

Ele mandou mensagem com convite.
Ela respondeu sem responder ao convite.
Ele não respondeu.
Ela quer mandar mensagem sem convite à espera de convite.

Tudo na vida tem um tempo certo, mesmo quando não se percebe porquê, para acontecer.

Ela deve mandar mensagem com convite.

Se o tempo for o certo ele irá responder e aceitar ou não aceitar. Mas o tempo pode ter sido demasiado, ou ainda ser de menos, mas sem enviar a mensagem ela não vai saber. Qualquer resultado será melhor que a incerteza!

segunda-feira, 6 de março de 2006

sexta-feira, 3 de março de 2006

Um dia cinzento de chuva



A chuva continua a cair
neste Inverno da vida
...
Sinto-te perto de mim
...
Sei que é por pouco tempo
mas
custa ver-te partir
...
não vou chorar o teu chão
mas
Não partas
não me deixes sozinha

quarta-feira, 1 de março de 2006

Perdidos



Perco-me
nesse teu olhar
profundo
...
que gosto se demore em mim
olha-me outra vez
como se fosse a primeira
revela-te
descobre-me
...
vamos ficar os dois
...
nesta pausa do tempo