sábado, 1 de novembro de 2014

Sweet November

Espero que Novembro traga novos caminhos.
Quero encontrar o que antevejo no horizonte. Já não consigo partir às cegas, mas quero seguir em frente.
Cabeça erguida e mangas arregaçadas, assim estou eu para o futuro.
A chafarica já teve melhores dias e a promoção continua a ser agridoce. Cada dia está mais complicado. Não gosto de me contrariar. Não a esta extensão.
Por isso, vamos lá!

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Negro

Aqueles dias em que só me apetece esconder numa caverna o mais longe possível do mundo.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Memória de uma lição

Nada cai do céu (via de regra). E não faz mal. Gosto de me esforçar.
Gostei do meu primeiro trabalho de Verão. Tinha 13 anos e foi num arquivo. A tarefa era empacotar os livros e identificar as caixas para a mudança para a Torre do Tombo. Foram 3 semanas árduas. Conheci gente nova. Diverti-me mais do que devia a ler aqueles livros. Ganhei uns trocados que me pareceram uma fortuna. Comprei umas calças de marca e pouco mais. Valeu a pena.
Os meus pais nunca teriam possibilidade de as comprar. Apesar de achar um desperdício de dinheiro, a minha mãe não se opôs a que gastasse quase tudo quanto tinha ganho.
Quando saímos da loja, perguntou-me se estava feliz. E eu respondi que sim.
- Ainda bem. Agora imagina que eu e o pai fazíamos o mesmo... Se gastassemos o ordenado assim todo de uma vez como é que vivíamos durante o mês? Comida, roupa e despesas...
Não respondi. Quis entrar na loja para devolver as calças.
A minha mãe não deixou. Disse que eu tinha ganho o dinheiro e tinha o direito de o gastar como quisesse e que ainda não tinha responsabilidades. Mas que era importante ter a noção das coisas.
Desde esse Verão sempre trabalhei nas férias. Continuei a gastar o dinheiro  coisas que eu queria e os meus pais não podiam comprar.
Quando fiz 16 só pensava nos 18, em tirar a carta e comprar carro. A partir desse Verão comecei a poupar. Os meus pais pagaram a carta. E em 3 anos eu tinha conseguido juntar dinheiro para um carrinho, velhote, mas o meu primeiro carro!
Nunca me esqueci do que a minha mãe me disse em plena rua Augusta.
Há lições que ficam para a vida.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Animus publicandi

Tempo, ou a falta dele, está longe de ser desculpa. Mas a vontade foi faltando aqui e ali. Dispersei-me. Hoje a vontade voltou de mansinho. Há demasiados sorrisos à minha volta para que os ignore!
São os sentimentos, não os pensamentos, que mais me fazem escrever. Estou bem, feliz, em certa medida em paz. Mas não totalmente. Ainda não é altura de "descansar em paz"!
Anseio ainda por um novo rumo... Deverei dizer um novo afluente... Acho que será mais isso. A minha vida é um rio e está no leito certo para chegar até ao mar. Mas ainda faltam certas coisas, que terei de buscar afluente acima pois dificilmente surgirão na corrente. E é assim que faz sentido! Que me faz sentido.
Deixei de ter insónias, de escrever noite adentro. O diário está em branco, largas páginas em que muito ficou por escrever. O Egos também ficou em silêncio.
Hoje deu-me a vontade e regressei. De vez? Talvez...

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ao Deus dará...

Este blog tem andado ao abandono... Aos caídos. Não sinto a vontade. Aquela ânsia que me consumia e só passava com um teclado e ecrã ou papel e caneta.
Nada combina melhor do que papel e caneta. Pelo menos, não quando quero escrever sobre a imensidão de devaneios que me passam pela cabeça.
Mas quando o trivial se abate, aí não preciso de rascunho e o mini teclado do smartphone resolve.
Já pensei acabar com este cantinho tantas vezes quantas não o fiz.
O mal foi ter-lhe dado nome e feito deste espaço o meu espaço. Assim, tornei impossível matá-lo. E sinto-me compelida a voltar. E volto. E escrevo sobre a não culpa de não escrever.
Não sou escritora. Não tenho a obrigação diária de produzir prosa nem poesia.

sábado, 10 de maio de 2014

Noite

Mais um dia que acaba. Sinto o cansaço apoderar-se de mim enquanto teclo no mini ecrã.
Sei que ando a correr no meu limite, mas não consigo abrandar.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Early morning

Sem sono. Ou já sem vontade de dormir.
Contemplo as paredes do quarto, o dia que ainda não despontou em plenitude e quem dorme ao meu lado.
Dorme sereno, praticamente imóvel. Respiração tranquila.
Pergunto-me o que sonhará a cada movimento ocular.
Mas não importa. Não verdadeiramente. O mundo dos sonhos pertence a cada um.
Ainda é demasiado cedo. Preciso voltar a adormecer.
Talvez a cadência da respiração profunda que oiço possa ritmar a minha e eu volte a dormir.
A vida consegue ser tão simples, quando deixamos.
Sorrio e volto a adormecer.

domingo, 13 de abril de 2014

Mar

Sempre fui de impulsos. Geria a minha vida no turbilhão. O desassossego sempre me apaixonou. Pensava não ter sido talhada para mar de calmaria. No entanto, a vida foi-me moldando. No rodar do tempo, quem eu cria ser um desassossego que mais uma vez me iria impulsionar a virar a vida de pernas ao ar, tornou-se o meu sossego. Virei a vida, sim. Mas valeu a pena. Vale a pena.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Back home

Sempre que regresso sinto alguma necessidade de mudar.
Desta vez foi um bocadinho maior, mas fiquei mais confortável.
Sinto que o tempo passa a correr. Há momentos que passam assim e preferia que passassem mais devagar. Não os aproveito devidamente e depois fico com aquele sabor a pouco...
Horas que passam a dias, que nem dou conta de passarem. Já lá vai um tempo, desde que parei. Parei realmente para pensar.
Há momentos em que apenas aproveito, os sorrisos, os olhares.
O tempo não pára...
Lembro-me de como comecei esta aventura... a vontade de passar para o lado de fora, o que estava aqui dentro. Já percorremos um longo caminho.
O Egos já teve mais atenção, mais cuidado. Visitava-o todos os dias, várias vezes ao dia. Por razões de tráfego num escritório tive que o realojar... Mas voltei, porque deixou de ser necessário e aqui será sempre a casa primeira.
Depois as visitas foram diminuindo. Posso ser culpar a falta de tempo, outros objectivos, mas o facto é que fui deixando de escrever, não só aqui... fui deixando de escrever...
Quando leio muito do que escrevi, volto aos momentos que me despoletaram a necessidade, o impulso! E foi isso que fui perdendo - o impulso.
Passei a racionalizar mais os meus sentimentos, a controlar as emoções e assim se foi aos poucos a vontade de escrever.
Também a dor e a vontade de não voltar a senti-la ajudaram a abrandar.
No entanto, a vida continuou e não voltei a escrever. Não voltei.
Hoje, a ansiedade dominou e precisei parar. Assim que parei, percebi que precisava voltar. Voltei.


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Só?

Demasiado tempo.
Não sei como acontece, mas perco-me em pensamentos que não vêem a luz do papel nem do ecrã.
Por vezes, sinto tanta falta de escrever com regularidade, de escrever com vontade.
Sinto falta do meu processo de estar só. Já nem sei o que isso é...
Não sei como o recuperar, mas quero. Quero voltar a encontrar o meu eu "só". Aquele que me fazia sonhar o impossível, que me fazia ser criança.
É difícil! No entanto, não é impossível...