sábado, 30 de julho de 2011

The show must go on...

Sempre admirei quem tem a capacidade de dizer e fazer. Sempre achei que tinha essa capacidade. Até que chegou à minha porta a altura de, em bom português, me chegar à frente. E ainda não consegui. Sempre tomei as minhas decisões. Sempre fui adepta do tudo ou nada.
Agora, ainda sinto que a vida me atropelou, sem saber como nem porquê. Deparo-me a tentar evitar as perguntas parvas dirigidas ao vazio de um Deus que nunca responde. A Fé tornou-se uma expressão oca.
Não consigo desprender-me daquela madrugada em que te vi sem vida. Não consigo perceber. Pior. Não consigo aceitar.
Tento, em vão, seguir. Pensar que tudo está bem. Não está. És felicidade e dor, amor que sempre me vai acompanhar. Odeio ouvir dizer: "Ainda és nova." Sei que é com boa intenção mas detesto que me tentem consolar. Sabem lá. Oscilo entre a vontade de gritar e a vontade de fugir.

domingo, 17 de julho de 2011

Cativa...


Fiquei presa naquele momento em que o teu coração parou. Achei que o meu ia deixar de bater nesse mesmo momento em que te vi sem vida.

Bastou um segundo para te amar. Sentir-te em mim. Saber cada sinal teu de vida alimentava o meu sorriso.

Perdi-o desde que partiste. Perdi o ritmo do bater do meu coração. Perdi-me naquela madrugada em que te perdi.

Deixei a minha alma cativa da tua memória. Deixei que levasses parte do meu coração e todo o amor que te pertencia desde o primeiro instante para que não partisses sozinho nessa viagem, sem mim.

Fiquei, fico sem ti. Mas tu ficarás sempre em mim.