quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

The end of the year is upon us...

Façam as vossas apostas e entrem da melhor forma em


2006

May all your wishes come true!


See ya next year!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Mirror, mirror...



Tenta que o reflexo apareça... olha em vão. O vazio que a imagem lhe devolve é doloroso... Sabe que não é só uma imagem, ali há vazio. No vazio que ficou, gerou-se dor... gerou esperança. Mas, ali, ainda há o vazio.
Não quer já ver o reflexo, mas a imagem que é.
Deixou-se esvaziar sem saber, não chegou a perceber como tudo se passou. Ficou... Só sabe que ficou, ali, no vazio. Sem o seu reflexo. Sequer a sua imagem.
Tenta falar com o espelho, para que lhe devolva o que perdeu. O que alguém consumiu. Ainda há luz. O espelho brilha com o brilho de outrora. Sabe que o vazio não fica para sempre. O reflexo regressará com o regresso da imagem, num momento, numa outra aurora.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

A todos um...

Felice Natale

Merry Christmas Joyeux Nöel Feliz Navidad Fröhliche Weihnachten

Shuvo Baro Din

Glaedelig Jul og godt mytär

Sal-e no mubarak Nollaig Shona Dhuit Srekan Bozik Wesolych Swiat



FELIZ NATAL!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

Uma história assim...

Como podem outras vidas afectarem-nos tanto que magoa só de pensar ?
Será possível virar costas ao sofrimento que vemos e acabamos por sentir?
Eu estou assim…

Conheci-te sem querer e já te adoro…
Menino não desejado, infância estragada e que não sabe que rumo dar à vida… Como se pode não querer viver? Não se desejar mudar e melhorar? Estragar-se o que se tem de bom e não saborear alegrias como todos deviam?

Dói-me pensar em tudo o que viveste, tudo o que passaste sozinho… Doido? Não creio… Acredito antes que estás só e que entregas à vida e aos seus sabores sem a quereres agarrar… Porque será que não aceitas ajuda, terás medo de confiar?
Se soubesses como o meu coração te consegue entender…
Cada história de rejeição tua que contas, as tuas tristezas, as tuas mágoas, os teus desgostos e os teus sofrimentos, tudo o que de ruim já passaste... é tão pouca a alegria que te conheço…
Olho bem fundo nos teus olhos e vejo um menino frágil, para além de toda a tua bravura violência e ataques descontrolados…
A tua idade devia trazer-te esperança e não o desespero que transpareces e que pretendes esconder e esquecer… Devias sim enfrentar, lutar para mudar para vencer!

Não nos devemos entregar à negridão da existência, não desistas mesmo quando todos te parecem deixar esquecer, aqueles que mais te deviam amar, aqueles em que devias confiar e quem saberias amar…
Conheces gratidão. Mas conhecerás tu o amor? O mais puro e desinteressado sentimento que sempre nos ampara quando estamos a cair, prestes a desmoronar…
Terás tu alguém que te ame assim?
Conheci-te a descontrolado com atitudes violentas... logo te desculpei, procurei no fundo de mim razões para seres assim e encontrei-as sempre sem saber porquê…
Quando começámos a falar procurei brincar, mas sempre para mim foi sério, não sei a razão, mas quis saber tudo sobre ti e descobri… Aquilo que agora sei justifica-te mas magoa-me… Nascer por acidente e ser abandonado… Mas se calhar somos todos largados nesta vida… Opções erradas que tomaste… Fugir… compromissos… responsabilidades… custa…

Desperdiças a vida sem saber, ou sabes e só queres morrer…
Será que nunca te mostraram a beleza que a vida pode ter? Que vale a pena viver…
Eu sei que é difícil acreditar… Custa muito viver… Sangue suor e lágrimas…
Mas… Luz sabor e risos… risos sinceros na alegria de viver… Se pudesses ver e conhecer tudo que é bom e puro alegre e seguro amarias viver e viverias para amar…

Ninguém disse que para renascer é preciso morrer… Bem, é preciso morrer sim… Mas é uma morte necessária, olhar para trás e dizer não mais! E voltar a viver, abraçar o mundo no seu todo azul…

Que será que vês quando olhas o céu? E quando olhas o mar? Uma tempestade?
Será que consegues ver o céu e o sol e o mar a brilhar?
Será que entendes que todo esse brilho pode ser para ti?

Quando estamos e somos felizes tudo existe por nós e para nós… Se soubesses acreditar num futuro melhor… O mundo não é feito de tristezas e dor… Se vires com atenção e se procurares aqueles pequenos pormenores reparas que há beleza e amor… Mas é um espelho que está dentro de nós… reflecte o que recebemos… não se pode dar aquilo que não se tem… Seria mais fácil se pudesses ter… Todos temos um caminho a seguir… Só é difícil saber qual o rumo a tomar…

Nenhuma outra mágoa me doeu como a tua…
Custa-me ouvir violência e amargura… Feito numa noite esquecida, não desejado e abandonado à mão caridosa de alguém que te sabe amar e outra mão que te sabe mimar…
Violência que sofreste, dores físicas que sentiste e lembranças tristes de dias mal acompanhados…
Não sabes aproveitar e aceitar e reconhecer as mãos que estendem e te amparam, pensas antes naquelas que te feriram o ser e magoaram alma… Porquê? Teimamos em esquecer quem nos quer bem para nos amargurarmos por aqueles que nos fizeram mal…
Se te olharem sem preconceito vêem—te como és e não como mostras ser… Eu quando te olho consigo alcançar bondade e doçura e uma tremenda vontade de ser feliz… e tu sabes… ou pelo menos pareces saber… eu sinto assim quando tu olhas para mim…
Adoro esse teu olhar de menino perdido que recusa querer encontrar-se…

Não penses que o que sinto é pena… isso nunca… não me inspiras dó… mas sim esperança… só a ti compete lutar vencer mudar… Reconhece as tuas fraquezas e vê a tua beleza… Aquela que todos vemos também tu a vês ao espelho… Falo daquela que só alguns podem ver mas que tu tens de procurar, descobrir e adorar…
Sê por ti o que não podes ser pelos outros, nem que mais ninguém pode ser nem fazer…
Procura no teu fundo as raízes, a tua origem bela e pura e cresce de novo com bases fortes… cresce… sempre para melhor… em direcção ao céu infinito que vemos ao acordar... assim é a vida… tem sempre luz mesmo quando não a vemos… Menino! Aprende a viver! É maravilhoso como se cresce a aprender… Torna-te no homem que sonhas e não no menino-homem que todos vêem a falhar e a morrer na beira da calçada esquecido por todos e que a vida não olhou, nem cuidou… Cuida de ti… se não deixas mais ninguém fazê-lo…

Não duramos para sempre… mas podemos durar muito e viver para sempre em memórias e histórias de alguém… Vive como um homem assim… reconheço-te essa força, essa garra que se agarra à vida que te quer deixar…

Saberás tu a força de vida que encerras nesse corpo tão leve, nesse olhar por vezes irado mas que eu vejo tão doce… Será que a descobres a tempo? Será que algum dia terei espaço para te mostrar…
Porque será que dou por mim a acreditar?
Não é um dos meus dons… acreditar… e tu menino-homem que mal conheço, mas que de uma estranha forma reconheço...
Em ti sinto-me acreditar…
A tua mágoa conquistou-me… esse teu sorriso sincero… o teu olhar de menino quando troço de ti, brinco para te ver sorrir...
Gostava de te poder desenhar um céu colorido e uma vida cheia de cores ...
Em qualquer canto se pode construir um mundo… Tu mereces mais do que tens mas tens de querer mais, mas não coisas daqui e dali, tens de saber querer mais para ti, lutar por ti, esforçares-te sem pedir, querer e ter, poder escolher…
Cresce menino-homem e verás o futuro sorrir-te e tudo de belo e maravilhoso e por vezes estonteante que este mundo doido tem para oferecer…
Não te deixes morrer nessa tua forma de viver…
Agarra a tua vida e faz dela um sonho, acorda de todos os teus pesadelos e toma a vida que podes ter…

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Third Dance

- Não acha que é possível amar sem sentir desejo?
- No, my dear I don't think...
Dance.
- Tem uma obsessão com a dança?
- Not really. I just like to see you dancing.
Stop treating me like that. I don't want distance between us...
- Sim... isso eu sei. Mas eu não quero que me tentes mais...
- I won't... You want it... Don't deny it... Don't deny me.
- Danço só mais esta vez...
- Don't fool yourself. You like it...
Don't deny yourself.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Conversas...

Estive frente ao mar
sentada na areia
pedi às ondas
que Te trouxessem a mim
mas olhei e não Te vi
Entrei na água
deitada no mar
pedi-lhe tanto
que me levasse a Ti
quis-me levar
fazer-me sonhar
liberdade de querer voar…
De novo quero partir
sem razões para ficar
sem coração para sentir
sem alma para amar
só quero esquecer
e viver…
O mar de espelhos
o céu azul
reflexo de mim
a pensar em Ti
tranquila e pura
não revolta e escura
diferente de tudo
diferente de mim

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Uns olhos cinzentos perdidos...

Os teus olhos cinzentos…
Senti-me perdida no teu olhar…
Nesse momento quis olhar-te
quis-te prender…
Um barco à deriva
numa noite escura e sombria
vi nesse olhar esperança
devolvida minha alma fria…
vontade de ficar eternamente a ouvir
as palavras dos teus lábios
tão perfeitos
o teu cabelo
tão suave…
a tarde tão magnífica
de céu azul…
e os teus olhos cinzentos…
um farol
uma luz na minha rota pela escuridão
Um anjo caído para me salvar…
Um desejo?
os teus olhos cinzentos
São calor, são luz…
flutuei até ao meu refúgio…
Sinto um rio dentro de mim
água transparente mas fria
que retém o meu corpo de arder…
Depois de tanta amargura e sofrimento
quando estava cansada de tanto negro
de olhar à volta e ver nada só trevas
Parei no teu olhar
nos teus olhos cinzentos
luz dentro de mim…
Em todos os desertos há um oásis
nem que seja só mera miragem
sonho
realidade
Permitir-me sonhar
mais uma vez…
a luz do dia
o calor do Sol
até ao luar
o brilho da Lua
ilumina a escuridão…
Os teus olhos cinzentos
um ténue raio de luz
que me permitiu esquecer
a dor da escuridão…
Não quero
não espero…
nada…
Sei que a escuridão em mim terminou
O teu olhar renovou a minha alma…
Os teus olhos cinzentos perdidos de anjo caído

terça-feira, 29 de novembro de 2005

Oração




abre essa porta que o coração teima em fechar
deixa que o teu manto desça sobre mim
ilumina o meu caminho
nem que essa luz seja a da escuridão
e o manto me venha a cegar
abre a porta
não me deixes ficar

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Refúgio

Procurei o meu refúgio... encontrei-o a céu aberto... ousei fazer o meu porto de abrigo... o céu foi amigo...
Não.
Os amigos são o céu.
Sempre que é preciso o céu está lá para ouvir as nossas preces.
E numa noite de dsassossego, eles chegam de mansinho e levam-te devagarinho.
Retomam-se hábitos de antigamente. Fala-se até perder a hora.
E de madrugada ouves música bem alto enquanto se joga ténis no parque de estacionamento.
Às vezes não crescemos... É bom assim...

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

De cor

O mundo está lá fora...
não se pode viver pelo que que vê
pelos risos que se ouve
pelas lágrimas que não se sentem

estando dentro
o mundo é lá fora


basta abrir a janela
pular o muro
ou sair do portão

o mundo está ali
pé ante pé
pé diante de pé

e encontramos mais um caminho
segui-lo ou não
no trilho ou a corta-mato




será um outro rumo...

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Um beijo só...



... não basta para que te esqueça...
A despedida terna que parece não anunciar uma despedida.
Não seria o suficiente para nele conter todos os momentos... toda a vida que ficou... mas bastou-te para tudo o que ficou por dizer... tudo o que ficou por viver...
Caminhando à chuva recordo... não o beijo dado, o beijo roubado, todos os beijos que não o foram...
O caminho segue... tal como eu e tu... e o momento do beijo... foi tão somente um momento...

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Paragem



A morte não assusta. A vida, às vezes, é que mete medo.
A morte é paragem.
A vida não pára de correr.
Ou nos leva ou nos guia ou nos arrasta.
Ou vive-se.
Vive-se... sempre que ela não nos pára, não nos leva, não nos guia e não nos arrasta.
Vive-se quando se aproveita cada momento como único que é.
Tal como a água que não passa duas vezes ali...

Eu não sei se vou ficar bem assim, eu só sei o que vai ser melhor para mim...

(Expensive Soul, Eu não sei)

Pausa na Lua

Ontem parei de conduzir para admirar a Lua e o brilho que reflectia no mar...

E parei mesmo...
parei para pensar
para te escrever
percebi que não te percebo
não entendo o que trava
tudo?
tudo o que a mim me destrava
não te posso dizer mais do que te digo
sei o que sinto
mas não o consigo dizer
não insisto resisto desisto
e fico sem saber o que te pára
o que te impede de andar
sinto-me enganada
não foste tu quem me fez apaixonar
foi outro que apareceu
e despareceu na sombra dos dias
enganos não me magoam
mas este não posso perdoar

adeus...

terça-feira, 15 de novembro de 2005

Talvez sempre...



a cada despedida tua fico assim...
sei que acabas por voltar
e sempre te abraço
aceito-te assim
aceitas-me a mim

a cada despedida choro sangue
sempre me dói
nunca te prende
voltas
recebo-te

saber que regressas não me diminui a dor
a que me corta por dentro
a que me tolhe
a que me deixa assim

sabes que me prendes na teia desse sorriso
aranha predador
é obsessivo o que nos une
é doentio saber que tremo
ainda tremo
esse olhar que me fere
o que me apaixona

cada despedida
anuncia sempre um regresso...

sempre...

...até um dia...

Inconstância

Procurei o amor, que me mentiu.
Pedi à Vida mais do que ela dava;
Eterna sonhadora edificava
Meu castelo de luz que me caiu!

Tanto clarão nas trevas refulgiu,
E tanto beijo a boca me queimava!
E era o sol que os longes deslumbrava
Igual a tanto sol que me fugiu!

Passei a vida a amar e a esquecer...
Atrás do sol dum dia outro a aquecer
As brumas dos atalhos por onde ando...

E este amor que assim me vai fugindo
É igual a outro amor que vai surgindo,
Que há-de partir também... nem eu sei quando...

Florbela Espanca

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

I think of someone else instead...


Paul Telfer

E quando numa preguiçosa tarde de Domingo a companhia preferida é um sofá quente, uma salamandra incendiada e uma produção fantasiosa, adormeço e sonho com um Hércules assim para mim...

Ao acordar sei que não quero um herói, mas os sonhos são bons mesmo assim!

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

Second dance



Silenciosamente desliza nos seus braços... entrega-se no rodopiar de uma valsa
perdem-se emoções
esquecem-se sentimentos
não, não voltará a ser a mesma
mas sabe que continuará a dançar sem ti

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Passo...

"Descalça vai para a fonte
Lianor pela verdura;
Vai fermosa, e não segura. "



quem não caminha lucidamente
não pensa seguramente
caminha sem ver para onde vai
pensa sem ser de onde vem

eu só quero não pensar
eu só quero parar de sentir

terça-feira, 8 de novembro de 2005

Máscara



fica ao meu lado porque estás aí... quando não estás cobre-me a face e esconde-me do mundo... adormeço os sentidos para que a tua presença páre e pressinto-te... escondo-me mais uma vez e não volto a acordar
outra que não eu sabe que te ama
outra que não eu sabe sofrer e chorar
outra que não eu não se vê e não te tem
e é a máscara que sai à rua

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Ainda a dor...



quando ao acordar se sabe que o Sol não vai iluminar o cinzento que nem a Lua conseguiu apagar e a dor domina... sabe-se que aquilo ainda não é acordar... ainda há aquela impressão... que já não se sente como dor... então já nem é pesadelo... não se sofre sequer... não é o sofrimento que dói mas a ausência de sentir que faz doer

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Por amor...



... revivem-se dores profundas que corróiem alma sangram coração choram lágrimas mais salgadas e deixa-se o pensamento vagar ao abandono... não se tenta parar a dor, antes se abraça... não se estanca a ferida, bebe-se o sangue... até que seja tudo parte de ser...

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Just because it's Halloween...

Poem to the dead

And they will
raise from their graves
to walk upon the Earth
and rule it as they please.
You’ll feel such fear,
you will not sleep at night
their nightmares
will keep you awake and yours
will give them strength.
Such panic.
Such mayhem.
Such chaos.
Never the Earth
will see again
Its brigthness
Its peace
Its sunshine
the darkness will
forever take over the
nature of beings.
Will this come?
Sooner than anyone can imagine
till than wander about this...

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Impulse

Quem nunca agiu por impulso?
sem medir consequências
não hesitar, dar o salto
voar bem alto
mergulhar bem fundo
ser dono do mundo
nem que seja um segundo
seguir o pensamento
actuar no momento

terça-feira, 25 de outubro de 2005

Culpa tua

Adormeci a sorrir
pensava em ti
Como não o fazer?
(Isso não quero aprender)

Culpa tua
pensar em ti
faz-me sorrir
culpa tua
o brilho no olhar
culpa tua
desse sorriso doce
desse olhar meigo
culpa tua
fazes-me sonhar
culpa tua
voltei a acreditar

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Plágios...

Quando o que se quer dizer, já foi dito...

"Pedem tanto a quem ama: pedem o amor:
Ainda pedem a solidão e a loucura"

Poesia toda, Herberto Helder

- Do you believe in Destiny?
That even the powers of time can be altered for a single purpose...
The luckiest man who walks on this Earth is the one who finds true love.

Bram Stoker's Dracula, the movie

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

De corpo a corpo

Na escuridão te adivinho
nas sombras te vejo
no nevoeiro te ouço
na multidão te sinto

o ritmo recomeça
de um corpo ao outro

adivinha-se a noite
vê-se a pele
ouve-se a música
sente-se...

corpo a corpo

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Borboleta

Quero ser livre!

Acho que qualquer declaração do que quer que seja deve começar assim...
Mas nada tenho a declarar... antes quero reclamar...

Hoje quero reclamar o Sol que não apareceu
soltar as amarras que me prendem a este espaço

quero reclamar o teu olhar iluminado
que hoje sei não poder ter
quero reclamar o teu toque macio
o que tarda em voltar
quero reclamar um sorriso
o meu
esse sim já apareceu

A liberdade de poder sentir de novo esperança
a liberdade de voar
Não prendo asas
não corto sonhos
não peço palavras
reclamo gestos

Uma borboleta nasce para voar!

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Tempo...

Volto ao tempo...
Tempo que corre
que me falta
que me engana e me trai

Quero tempo para perder
tempo para me encontrar
tempo para te ver
para te ter

o tempo que hoje não faz chover
não é o tempo que faz sofrer
o tempo que corre
não é o tempo de quem morre
não é o tempo que lamento
não é mais que um momento
é um tempo dormente
nas mãos de quem te mente

Tudo é tempo
a um tempo
a dois tempos
um andamento sem fim

Quero tempo
para ti
para mim

Tempo para viver

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Insónia

Ontem tentei dormir
mas não consegui
a tua luz inundou o quarto
o teu brilho na minha alma
fiquei hipnotizada com a tua perfeição
invejei a tua liberdade
sem conseguir dormir
tentei sonhar
com tanta coisa
ansiei pelo futuro
desprezei o passado
não liguei ao presente
só quis sonhar
imaginar—me junto de ti
e flutuar…
Ficar em ti a brilhar
partilhar a tua luz
dividir a minha dor
e esquecer…
Viver no teu solo
respirar no teu ar
sentir no teu corpo
e amar…
Lembrar as tuas lendas
recordar
pensar
dormir…
Sonhar com o belo
esperar pelos desejos
ansiar pelo querer
e acordar…
Mas viver com o teu brilhar

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Quietude

Hoje não vi borboletas...
A chuva não as deixa voar...

Mas já não sinto saudades de sentir borboletas no estômago e sorrir...

Sempre cedi à turbulência do olhar
à intranquilidade de sentimentos

A tua calma apazigua-me
a tua paz contagia-me
perdi a vontade de mudar
agora quero ficar

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

Achamento

A história de Pedro e Inês em bailado...

Foi a ver a história de Pedro e Inês que te percebi finalmente e voltei a acreditar, não em príncipes encantados, mas em ti.

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

- te

Beijo na noite o luar
abraço uma estrela cadente

perco-me em sonhos e desejos
quero perder-me onde me fui encontrar

gestos que esqueço
sorrisos que lembro
olhares...
teus

sonhei-os meus

Regressos...

Acordei para um dia a correr...
Vou de fim-de-semana mais cedo. Há uns tempos, o lugar para onde vou, iria causar saudade... Talvez alguma dor... Acreditei que a vida fosse correr de outra forma. Não correu.

É estranho, mesmo não querendo, sempre faço projectos, talvez mais conjecturas. Quando as coisas não saiem bem assim... páro... olho para trás... olho para a frente! O caminho que aí vem é sempre melhor do que aquele que se deixou! É o que penso.

Agora que mais uma vez regresso àquela imensidão de serra, sei que regresso em paz... talvez porque vou ansiando regressar, talvez porque também sei que preciso descansar!

Os ventos ao final do dia são fortes. Levam para longe tudo o que não está seguro, tudo o que não é forte.
É poder daqueles ventos também levar sentimentos que não podem ficar no coração...

terça-feira, 4 de outubro de 2005

E a vida sorri!

"A história é uma sucessão de sucedimentos que se sucedem sucessivamente."

Tudo nesta vida passa...
Por mim, tudo passa muito rapidamente. Apaixonei-me e desapaixonei-me umas quantas vezes, à velocidade da luz. O meu grilinho falante que o diga! Acho que raramente saímos duas vezes seguidas em que lhe falasse da mesma pessoa! Convém esclarecer que já estivémos meses sem sair e não nos vemos todos os dias.

O certo é que tudo se sucede rápido demais.
A verdade de um dia é a incerteza do amanhã.
Eu gosto da vida assim... mas tudo muda, até a vontade de mudar!

26

O melhor presente: o inesperado!
Gracias!

sexta-feira, 30 de setembro de 2005

Sombra...

...de mim
já não existes
certeza de quem é
não sei ver o fim
tanto mudou
não consigo acreditar
tentei negar a dor
apagar-te dentro de mim
esquecer...

Enganos

Nas minhas mãos sinto o vazio da tua presença
olho e sinto a falsidade do teu sorriso
a fraca luz que te ilumina o olhar

Mecânicos os teus gestos
Falsa a minha cegueira

quarta-feira, 28 de setembro de 2005

First dance

- Come... dance with me.
- No. I don't know you.
- You will...

Os joelhos dela tremiam, sem saber porquê... A presença dele mudava-a a cada segundo.
Estranhos pensamentos percorriam-lhe a mente. O coração batia desritmado, queria saltar-lhe do peito. Entregar-se àquele desconhecido. Sim, era isso que queria.
Não era ela. Aquela não podia ser ela. Sempre tão sensata, tão racional, tão fria...
E agora, ali estava ela pronta a deixar-se guiar por ele.
Não percebia porquê. Não era atraente, não trocaram mais do que meia dúzia de palavras. Era magnético. Isso, era a palavra que procurava... Magnético. Inevitavelmente atraída.
Nem sabia que som ouvia. Movia-se com ele, nada mais.

Num segundo ficaram sós. Numa sala que estivera cheia. Podia jurá-lo.

Não pretendia pensar nisso. Era estranho... assustador... e, no entanto, fascinantemente delicioso...
Entregou-se... não como fazem os amantes... não havia ali lugar para o amor... Aquilo era outra coisa...

A música voltou... continuavam a dançar...
O seu corpo ainda tremia. Estava eurófica.
Não. Sonho, não.

Ele beijou-a no pescoço.
- It was a pleasure...

Ela ficou ali... sem saber... apenas soube naquele momento que a sua vida iria mudar.

Dance with the Devil and the Devil won't change, but it will change you.

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Ghosts from the past

E quando um quase desconhecido te envia um e-mail, tentas descobrir quem é...
Ao fim de algumas buscas reconheces...

relembras o doce aroma do ar
o sabor a verde do olhar
o toque titubeante do sorriso
e queres voltar a voar

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

...

os teus sentidos são o meu refúgio
o teu corpo o meu mar
no teus lábios navego ao sabor do teu olhar

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Despertar

Acordei sobressaltada com o barulho estranho, não era o despertador, não era ninguém à porta...
Levantei-me... tentei ouvir de onde vinha o barulho, dirigi-me à janela... no meu varandim um pássaro cinzento debicava furiosamente na madeira da janela... Esse debicar foi o que me acordou.
Abri a porta determinada a enxotá-lo, queria voltar a dormir.
Mal a abro, o pássaro entra-me pelo quarto, pousa na minha cama.

Pisquei várias vezes os olhos... belisquei-me...

Na minha cama estava sentado um ser estranho, mas belo, tinha uma face serena, asas brancas, trajava de negro.

Não podia ser... há coisas que não se vêem neste mundo...

Mas ali estava.
- Senta-te. Não fiques aí especada a olhar para mim. Quero conversar.
Meia atordoada, obedeci. Sentei-me.
Olhou-me como se tentasse ver alguma coisa que não se via e continuou.
- Tenho-te ouvido todas as noites antes de adormeceres... Leio também o que escreves...
- Tu o quê?!
- Ouço o que pedes, leio o que escreves. Não repito.
- E foi por isso que vieste?
- Sim e não.
- Vais explicar melhor ou tenho que adivinhar?
- Maneiras menina... maneiras...

Não pedi desculpa. Fiquei a olhar para aqueles olhos de um cinzento quase sem cor e tão expressivos.

- O que a razão te pede é fácil de fazer. O que o coração te pede exige muito mais de ti.
Mas só tu podes escolher. Ninguém te vai ajudar.
- Não foi para isso que vieste?
- Não.
- Então não és um anjo?
Uma gargalhada ecoou pelo meu quarto.
- Não, não sou um anjo.
- És um demónio?
Um sorriso malicioso percorreu-lhe os lábios...
- Também não...
- Não pergunto mais nada.
- Errado... Estou aqui para responder.
- Ao quê?
- À tua pergunta...
- Que pergunta?
- À tua pergunta... a resposta sou eu... nem Bem nem Mal... Vida.
Desperta!

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Caminhando...

Se assentar o sonho na espuma do mar, esse sonho desfaz-se no momento em que as ondas embatem na rocha...
Mas não é por isso que se deixa de caminhar na praia...

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Tão perto

Numa noite de Lua Cheia meti-me a caminho rumo ao Norte.
A Lua fez-me companhia até amanhecer.
Estive tão perto de ti, mas não pude fazer o desvio que o coração me pedia...
Já escrevi que há distâncias sem perdão... Não é verdade...

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

Casablanca "remake"

"As time goes by" é uma música que não dá para não adorar...
É pena que o cenário não me permita dizer:
-Play it again...

Há pessoas que têm histórias estranhas assim, à medida que o tempo passa, sem começo, com muitos momentos, sem fim...

Se qualquer semelhança com a ficção for pura realidade, uma coisa posso dizer:
- We'll always have Pariz.

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Sonho mentiroso

Sonhei que te encontrava, por acaso, na rua - o que, por cá, é improvável - o meu coração disparou, sorri como se o brilho do Sol me iluminasse.
Olhámos-nos com surpresa e agrado.
Falámos imenso.
Matámos saudades.
Amanhecemos juntos.

Acordei...
Olhei para o lado...
Fiquei triste por não te ter ao meu lado...

terça-feira, 13 de setembro de 2005

Estradas...

Uma pessoa habitua-se a conduzir em estradas rectas, com o tempo a aceleração é natural. Surge a primeira curva apertada e mesmo travando, o coração acelera quando se começa a travar, derrapa-se na curva... Não houve acidente, sai-se ileso... Apanha-se o gosto por derrapar?

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Insólito

Mudei-me, recentemente, para uma aldeia aqui bem perto da cidade.
A mudança foi causada pela busca de sossego. Quero uma vida mais calma.
Conheço todos os meus vizinhos.
Todas as pessoas se cumprimentam na rua.
As pessoas ainda andam de noite na rua.
As crianças brincam na rua, andam de bicicleta e jogam à bola.
Todo este cenário a 10 minutos de Lisboa fez-me trocar o centro da cidade pela aldeia!

Ontem de manhã quando cheguei ao carro, reparei que estava aberto, o porta-luvas também...
Fui assaltada!
Páro... olho mais atentamente para o interior do carro e reparo que tudo o que estava no porta-luvas, cd's, auricular, documentos, estava arrumado em cima do banco do pendura... nada tinha sido levado.
As fechaduras não foram estragadas. Os vidros não foram partidos.

Fiquei intrigada... Como é normal ali, para saber novidades dirigi-me ao café, estavam já lá algumas pessoas a debater o assunto. Vários carros foram abertos durante a noite, nada foi levado. Fiquei a saber que há umas semanas houve uma ligeira quezília bairrista, ficou ameaça de retaliação...

O resultado foi a abertura dos carros!
No fim de contas, não houve prejuízo algum.

sexta-feira, 9 de setembro de 2005

Não 'tá fácil

Eu bem tento pensar noutras coisas... Mas não consigo.
Agora sempre que me permito divagar, começo e acabo a pensar em ti.
É complicado ao fim de tanto tempo em que só me permiti brincar.
Normalmente, quando sinto a vida a fugir ao meu controlo, a primeira opção é fugir.
Como diz o meu grilinho falante: "O problema és tu!".
Até aí, eu já sabia!
O que não sabia, nem contava, era que desaparecesse a vontade de fugir... Acho que, lentamente, está a ser susbtituída pela vontade de ficar nos teus braços, perdida no teu sorriso, encantada nas tuas palavras...
Como é que isto me foi acontecer?
Achei que primeiro precisava esquecer-me, perder-me, para depois me encontrar... Dizem que é assim... Não é!
Não estava perdida. Não estava esquecida.
E isto não está fácil... nada fácil!

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

terça-feira, 6 de setembro de 2005

Nonsense post

Se eu disser que tenho um telemóvel que gagueja ninguém me vai entender...
Também não sei quero que alguém me entenda, porque é algo que não quero perceber.

Sei de um diabinho a quem quero dar gelado de caramelo para lhe agradecer ter prevalecido sobre o anjinho.

E porque azul fica bem a toda a gente hoje escrevo a azul e agora porque me apetece também escrevo a amarelo porque é uma cor que te fica bem.

Sou... sortuda e azarada...
louca... e apaixonada...

segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Ainda com música...

Estava a escrever sobre outra coisa, mas acabei por parar, porque passou por aqui um automóvel com o sistema de som, provavelmente, perto do máximo.
No 2º andar consegui ouvir "...life's a rollercoaster...", este excerto sei que é de uma música do Ronan Keating (Rollecoaster, ou coisa parecida).

Automaticamente pensei, é bem verdade!
Tem altos e baixos e "loopings"!

Eu acho que devo ter tirado bilhete para uma com muitos "loopings"!

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

And back... Again!

"... o tempo também se engana nas casas onde mora..."*

O tempo não se enganou.
Eu enganei-me.

Foi pouco o tempo que o meu coração precisou para se apaixonar. Depois, não sei como, aparecerem os sonhos que eu sabia não poder realizar. Achei que o melhor era parar de escrever...

Não consigo.

Sempre que tentei escrever aparecerem-me imagens que não posso sonhar, mas que também não quero negar. Não sei se ainda estou apaixonada, se o tempo aí também se enganou ou se me enganei.

Tudo e tanta coisa que não sei... Talvez o tempo se volte a enganar!

*ouvi este excerto da música há bocadinho numa livraria onde passei, sei que é de uma música do Luís Represas, mas não sei qual.

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

And back...

Posso sonhar ilimitadamente
mas não se vive ilimitadamente
Não posso viver tudo aquilo que sonho...
por isso, por uns tempos preciso parar de sonhar...
O que escrevo está ligado ao meu mundo de sonhos vividos e por viver...
O sonho que agora tenho não o posso viver, não o quero mais sonhar...
Preciso aprender a limitar a imaginação, o sonho.
Escrever faz-me dar largas à ilusão... preciso parar de escrever.
É uma questão de tempo... tudo é uma questão de tempo... eu sei que sim...

quarta-feira, 10 de agosto de 2005

Voz do coração

Se deixasse o meu coração falar
ele gritaria por ti
esforço-me e mantenho-o calado
não para que não me ouças
sou eu que não o quero ouvir
Não pensei...
Sim, a verdade é que não pensei
Não pensei que para continuar teria que o calar
achei que ele se calaria com a distância e a certeza do que não acontece
Mas não se cala...
E eu já não sei que mais fazer porque não o posso atender...

Fuga

Não fujo.
Amanhã ainda estou aqui.
Mesmo que quisesse fugir, não conseguiria.
Acredita... já tentei.
Quer esteja aqui, aí ou mais além.
Não enquanto me deitar a pensar em ti e ao acordar o meu primeiro pensamento for teu.
É quanto basta para me fazer sorrir... pensar num qualquer momento que partilhámos...
Não fujo... amanhã ainda estou aqui...

Uma questão de pele

Quando me tocas e sinto a tua pele na minha
estremeço e arrepio
fico sem saber o que dizer
os impulsos tomam conta de mim
é uma benção dos céus
um pecado infernal
que aquece e enlouquece
e me faz perder a razão...
A loucura toma conta de mim
e o devaneio é sem fim...

sexta-feira, 29 de julho de 2005

Zooming out

Last day at work.... Praise the Gods!

Estou precisada de descanso...
Virei menos vezes aqui durante o próximo mês.
Mas sempre que puder passo aqui e "aís", nos cantinhos que tanto gosto de visitar.

Ciao!
Baci per tutti!

quinta-feira, 28 de julho de 2005

Almost there!

O entusiasmo pelas férias é exactamente na mesma medida em que me sinto cansada.
Estou muito entusiasmada!
Este mês que se aproxima só pode ser melhor que o seu congénere transacto.
Embora vá pisar terrenos que bem conheço, sinto-me a partir à aventura. Talvez porque me sinta num começo...
Quero encher o coração de credulidade renovada e partir de alma regenerada!

Curiosidade Insatisfeita

Os sonhos são sempre algo de insondável.
Esta noite andei algures e dei por mim num elevador.
Carreguei num botão e o elevador moveu-se, não percebi se para cima se para baixo.

O despertador tocou. Acordei.
Acordei com a sensação de curiosidade, queria saber para onde ia.
Ainda me senti tentada a adormecer para tentar retomar o sonho.
Mas tive mesmo que sair da cama.

Fiquei sem saber para onde ia o elevador dos meus sonhos.

terça-feira, 26 de julho de 2005

One sided love

- Está?
- Oh amor desculpa!
- Eh...
- Não digas nada, ouve-me. Eu errei. Tu tens razão. Não podemos continuar assim. O importante tem que ser tu e eu, nós.
Sinto saudades de nós. Eu amo-te. Não digas que não sentes o mesmo.
- Eh... Posso falar?
- Hã?! Quem fala?
- Tentei dizer-lhe... É engano.

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Doce loucura

O Beijo, G. Klimt

Permitir-me cair nos teus braços
e esquecer que há mundo lá fora...

segunda-feira, 18 de julho de 2005

'Dellusion'

Trocava a minha vida por um dia de ilusão ... assim diz a música.

Não conseguiria fazê-lo.
O complicado não é criar ilusões... é viver com a desilusão.

terça-feira, 12 de julho de 2005

Tu?

Porquê?
Logo eu que detesto porquês.
Mas este é inevitável e incontornável.
Tanto ou mais que tu e eu.
Porquê?
Porque parece a tempestade pronta a acontecer.
O porquê inexplicável como tu e eu.
O porquê incorrigível como tu e eu.

segunda-feira, 11 de julho de 2005

(In) Felicidade

- És feliz?
- Há dias em que acordo, dou graças pelo que tenho e sei que sou feliz.
Noutros penso no que perdi e naquilo que não tenho...

Sei que é suposto ser assim.

sexta-feira, 8 de julho de 2005

Não 'tou!

Hoje não estou p'ra ninguém!
Mas estou para ti.
Hoje não estou p'ra ninguém!
Mas estou aqui.

Hoje que não quero estar nem ser, tenho que estar aqui e ser.
Hoje queria poder não existir. Queria estar em suspenso!
Poder ficar num não-sítio. Um qualquer lugar que não há.
Hoje queria fazer uma pausa na vida. Não ter que escolher.
Só ficar e não ser.
Por isso coloquei o letreiro na porta:

Hoje não estou p'ra ninguém!

Mas estou aqui.
Estou para ti.

quarta-feira, 6 de julho de 2005

Equações

Quando andava no liceu, por vezes desesperei com as equações.
Era indiferente se era x ou z, a ou b.
Mas teimosamente continuava, tentava e continuava e, muitas vezes, de um momento para o outro, a solução aparecia ali e parecia tão simples.
Era óbvio que x mais y iria ser z.

Há coisas na vida que são como essas equações.
Procuramos teimosamente soluções onde elas não estão. De um momento para o outro, e sem nada o fazer prever, a solução aparece ali.
Tão simples, tão clara, tão óbvia aos nossos olhos.
Tão alerta, tão viva no nosso coração.

Como não pude perceber que x+y=z?!

segunda-feira, 4 de julho de 2005

And we meet again...

Agora parece que nos vamos encontrar muitas vezes.
Sempre no mesmo local com hora marcada. Marcam-nos a mesma hora sem nenhum querer.
Já consigo não tremer, só sorrir
(chamam-lhe nervoso miudinho)
Ainda te incomoda a minha presença.
Ainda me incomoda o teu sorriso.
O desencontro durou tempo de mais....
Tempo a mais para que o encontro fosse feliz...
Hoje... amanhã... ou depois
será apenas mais um encontro do acaso que não será o encontro do nosso desencontro.

domingo, 3 de julho de 2005

Ódio

É ténue a linha que separa amor e ódio?
Não sei se será.
Mas acho que te odeio...

Acho que te odeio porque continuas nos meus pensamentos.
Acho que te odeio porque sempre que te vejo estremeço.
Acho que te odeio porque só depois de ires sorrio.
Acho que te odeio porque o meu corpo ainda sente o teu toque.
Acho que te odeio porque ainda te quero.

E porque te odeio e ainda te desejo, será que ainda paira sobre mim a sombra desse amor?

sexta-feira, 1 de julho de 2005

Não há sossego!

Não há sossego
quando sopras esse vento quente que me deixa sem sono
não há sossego
quando me olhas assim e me deixas sem calma
não há sossego
quando me tocas e desatinas e me deixas sem te olhar
não há sossego
quando me saboreias a pele e me deixas sem te sentir
não há sossego
quando te vais e me deixas sozinha
sem o doce sabor que temos nós
Não há sossego!

quarta-feira, 29 de junho de 2005

Deixa-me dormir...

Para que me acordaste?
Porque não deixaste este fogo permanecer cinza?
Para que me fizeste viver?
Ai de mim que estava em paz
dormia serena a vida
e não me tumultuava
Tu acordaste em mim esta chama que por ti clama e não se acalma
Permanecia a cinza onde agora arde o fogo que ateaste
E para quê?
Para voltares para longe e regressares ao mundo dos meus sonhos
Que faço agora com o que sinto?
Onde coloco estes cacos das promessas quebradas?
Nada.
Regresso a mim.
Volto a dormir.

terça-feira, 28 de junho de 2005

Luz

Ruína de mim que sonhou para ti
rasguei uma janela para que o sol entrasse
encortinaste-a
envidracei o tecto para que a luz te iluminasse
entelhaste-o
cansei-me da tua escuridão
abri a porta e saí
esqueceste-me...
esqueci-te

domingo, 26 de junho de 2005

Audacity

*(noun): boldness or insolence
*audacious: adjective
1. showing a willingness to take risks; daring; fearless;
2. imprudent; recklessly bold.

* Oxford Advanced Learner's Dictionary
Au-da-city

Just have the audacity!
I like the way it sounds.

I want to be audacious to have the audacity to say to you everything you make me feel.

Because
it's because of love
It's because of you
Because of love
you see in me what no else can see
you bring happiness to me
when tears roll down my eyes
when I'm wrong
you show me what's right
whenever I'm in the dark
you provide the light
if I'm feeling blue
you give me wings to touch the sky
you give me answers
when I don't know 'why'
After all this time
I know I can carry through
And it's all
because of love
because of you

sexta-feira, 24 de junho de 2005

Pouco mais

Um pouco mais
não que seja pouco o que me dás
também é pouco o que preciso
pouco é o que te peço
pouco é também o que te dou
é pouco o que sei e posso
sei que é pouco o que sabes
Um pouco mais
não um pouco menos
só o mais
esquece o menos
mesmo pouco
sendo verdade
nunca é menos

quinta-feira, 23 de junho de 2005

Um dia complicado de trabalho...

O trabalho devia ser um drama da vida moderna.
A amarra necessária que nos prende e liberta.

Hoje não tou com muita vontade para trabalhar... nem sequer para estar no escritório.
Acho que é normal ter dias assim, só espero é nunca ter dias assim*.

*P'ra mim esta música é espectacular e deprimente.

quarta-feira, 22 de junho de 2005

Lua

imagem daqui

Hoje é noite de Lua cheia.
Hoje a Lua vai estar mais perto da Terra do que o habitual, já não estava assim tão perto há mais de 18 anos. Assim, irá parecer maior.

Admirem-na.

Não será uma noite de céu negro
haverá magia no luar...

terça-feira, 21 de junho de 2005

A sangue quente....



A dor de ver partir...
um coração despedaçado
que não quer recompor-se
por alguém
sofre chora e sangra
pela crueldade
por maldade
e chora a dor
que o vai acompanhar pelo caminho...
Lágrimas que vão secar
sem a dor do coração conseguir estancar...

domingo, 19 de junho de 2005

Estranho



Chamo por ti sem saber o teu nome
percorro com o olhar o teu corpo
desejando que os meus olhos sejam dedos
De ti mais não quereria que loucura
na volúpia de uma noite idealizada
esqueço-me que ainda a Lua ilumina o meu rosto
e sorrio para ti...

Cadeia de música

Antes de mais o devido agradecimento à curiosa paixão que me prendeu nesta cadeia!

Tamanho total dos arquivos de música no computador:

Arquivo as minhas músicas numa penderive e em cd's.

Último disco (cd) que comprei:

O Baile de Máscaras, de Giuseppe Verdi.

Canção que estou a ouvir agora:

Come Undone, Robbie Williams

Cinco canções que costumo ouvir frequentemente ou que têm algum significado para mim:

Everything I do, Bryan Adams
No regrets;
Angels, Robbie Williams
A Kind of Magic, Queen
Right to be wrong, Joss Stone

E para não quebrar a cadeia, mas sem intenções de prender ninguém:
para quem passa por aqui e quiser responder faça o favor de me satisfazer a curiosidade!

quinta-feira, 16 de junho de 2005

Reencontro

Encontro-te
tremo da cabeça aos pés
...
viro costas
já não consigo parar de sorrir
...
tremem-me os joelhos
...
volto-me
encaro-te
sorris-me
iluminas o cinzento
...
controlo os nervos
tento parar de tremer
cumprimento-te
devolvo o sorriso
seguras-me na mão
páro de tremer
...
despedimo-nos
caminho a sorrir
sem jeito

a sorrir

terça-feira, 14 de junho de 2005

Ao largo



Fico aqui horas a contemplar-te...
Tento decorar a ondulação na esperança de te adivinhar um coração...
Quer estejas azul ou cinzento
calmo ou revolto
é em ti que me encontro
quando não sei para onde ir
que rumo tomar
ou mesmo quando sei
e preciso respirar
Fascinas-me, apaixonas-me
Tantos são os mistérios que escondes e revelas
E mesmo quando a noite não te ilumina
e nem luzes vejo pela costa
sei que estás aí...
Sei pelo som, percebo se estás em paz ou em turbilhão
e é sempre no teu silêncio
quando tento entender-te
que me percebo
e me conheço
e ouço o meu coração...
Hoje ouvi-te e conheci-me mais um pouco.

Até Amanhã, Camaradas



Na Segunda Feira de manhã, acordei cedo e a primeira coisa que fiz foi ligar o rádio para ouvir as notícias.
Estava afastada do mundo há três dias.

"... a marcha de Alfama ganhou o 1º lugar ... faleceu o poeta Eugénio de Andrade... morreu de madrugada o líder histórico do Partido Comunista Português..."

O resultado das marchas é o menos relevante, mas foi a primeira notícia que ouvi.

Admiro e respeito o poeta.

Cresci a admirar e a respeitar o espírito e a força deste homem e a gostar de o ouvir, mas sobretudo de o ler.

Nesse momento lembrei-me de todos os livros que li de Manuel Tiago e apenas este título me ficou: "Até Amanhã, Camaradas".

Até amanhã.

quarta-feira, 8 de junho de 2005

Beleza adormecida

Quando os nossos olhos pousam
em alguém em repouso
contemplamos como dorme
vemos um sorriso despontar
sem saber sequer o que o motiva
e sorrimos também...

Gosto de ver dormir.
Corpo e alma em repouso
a serenidade do descanso que permite sorrir.

segunda-feira, 6 de junho de 2005

Carta de um arrependimento que não o é

Será que algum dia te vou poder dizer o quanto me fazes sorrir?

Sei que fui eu a dizer-te adeus.
Só eu sei o quanto me custou.
Optei sozinha. Decidi e disse adeus.
Mal me expliquei... pouco havia a dizer.
Apenas sentia que não podia. Não tinha sentido acontecer.

Chorei, mas não sentiste o sal das minhas lágrimas.

Há duas distâncias entre nós.
Uma é fácil de percorrer.
A outra... é a mesma que na altura me ajudou a decidir.

Quando penso no que fiz, penso em como poderia ter sido diferente...
Mas isso de nada adianta. Não o saberei. Sei que não mudo o passado. E mesmo que o pudesse mudar, conheço-me o suficiente para saber que voltava a fazer o que fiz.
Não saberia agir de outro modo.

Por isso, não me arrependo. Mas aprendo.
Há coisas que não devem ser decididas assim.

sexta-feira, 3 de junho de 2005

Intermitente... eu e a luz

Uma luz brilha e pisca ao longe
parou de piscar
fitava o mar
a ânsia de te encontrar
a luz voltou a piscar
tenho medo, sabes?
Não. Não deves saber.
Não é comum admitir medos.
Não julgues que é o medo de te perder. Não é.
Não posso perder o que não tenho.
Não és meu, nem poderias ser.
Sabes? A luz continua a piscar.
Deve ser um sinal de aviso para quem vem do mar.
E para quem está aqui?
Onde estou.
Será que também me avisa?
É difícil não gostar de ti.
Será para isso que me quer alertar?
Que tens um encanto que me cativa e me faz amar...

quinta-feira, 2 de junho de 2005

Beleza é fundamental

Dizes-me que não és belo.
Lembro-me vagamente do que será o conceito de beleza: o que é belo. E belo é?...

Apregoa a sabedoria popular que "quem o feio ama, bonito lhe parece" e que "o amor é cego".
Será que é assim?

Eu sei que só gosto do que é bonito, do que me agrada aos sentidos.
Agrade ou não a outras pessoas.
Sei que não sou capaz de gostar do que quer que seja que ache feio.

E não é o manto do amor que me cega.
É a beleza que vejo que o faz cair.

quarta-feira, 1 de junho de 2005

Confusão

Se disser o que sinto e não o escrever
ou sentir e escrever sem nada dizer
fico na mesma sem compreender
o que ando a tentar perceber

segunda-feira, 30 de maio de 2005

Pedaços soltos ao vento

noite sem sono
noite de luar
noite de amor
que faz sonhar…

morri no teu olhar
que me faz sonhar
renasci no teu sorriso
que me faz amar

quarta-feira, 25 de maio de 2005

O Tempo e a Razão*

O tempo o dirá...
O tempo cura tudo...
O tempo dar-me-á razão.

Entregar no decurso do tempo a cura milagrosa para todos os males parece sábio e fácil. Pelo menos, de dizer.

Não percebo.
No número infinito de coisas que não percebo, esta é uma delas.

O tempo não cura tudo. Apenas apaga com o seu passar.
Tudo parece ser uma questão de tempo.

Ficam-nos apenas lembranças.

Em mim, nada curou, apenas apagou.
E mais vale apagar um destino que não se concretizou que curar uma ferida que não sarou.

Quanto à razão dada ou tirada, de nada adianta, a não ser que o seja no momento em que dela se precisa.

Uma razão dada fora de tempo, para que serve?
Não repara o mal feito, não cura, não sara, pouco repara.

Para mim o tempo e a razão têm os seus momentos certos de concretização, de utilidade.

Se não for para ser no momento certo de que adianta a razão que o tempo dá?


* um mero desabafo depois de um dia complicado

segunda-feira, 23 de maio de 2005

Vaidade do coração

“Tudo é vaidade e vento que passa.”
Sinto que é verdade…
É difícil perceber como tudo aconteceu
mas sei que foi orgulho e vaidade
que teimaram em falar mais alto do que eu…
Paguei o preço da minha impulsividade
só assim percebi aquilo que perdi…
O tempo tudo cura,
tal como o rio que corre para o mar
pela vida tudo passa!
Nós vamos ficando, mudando…
Mas o resto… o resto desaparece…
Vã futilidade a minha…
Não me sinto capaz…
Não me quero comprometer…
Sou livre!
Sentir, viver, continuar, ficar
Custou-me perceber porque teve de acabar,
agora sei que o erro seria continuar…
Foi a mim, só a mim que eu magoei…
não devo temer assumir que errei!
Entender o que se abateu sobre mim
e continuar a lutar pelo meu sonho, pela minha vida, por mim!
Todos buscamos algo além do possível…
eu não sou excepção!
Continuo a procurar e continuarei sem cessar
até realizar todos os desejos do meu coração!
Sei que vou conseguir,
os meus sonhos conquistar…
Errei sim! Eu sei!
Mas o erro não pode perseguir-me para sempre…
Como tudo, também o cansaço vence…
Fui vencida pelo cansaço de sofrer, já era demais…
Já era tempo de seguir em frente!
Porque como tudo nesta vida
também o que senti por ti
“…foi vaidade e vento que passou…”

sexta-feira, 20 de maio de 2005

Ecrã em rosa

Hoje a preguiça atacou os meus pensamentos...

Todo o meu corpo só quer descansar e recusa-se a trabalhar.
Já quer entrar no fim-de-semana. Como hoje eu não o quero contrariar, deparei-me com o problema do "papel em branco", fiquei sem nada para escrever.

Sem outro assunto, despeço-me por esta semana e fica o meu desejo de bom fim-de-semana para todos vocês.

Eu já sei que vou passar o fim-de-semana a preguiçar. ;)

quinta-feira, 19 de maio de 2005

Não voltes

O céu não conhece fúria como
a do amor transformada em ódio…
Já esqueci a fúria que me revoltou
que era a fúria do amor
que te queria trazer de volta
Não queria outra fúria
não quis outro amor
qualquer outro parecia tão pouco…
Perto de ti
nada se comparava…
Achava que
nenhum sorriso tinha a tua luz
nenhum olhar tinha o teu amor
nenhum toque tinha o teu calor
Acreditava não esquecer esse amor
como isso me fez sofrer…
Só queria voltar a amar-te
em silêncio poder tocar-te
acreditava que
mais ninguém ia amar…

E só pedia para voltares para mim sem nada falar sem explicações dar

Mas percebi que o que quero de volta não és tu, é o Amor!

Esse sim quero de volta, esse sim irá voltar para mim...

segunda-feira, 16 de maio de 2005

Vale a pena?

Conversas… Troca de mensagens… enfim… sabem bem estas conversas descompromissadas e sem tabus?
Todos nos assumimos sem problemas por não ver a cara da outra pessoa mesmo que já a conheçamos!
São de evitar as conversas cara a cara de olhos nos olhos em que nos sentimos desnudados com o olhar intrigado e perturbante daquele ser estranho a nós que nos pretende descobrir e revelar como se fossemos uma foto a cores?

É impressionante mas quando olhamos para o outro não estamos realmente à procura de o conhecer ou de desvelar os seus segredos mas tão só queremos encontrar um espelho, um reflexo dos nossos desejos, alguém que nos entenda sem querer nada em troca e que professe a sua fidelidade e dedicação eternas!
Se houver mais do que isso, se sentirmos compreensão algum afecto e um desejo afogueado de algo mais, esse fogo dizem que é amor e é eterno, ou seja, duraria mais do que nós e sobreviveria à própria morte…
Mas se quem alimenta o amor somos nós com pequenos gestos do dia-a-dia e com lembranças carinhosas e ternas, quando se morre como pode ele continuar por nós? Não pode. Abandona-nos e prossegue para outras pessoas sem se importar com os estragos que possa fazer…
Furacão de vidas sossegadas… “El Niño” de sentimentos… Enfim algo que quando nos ataca assola como uma doença e alastra por todo o corpo até tomar conta de tudo o que fazemos, dizemos ou pensamos… Mas nem sempre é Eterno… E quando nos deixa estamos tão cansados como se corrêssemos a maratona ou ficamos tão destroçados como se um camião nos tivesse atropelado…
Desejamos que nunca mais volte a acontecer…
O tempo passa e voltamos a querer e a sonhar… É um ciclo… mais um nesta vida que passa e não perdoa os mais esquecidos ou preocupados com a sua vidinha feita de pó e névoa…

Pois é, há quem não queira saber se é eterno ou feito de uma noite de sonho ou pesadelo… Quem segue pela vida de olhos postos em frente sem nunca olhar para o lado… Sem nunca saber se teria amado sofrido sentido… O medo não é de amar é de sentir… sentir e perder o controle… querer demais alguém que não nós…
Todos sonhamos com alguém, quase sempre, pelo menos uma vez… É um sonho… o sonho de amar e ser amado… uns mais amar outros mais ser amados… Mas é uma forma de vida, talvez um pouco estranha nos dias que correm, contudo inegavelmente um prazer delicioso que se deve saborear pelo menos uma vez… ver como é e depois decidir…

Vale a pena amar?

sexta-feira, 13 de maio de 2005

Vertigem de um beijo



Olho-te nos olhos
vejo-os aproximar
sinto a tua respiração
tão perto de mim
o coração a bater
fecho os olhos
deixo-me guiar
os joelhos tremem
as mãos suam
e o coração já bate fora de mim

quarta-feira, 11 de maio de 2005

Viagem por um delírio obsessivo

Não sei que mais fazer
estou perdida, estou confusa
não consigo evitar este sofrer
não sei parar este querer
só de pensar em ti sinto-me tremer
Se te vejo
admito que começo a pensar
naquela única noite
que em mim tudo mudou
o meu passado apagou…
Será que em ti ficou?
Amo-te tanto
quero-te só para mim
dói-me não te ter
magoa-me o que me fazes ver…
Porque tens de agir assim
se me amas
volta para mim…
Quero-te de volta
Só sei que não aguento
não consigo arrancar este sofrer
não sei parar este amor…
Por ti
já tanto sofri
já tanto aguentei
tudo porque te amei…
Amei como não devia ter amado
odiei como não devia ter odiado…
Mas não sei como esquecer
só quero parar este sofrer.
Sofrer por não te ter…
Passo todos os dias a desejar
passo todas as noites a sonhar
penso em ti sem parar…
Nunca te esqueci
nunca deixei de te amar
não ligues ao que faço
não oiças o que digo
olha para mim
vê nos meus olhos
as estrelas brilhar
só de te olhar
vê as minhas mãos
não param de tremer
só por te ver
sente o meu coração
não pára de pulsar
só por te falar
sente o meu corpo
de um ardente calor
anseia pelo teu amor…
Tudo isto verias
se olhasses para mim
debaixo desta máscara
estou eu
quem te ama
tem pânico de voltar
e tornar a sofrer…
Eu sei que tenho medo
vi o abismo
não tive receio de cair…
Agora tenho…
mas bastava um gesto teu
não era preciso falar
era só um olhar
desses teus olhos
que vi tão perto
era só um toque
desse teu corpo
que senti tão meu
e tudo voltaria
a máscara cairia
e aí terias a certeza
eu amo-te
sei que é amor
sei que é paixão…
Não sei quando foi
se no primeiro dia que te vi
se num de muitos outros
se na tarde que te conheci
se na noite que te beijei
se na madrugada que te amei…
Mas sei que quando terminou
foi um sonho que acabou
quis deixar de sonhar
não quis mais recordar
desejei não mais amar…
E tudo em mim adormeci…
tentei a dor apaziguar
quis o coração consolar
desejei a paixão acalmar
deixei-me todas as mágoas chorar
e quando já não esperava
tudo em mim acordou
todo o sentimento voltou
todo o sofrer está a acordar
não me quero voltar a magoar
tenho medo de te voltar a amar
não quero de novo sofrer
não tenho como aguentar
se em ti não deixar de pensar
sei que de novo irei cair…
Quero ficar
mas só me apetece fugir…
Para longe de ti
para longe de mim…
Já não sei como controlar
não consigo parar
só para ti quero voltar
mas não posso…
Querer e não poder
amar sem sofrer
tal não pode ser
quem sente o amar
também sabe sofrer
sentir a alma doer
o que agora sofro
só por não te ter…
Não tenho como te dizer
parece que não sei falar
perto de ti sei sentir
por ti sei amar…
Será que tu não vês?
Não sabes que não te menti
não posso apagar o que senti
não esqueço o que vivi
não sei como fazer
mas não sei desistir
de ti não vou fugir
não te consigo esquecer
não vou aguentar
se não te conseguir mostrar
que por mais que possa sofrer
não vivo sem te amar…

terça-feira, 10 de maio de 2005

Desencontros

Quando eu estou tu não estás
quando não posso tu estás
A vida não nos quer encontrar
só aqui estamos juntos
é assim a vida
dá e tira
nem sei se sinto
realidade ou ilusão
mas parece que sempre
estou onde não estás

segunda-feira, 9 de maio de 2005

Preciso-te

Desejo algo que desejaria não querer
quero algo que não posso ter
tenho o que me faz falta
mas não o que preciso...
Eu preciso-te.
Pode parecer banal, mas preciso-te.
Também te quero.
Também te desejo.
Não sei se te amo.
Mas sei que te preciso.
Preciso do teu olhar no meu.
Preciso do teu toque.
Preciso ouvir a tua voz.
Preciso do teu corpo no meu.
Preciso-te.
Preciso-te com uma ânsia que me consome, com um grito interior que chama por ti sem pronunciar o teu nome.
Todo o meu corpo chama por ti.
Atormenta-me o precisar-te e não te ter.
Atormenta-me o que me dói até adormecer a dor e não parecer mais dor mas um leve ardor.
É cruel esta distância que me deixa a precisar-te sem te ter.

sexta-feira, 6 de maio de 2005

Frente ao mar



Ao amanhecer, frente ao mar
desejei ter talento de pintor para te pintar
desejei ter talento de poeta para te escrever...
Nem pintor nem poeta apareceram para me ajudar.
Desejei não te ter longe de mim para te abraçar.

quinta-feira, 5 de maio de 2005

Porquê?

Porque é que para tudo se exige uma explicação?
Há a chamada "idade dos porquês" na infância, mas é suposto crescermos e deixar a "idade dos porquês". Não. Porquê?
Sei que para quase todas as afirmações pode haver um porquê.
Se se busca um sentido mais além do que aquele que se vê ou um passado que foi negado.
Definitivamente, não gosto nem de "porque" nem de "porquê".
Quando gosto, gosto e digo-o quando posso.
Quando não gosto, não gosto e também não o escondo.
Não me peçam "porquê".
Às vezes nem eu sei. Quando sei, às vezes, não o digo.
Porque não quero dizer.
Porque me dói.
Porque sofro.
Ou só porque sim.
Porquê? Porque?
Para quê? Pergunto eu.
É bem melhor saber "para quê" dizer o que se sente do que dizer o "porquê" daquilo que se sente, que se disse, que se viveu.
Deixem-me sem "porquê", dêem-me "para quê".
Amo para que seja feliz ou para que seja amada.
Choro para que a dor passe ou para que as lágrimas mostrem a felicidade.
Escrevo para que me leiam ou para que os meus sentimentos sejam livres.
Não me peçam "porquês".

quarta-feira, 4 de maio de 2005

À espera de um anjo...

No meio da confusão e do turbilhão em que me sinto, andas sempre tu.
"Vira e mexe" tropeço em ti na minha vida...
Não és para mim. Não podes ser.

Desabafo para que me ouças a voz.
Escrevo para que me leias.
Espero para que me ames.
Tu és o meu anjo. Não me podes amar.

Deus não me ouve (felizmente). Eu rezo pela tua queda. Para que Ele te tire as asas e te deixe cair em tentação e te deixe amar.
Ainda ouço uma voz... A voz que me diz "deixa-o", "não o ames", "não o tentes", "ama-o de longe e ao longe"...

Não sei amar assim. Não consigo amar assim.
Não te quero deixar no Céu. Quero-te na Terra. Só sei amar assim. Este amor egoísta, feito de desejo e dor, se preciso for. Ter-te perto de mim, estar sempre aí ou aqui para ti. Chorar no teu ombro, ter o meu colo à tua disposição.
Sentir perto o teu coração.
Só conheço este amor egoísta que te quer perto.

Não te quero no Céu.
Corta as asas, por favor.
Desce do Céu por amor.
Peço-te que o faças em nome deste amor egoísta. Amor burro que quer amar um anjo. Um anjo que não pode ser para mim.
Se não puderes ou não quiseres trocar o Céu pela Terra abre as tuas asas e reza por mim.
Reza para que te esqueça... Para esquecer este amor que trago dentro de mim...

segunda-feira, 2 de maio de 2005

Ossessione gialla

Questa è la mia passione nuova!

Sull'interno



Nella città



Per una passeggiata



Sulla spiaggia



Questo è il nuovo Ferrari F430 Spider!

Trovi questa bellezza qui!

domingo, 1 de maio de 2005

Anjo meu

Porque tu és assim um anjo para mim.
Frio como a pedra.
Alto como a Lua.

pormenor de edifíco
na Av. dos Aliados

Se fosse prédio queria um anjo lá no alto assim.
Mesmo frio a velar por mim.
Não sou prédio.
Não és anjo.
Mas mesmo assim, será que velas por mim?

quinta-feira, 28 de abril de 2005

Porto Sentido*

Quem vem e atravessa o rio

junto à serra do pilar

vê um velho casario

que se estende até ao mar


Quem te vê ao vir da ponte

és cascata sanjoanina

erigida sobre o monte

no meio da neblina


Por ruelas e calçadas

da ribeira até à foz

por pedras sujas e gastas

e lampiões tristes e sós


Essa teu ar grave e sério

num rosto de cantaria

que nos oculta o mistério

dessa luz bela e sombria


Ver-te assim abandonado

nesse timbre pardacento

nesse teu jeito fechado

de quem moi um sentimento


E é sempre a primeira vez

em cada regresso a casa

rever-te nessa altivez

de milhafre ferido na asa

Só se ama completamente uma cidade quando a conhecemos e nela nos sentimos em casa!

Eu senti o Porto assim e tive que me socorrer da letra do *Carlos Tê para conseguir dizer tudo o que senti e tudo o que sinto.

Senti-me abraçada por aquela cidade. Abraço-a como se fosse minha.

Cadeia Literária

Para responder à Cakau e porque a foto já está disponível!

Livraria Lello & Irmão

Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Um não inflamável!!! Mas se pudesse ser um livro queria ser o Dracula de Bram Stoker.

Já alguma vez ficaste apanhadinha por uma personagem de ficção?
Ui! Tantas vezes!
Quando era miúda por vários personagens dos livros da colecção Viagens no Tempo.
Na adolescência pelo Athos d' Os Três Mosqueteiros.
Mais recentemente pelo Dracula e também pelo Sirius Black.

Qual foi o último livro que compraste?
Clube de Dante de Matthew Pearl

Qual foi o último livro que leste?
Último acto em Lisboa de Robert Wilson

Que livro estás a ler?
Clube de Dante de Matthew Pearl

Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Um livro em branco porque não passo sem escrever.
Um manual de sobrevivência.
Um livro de cozinha prática.
Felicidade de Will Fergurson.
Fairy Tales de Hans Christian Andersen.
Se fosse agora levava também o Dante Club para acabar de ler e depois de 16 de Julho Harry Potter & the Half Blood Prince.

A quem vais passar este testemunho (3) e porquê?
Às meninas do Figuras d'Estilo, porque gosto delas e porque me apetece dar-lhes um bocadinho mais de trabalho.
À Crisis, se bem que acho que ela não se vai dar ao trabalho, no meio de tanto que tem para fazer!
E assim já faz 3 pessoas!!!
Mas também gostava que me respondesse a SC, se bem que o cantinho dela não é propício a cadeias literárias.

E quem gosto de ler e visitar e a quem por aqui passar pode pegar e responder!

quarta-feira, 27 de abril de 2005

Entre você e Deus!

Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã.
Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você que, no final das contas, é entre você e Deus.
Nunca foi entre você e as outras pessoas.

Madre Teresa de Calcutá
Esta mensagem andou perdida pelos meus mails, hoje "tropecei" nela e não resisti ao impulso de a publicar!

segunda-feira, 25 de abril de 2005

Obrigada pelo raio de luz!

Fui atingida por um raio!
Um raio de luz e felicidade!



Sempre me acompanhou no coração outra cidade que mal conhecia mas que me fascinava!
Não olhei para trás. Ao fim de várias tentativas frustradas, fui!
AMEI!
Cidade linda! Pessoas fantásticas!
Soube-me bem! Fez-me bem!
Voltei com a alma renovada e completamente fascinada!

Estou grata pela felicidade e tranquilidade que estes dias me proporcionaram.
Devo-o também às companhias que me acompanharam e me aturaram!
Obrigada!

P.S. Não coloco fotos da respectiva cidade porque ainda não estão disponíveis. Assim que estiverem continuo a minha devoção e os meus agradecimentos.

quinta-feira, 21 de abril de 2005

Idade de Mulher

Ouvi dizer que a mulher tem 3 idades:
- a que tem;
- a que quer aparentar; e
- a que lhe dão.

Algumas, como esta de que vos falo, só terão duas. A que tem e a que o coração dela tem.
E é no olhar dela que se reflectem as marcas de uma idade que não tem.
Olhos que mostram as rugas do coração.

Acho curioso, serem os olhos o que mais perto está do coração, acompanham-no com lágrimas alegres quando bate acelerado e desritmado, brilham quando está apaixonado e descompassado, choram quando sofre pequeno e apertado!
Tantas as marcas e todos os vincos que no coração são deixados!

Mas basta um olhar nos olhos da mulher para perceber a idade que o coração dela tem.
O dela está velho e cansado de tanto ser partido e magoado. Prefere ficar só e aliviado.
Esta mulher traz a vida no olhar, exibe-a com orgulho para que ninguém se engane.
Não acha que errou, sabe que sofreu, sempre que amou.
Não se arrepende da vida que viveu.
Agora apenas quer paz para o coração que lhe roga já cansado: "Mais amores não!"

É assim a idade desta mulher.
A luz do seu sorriso não ofusca o brilho do seu olhar.
É uma mulher que ainda sabe amar, com a coragem bastante para se deixar outra vez apaixonar.
Não o faz. Não o fará. Por respeito ao pedido de um coração que não quer ter de a abandonar.

quarta-feira, 20 de abril de 2005

O que as pessoas querem?

Todos procuramos incessantemente sem encontrar
algo ou alguém que nos faça apaixonar
um sonho para descobrir
um início para partir
um motivo para viajar
todos queremos sonhar
do fundo da nossa alma buscamos sem parar
todo o nosso ser não se cansa de procurar
e procuramos
aqui e além
no próximo e em mais alguém
mesmo que faça sofrer
queremos ir até ao infinito
do sonho ou do mundo
algo que nos reviva num segundo
alguém que seja profundo
sonhamos e procuramos
e continuamos a procurar
sem algo ou alguém nunca chegar
mas não deixamos de sonhar
um dia havemos de encontrar…

terça-feira, 19 de abril de 2005

Hear me...

Tell me what I need to hear...
Is that to ask too much of you?
Just one word would set me free... Say it! Before it's too late... One day I'll go away, you know it... Couldn't you just set me free?
This is not meant to be.

sábado, 16 de abril de 2005

Upside down



a árvore que secou e se reinventou
vai voltar a crescer assim
porque se deixou secar
porque se permitiu reinventar

quinta-feira, 14 de abril de 2005

Pecadora

Dá-me vontade de ficar sem nada fazer, pensar em belos momentos de prazer, orgulhar-me do que sinto e guardar só para mim, na memória cada pedacinho que adoro e fico fora de mim só de pensar em dividir estes momentos e irrita-me que alguém os tente adivinhar no sorriso ou no olhar e não páro de pensar.

quarta-feira, 13 de abril de 2005

Dia do Beijo

Acabei de ouvir que hoje no Brasil é dia do Beijo!
Pois que seja!
E nós, por cá, que importamos tantas modas e tradições, importemos mais uma!
Celebremos hoje o dia do Beijo!
Beijemos na testa todos aqueles que respeitamos!
Na face todos os nossos amigos!
No boca quem amamos!
No nariz ou em qualquer outro lado!
Hoje pelos vistos, no Brasil, o importante é beijar!
Que seja também por cá importante beijar!
Demonstrar o afecto!
Às vezes esquecemo-nos de como é bom beijar e ser beijado!
Hoje (e sempre) beijem MUITO!

Beijos! Baci! Kisses! Besos! Baisers! Küsse!

terça-feira, 12 de abril de 2005

Discos pedidos*

sinto-me queimar com o fogo que trazes no olhar
olhas-me descarada e intensamente
adivinhas o que sinto
sentes-me vibrar
não consigo corar
sei o que pensas
perco a vergonha e o pudor
que só tu sabes ultrapassar
pressentes que te trago comigo
a cada olhar
começo a sorrir
gosto
não posso negar
pouca luz há a iluminar
o caminho de duas almas
que se estão a tactear
quando já não é preciso falar


*da Marisa para ti
(presumo que saibas que é para ti, ela preferiu manter-te anónimo)

segunda-feira, 11 de abril de 2005

domingo, 10 de abril de 2005

Regresso a casa



Acendo a luz para a casa não parecer deserta.
Saio para esperar por ti.
Sem ti a casa sente-se vazia. A luz que a ilumina não a aquece.
A luz vai ficar acesa para quando chegares a veres ao longe e me veres sentada na entrada à espera de ti.

sexta-feira, 8 de abril de 2005

Old habits die hard

Mergulhei fundo num mundo não esquecido que julguei ter perdido.
Queria tempo para perder e duas vidas viver.
Não tenho, ninguém mo dá.
Revi, revivi, renasci.
Não adianta negar, renegar, apagar.
Voltei, voltou.
Estava tudo lá.
Não me neguei.
Vivi.

A Sul do Paraíso

Sinto-me a Sul do Paraíso.
Se rumar ao Norte, talvez por sorte me encontre a meio caminho de um Destino que se concretiza sozinho.

Ouch!

- Menina eu avisei!
Quem brinca com o fogo, queima-se!

quarta-feira, 6 de abril de 2005

Música na noite

escrever por escrever
de uma realidade que não há
sentir por sentir
um sentimento que passa
passa e me fascina
com o seu passar
com o seu olhar
esse homem que vejo
conheço sem conhecer
um vulto que me prende
um sonho que imagino
no meio da multidão
uma trovoada de desejos
numa tempestade incerta
o mundo gira
volta a girar
eu perco-me no teu olhar
e a música não pára
não deixa de tocar
e eu não páro
continuo a dançar
sempre a olhar
no vazio a sonhar
à espera de te ver
de te sentir passar
sonho...
continuo a sonhar
mas só imagino
não vivo
nem vou viver
é um tumulto que vai e vem
no balanço do corpo
sempre a dançar...
e pára!
A música acaba
e deixo de sonhar!
05_Março_2004

Sem assunto

E quando as ideias se amontoam e se atropelam e me atordoam?
Não as consigo escrever.
Fico perdida sem saber o que fazer.
Se escrevo, entremeiam-se umas nas outras e releio e não lhes encontro sentido.
Se não escrevo, ficam só comigo e gritam, querem sair e voar, precisam de ar.
Hoje não quero, vão ficar onde estão!
Às vezes temos de saber dizer não!

terça-feira, 5 de abril de 2005

Uma manhã

Às 10h de um Domingo já ela estava à porta dele.
Acordou cedo, decidida a ir recuperar o que era seu. Foi calma, segura, da sua casa à dele.
Noc. Noc.
Ouviu barulho no interior. Alguém se dirigia à porta.
- Quem é?
- Sou eu.
Ele abriu a porta de imediato.
- Oi! Estava no banho!
Ela percorreu-lhe o corpo com o olhar e permitiu-se um sorriso.
- Nota-se... Estás sozinho?
- Estou. Sorriu. Entra.
Dirigiu-se à sala e sem uma palavra, sob o olhar distante com que ele a examinava, começou a retirar alguns livros e cd's da estante.
Ele, calado, retirou-se da sala. Regressou trazendo na mão algo que ela reconheceu. Um pijama.
O olhar dele gelou.
- Se já não vale a pena... Não há mais nada a fazer. Leva isto também.
Já tens tudo o que vieste buscar?
Parou o que estava a fazer e olhou-o nos olhos.
- Não. Também quero que me devolvas o meu coração.
- O quê?!
Ficaram a olhar-se. Trocaram um beijo.
Ela afastou-o.
- Deixa. O meu coração já não está aqui.

domingo, 3 de abril de 2005

Vício Privado

estás longe
vejo-te perto
sigo os teus passos
conheço de cor
cada traço do teu corpo
cada fio do teu cabelo
o timbre da tua voz
o tom dos teus olhos
memorizo gestos
decoro olhares
sonho sorrisos
tu sabes o que sinto
eu que te sei de cor

Acordar...

Acordei num quarto mal iluminado com o barulho da chuva a cair lá fora.
Saí da cama só para iluminar o quarto e abrir a janela.
Voltei para a cama ainda quente. A chuva cai lá fora.
Fiquei a ver a chuva a cair, agarrada à almofada a sonhar sem querer escrever sobre o que me faz sorrir e brilhar num dia tão sombrio e chuvoso!

sexta-feira, 1 de abril de 2005

Carta de 3 dias

Dias que chegaram e não me chegaram.
Cansei-me de frio e de chuva. Fartei-me de mato e de pó.
Foram dias que julguei ter planeado quase sem ti.
Estava à tua espera quando chegaste. Fiquei meio atordoada, felizmente salvou-me o sorriso daquela criança que brincava.
Quis abraçar-te e beijar-te, como se faz a quem nos faz amar. Mas não! Porque não?
A cada momento de proximidade senti a vontade travada.
A cada despedida fiquei sempre pensativa.
Na última noite estava tão embrenhada a pensar que me esqueci de dormir. Só me apercebi que não tinha dormido quando fui sobressaltada pelo sino.
Aí percebi que apesar de estar a sonhar, não estava a dormir.
Como por magia, apareceste... Sorri e consegui adormecer.

quinta-feira, 31 de março de 2005

Ao espelho

Frente a mim
frente a ti
apercebo-me do quanto de mim há em ti
do quanto de ti fica em mim
Gosto de ti
na medida que gostas de mim
sei que fazes como eu
eu faço como tu
e no final sei que sou eu e tu
e uma só.

terça-feira, 29 de março de 2005

Sabor a liberdade*

Dá-me liberdade
sem nada pedir
sem nada querer
faz-me voar

Queria estar onde estás
não posso
se fechar os olhos
posso imaginar
não é preciso muito
para contigo sonhar


foto cedida por Gui

Só porque bateu a saudade
de passear
de contigo andar
sem em mais nada pensar!

*algures desde Agosto de 1999

E o coração?

Hoje o dia está cinzento
acho que eu também
deitei-me triste
o dia acordou como eu
é estranho
o mundo em que se vive
teima em acinzentar
vida confusa
que perturba
e entristece
quando o coração não aquece...
Toda esta roda
dia após dia
noite após noite
a alma envelhece...
e o coração... não aquece
sonhos, fantasias
toda esta vdia
mundo que se esquece
e se a morte aparece?
pensa-se... vivi?
senti? esqueci?
envelheci...
mas não
vida estranha
voltas e voltas
um dia, outro dia
uma noite, outra noite
e acorda-se...
a alma renasce
o amor aparece
e o coração... aquece!
05_Março_2004

segunda-feira, 28 de março de 2005

What if...

They went out for a drink.
They had known each other for years and had been so close... so close to love... so close to tears... and yet so far... as only they could be.
All this was in her mind, circling and twisting.
They had a perfect evening. Talked about almost everything.
Didn't bother talking about that... it was still in her mind though... It had never left her...
It was time to leave. They left.
She wanted to kiss him. Didn't know if he wanted to kiss her back.
They just said goodbye.
The next morning she was still awake thinking "what if I had kissed him"...

quarta-feira, 23 de março de 2005

Passeio de início de tarde

Almocei com uma colega e amiga.
Depois, ainda havia muito tempo para gastar até à hora de regresso às quatro paredes onde trabalhamos, decidimos passear.
O céu azul e começo de calor sorria-nos.
Nada mais podíamos fazer.
Fomos até à praia ver o mar!

terça-feira, 22 de março de 2005

Efeméride

22 de Março



Hoje tentei resistir à tentação de escrever sobre um passado repassado que passou e trespassou.
Sei o que não posso apagar.
Mesmo que quisesesse e me esforçasse.
Sei que o amei.
Sei que o odiei.
Se esqueci ressentimentos
Não esquecei momentos.
Por isso, não resisti.
Hoje exactamente hoje
deposito este texto aqui
como quem coloca flores no pensamento
no túmulo de um sentimento.

segunda-feira, 21 de março de 2005

Horóscopo via e-mail

Here is your horoscope for Tuesday, March 22:

Your dilemma is an internal one: conflicting emotions. On the one hand, you desperately want to march up to your target, bark out exactly what you need to say and stalk off. On the other, you need to keep a secret extremely secret.

Todos os dias recebo um previsão para o dia seguinte e raramente acertam.
Esta anda perto, tão perto que parece o epílogo da minha Carta aberta!
Por isso é que tive que o copiar para aqui.

Se tiverem curiosidades astrológicas passem por este sítio!

Carta aberta:

Apetece-me escrever mesmo sem ter nada para dizer
nem sei por onde começar, mas tenho tanto para contar...
Pensei escrever-te uma carta
não tenho como a enviar
não sei o que escrever...
Pensei dizer-te que estou a amar
mas não é possível
não posso estar
podia contar-te o que me fez apaixonar
mas é tão improvável
não posso acreditar.
Depois pensei em tudo aquilo que se promete e que roubaria céu, estrelas, lua e luar, para o teu caminho até mim iluminar e em tudo aquilo que se acredita que se cumpre...
E quis parar de escrever
faltou-me a coragem para me confessar
mas não consegui a mão conter, ela não queria parar de escrever.
Era o coração que a impelia para tudo contar
sem nada faltar
sem nada omitir
sem me deixar mentir
sim... queria mentir
dizer não
tolo coração
isso não é emoção.
Para sempre, não, para sempre é formal demais e para sempre é sempre tempo demais
Sinceramente, não, sinceramente não, queria mentir-te
Cordialmente, não, também não, é seco demais.
Queria encontrar uma expressão para escrever mesmo antes do meu nome para que te ficasse na memória... Não consigo. Também não importa. Não consigo que esta carta te leve nenhum aroma, nem o meu olhar.
Ficarei feliz se esta carta te fizer sorrir, sonhar e de mim lembrar.

quinta-feira, 17 de março de 2005

Sonho?

Será que não aconteceu?
prefiro não acordar
não consigo explicar
viajo a dormir
amo a sonhar
paixão a conhecer
sinto a viver
não sei entender
não consigo escrever

Hoje não!

Hoje acordei preguiçosa.
Hoje não me apetece escrever.
Falta-me a vontade de escrever palavras convexas, conexas e na mesma sem nexo.
Mas tenho palavras no pensamento, sem ordem, sem sentido, sem razão.
Mas hoje não.
E elas continuam lá. Não me deixam continuar a preguiçar.
Saiam!
azul
amor
areia
mar

sim
mão
amanhã
talvez
céu
calor
E volto a preguiçar...

terça-feira, 15 de março de 2005

You think you can tell?

Ultimamente ando com queda para o "nonsense" sentimental!
Isso reflecte-se em tudo o que faço, desde sorrir desde que acordo, porque acordo. Ir nos transportes públicos, o que sempre dispensei, com ar de relativa (aqui também não vale a pena exagerar) comodidade, a passar um dia no escritório com boa disposição, entre outros sintomas de felicidade. Ando de bem com a vida, como se costuma dizer. À primeira vista, eu própria admitiria que ando com sintomas de "apaixonada".
Até aqui tudo muito bem. Mas o meu problema (entre outros) é que para se estar apaixonado é necessário o "objecto" da paixão.
Não há.
Donde, só posso concluir, que ou estou definitivamente louca (o que também explicava muita coisa) ou que ando apaixonada pela vida.
De qualquer das formas, uma paixão que se preze, precisa de uma música, tive que escolher uma.
Lembrei-me de uma música que ouço desde sempre e que adoro! E que até se aplica!



Wish you were here
(Pink Floyd)

So, so you think you can tell Heaven from Hell, blue skies from pain.
Can you tell a green field from a cold steel rail?
A smile from a veil?
Do you think you can tell?

And did they get you to trade your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold comfort for change?
And did you exchange a walk on part in the war for a lead role on a cage?

How I wish, how I wish you were here.
We're just two lost souls swimming in a fish bowl, year after year.
Running over the same old ground.
What have we found?
The same old fears.
Wish you were here.